SERÁ QUE É O MOMENTO DE SE PROTEGER COM OPÇÕES?

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Será que é o momento de se proteger com opções?

O índice Ibovespa está em forte alta nas últimas semanas, e lá no curso de opções os alunos me perguntam: Daniel, o que você acha de proteger a carteira nesse momento?

É um pensamento interessante sempre que a bolsa sobe. Mas a proteção funciona igual a um seguro. Você compra, gasta o seu dinheiro, com a expectativa de não usar. Com a expectativa que ela vire zero no vencimento. Algumas pessoas, inclusive, não entendem isso e se chateiam que a opção não rendeu nada. Elas querem ganhar nas duas pontas. Tanto na carteira fundamentalista, quanto na opção de proteção.

Existem formas de se rentabilizar com opções que eu apresentei gratuitamente nesse hangout que eu fiz, clique aqui , e muitas outras formas que eu apresento no curso pago. Clique aqui.

Olhando o gráfico abaixo vemos o atual momento da bolsa, que está chegando naquele ponto máximo que foi atingido em Fevereiro, e na véspera do circuit breaker em Maio. Eu antecipei esse movimento no webinar na ModalMais mostrando que a bolsa tinha um desconto, mas esse desconto já sumiu.

 

PROTEGER-COM-OPCOES-01Retirado do Guiainvest Pro

 

Tudo leva a crer então que é um bom momento para se proteger com opções, né?

 

                ERRADO, pelo menos por enquanto!!!

 

Ainda precisamos ver se a alta da bolsa teve fundamentos por trás, ou foi apenas uma histeria momentânea do mercado, e no final é interessante ver se as opções estão com volatilidades implícitas baixas, para que compremos proteção da forma mais barata possível.

 

                Analisando fundamentos

Das cerca de 60 ações que compõem o índice Ibovespa, 29 já divulgaram seus resultados. 20 delas tiveram altas nos lucros / redução nos prejuízos, e 9 delas tiveram quedas nos lucros / piora nos prejuízos. (lucros anualizados). Vejam na tabela abaixo feita com o Guiainvest Pro, as ações que tiveram melhora nos resultados na cor verde e as que tiveram piora nos resultados anualizados com a cor laranja.

 

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Elaborado pelo autor com GI Pro 

 

Vê-se que das 9 ações que caíram, ao menos 5 possuem muitas receitas em moeda estrangeira. São elas Vale, Klabin, Suzano, Fibria e Ambev.

 

Valor de Mercado x Lucro das 29 ações

Na mesma planilha, e com a mesma ferramenta consegui o valor de mercado de cada uma dessas 29 ações no encerramento dos anos correntes, e também consegui os lucros dessas ações de 2013 pra cá. Somando tudo cheguei aos gráficos abaixo:

 

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Ambos os gráficos mostram algo muito interessante. Mostram que ao final de 2015 o lucro estava comprimido, mas que ele já voltou ao normal. Inclusive a patamares maiores que o de 2013 e 2014 para essa cesta de ações. No entanto, este lucro ainda não voltou ao patamar que estava em 2010 e 2011. Ainda existe um potencial de alta para os lucros das empresas, mas já são bem menores que antes.

Para ajudar a visualização que ainda está barata a bolsa fiz um gráfico que divide o valor de mercado das 29 ações pelo lucro líquido anualizado apresentado por elas. É interessante que é uma espécie de Preço / Lucro de 29 ações somadas. Percebe-se abaixo, que há um leve desconto frente aos números de 2013, e que além desse desconto, a melhora na bolsa de valores precisará vir por melhoras no próprio lucro das empresas.

Valor atual de P/L dessas ações de 14,52, contra uma mediana de 14,62. E contra 16,40 de 2013.

Existem portanto fundamentos sólidos na economia para crescimento dos lucros, mas o desconto já está muito pequeno.

 

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Analisando volatilidade das ações

A volatilidade de uma ação é, basicamente, quanto esse ativo se movimenta em um ano, um mês ou um dia. Este é um dos fatores principais que modificam o preço de uma opção pelo Teorema de Black & Scholes. Não vou falar muito aqui sobre a sua importância, porque tudo isso está no curso de opções clique aqui, mas basicamente, quanto menor a volatilidade, mais barato você estará comprando o seguro (opção de venda).

 

            Para calcular quais as melhores eu monto uma tabela como a de baixo, onde existem:

  • a volatilidade histórica – é quanto o ativo mexe em um ano (últimos 252 dias úteis), informação esta que está disponível no site da B3. Clique aqui;
  • volatilidade curta – é quanto a ação se movimentou nos últimos 30 dias que também está disponível no mesmo link acima da B3;
  • volatilidade implícita – é a volatilidade que o ativo está negociando as suas opções hoje (calculada pela fórmula de Black & Scholes, existem aplicativos que fazem o cálculo);
  • correlação – que seria a correspondência do ativo com a sua carteira em questão. Essa ficará em branco, porque depende da carteira de ativos de cada um.

O importante neste artigo, é descobrir se existe desconto, e em quais ativos para se comprar a proteção.

 

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Elaborado pelo autor

 

Pela tabela acima percebemos duas questões principais:

  • Todas as volatilidades curtas estão menores que as volatilidades históricas. Existe uma teoria que quando a volatilidade é grande, é porque o risco é conhecido, como era o impeachment no ano passado. Quando a volatilidade diminui muito, como no caso de algumas ações que estão abaixo da metade do valor de 1 ano, é porque o risco é desconhecido. Esse é um ótimo momento para fazer seguro com opções.
  • As únicas 3 ações que estão com prêmios baixos, ou sem prêmio frente a volatilidade curta são: Vale5, Jbss3 e BBas3. Estas 3 ações seriam as minhas escolhidas para eu calcular a correlação delas com a minha carteira. Sabendo que a liquidez das opções de Jbss3 é menor, e que pode ocasionar dificuldade de venda posterior. No caso de valores próximos ela ficaria pra trás.

 

A outra opção seria calcular a correlação de Bova11 com a sua carteira. Bova11 é o ETF que copia a movimentação do índice Ibovespa ao longo do tempo.

 

Conclusão:

Por gráfico, por análise fundamentalista e por volatilidade está em um bom momento para proteger a carteira fundamentalista. Isso não quer dizer que iremos ganhar dinheiro com essas opções de venda de proteção. Eu, inclusive, espero perder todo o dinheiro com elas e que eu não precise usar este “seguro”. Mas caso seja necessário e haja uma queda forte dos ativos, poderemos vendê-las, auferir um bom lucro e ter dinheiro na mão para novas oportunidades.

Como vocês podem ver o mundo das opções é bem rico e interessante e serve para te proteger de perdas grandes. Perdas de 3 ou 5% fazem parte do mundo das ações. Estou falando de perdas de 15%, 20%, 30% ou até mais.

Essa estratégia não é indicada para quem tem aportes maiores que 5% mensais o total da carteira, ou para pessoas que possuam em dinheiro / aplicação financeira de resgate imediato mais de 30% do total da carteira. Neste caso o seguro do investidor está no dinheiro excedente para compra de oportunidades caso o preço caia muito.

Leiam também o outro artigo que eu escrevi semana passada sobre opções neste link.

Além disso existem muitas outras estratégias no curso de opções.

 

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Abraços e Bons Investimentos

Daniel Nigri – Analista CNPI

 

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