Copom corta 0,25 p.p e Selic vai a 2,00%; Abre a porta para mais reduções

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O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou nesta quarta-feira (5), a taxa Selic em 25 pontos-base, confirmando a sinalização na última reunião do colegiado e a expectativa do mercado. A taxa básica de juros foi reduzida de 2,25% para 2,00%, renovando a mínima histórica.

A autoridade não sinalizou, no entanto, se o corte atual foi o último do ciclo de flexibilização monetária iniciada em outubro de 2016 ou se há possibilidade de mais reduções “residuais” – ou seja, de 0,25 ponto percentual – a depender do balanço risco de inflação nas próximas reuniões.

O novo corte foi justificado pelo balanço de risco simétrico, ou seja, com o mesmo risco de elevação e de desaceleração do nível de preços, com a inflação benigna neste ano e no próximo ano, quando devem ficar abaixo do centro da meta de inflação (4% em 2020 e 3,75% em 2021). A inflação este ano corre o risco, inclusive, de fechar o ano abaixo do piso mínimo de 2,5%, de acordo com o último Boletim Focus, cuja projeção do IPCA ficou em 1,67%.

Os membros do Copom condicionaram as próximas decisões se pressões desinflacionarias mantiverem as projeções de inflação abaixo de meta. O olho do BC já está em no cumprimento da meta de 2021, pois os efeitos de uma mudança da taxa de juros levam entre 6 e 9 meses para surtir efeito na economia. No último Boletim Focus, a projeção do IPCA de 2021 é de 3%, abaixo da meta de 3,75%.

Além disso, prescreve uma política monetária acomodatícia a alta capacidade ociosa na economia e a queda da atividade econômica, apesar de haver uma recuperação desde o piso alcançado durante a pandemia em abril e a perspectiva de o tombo do PIB ser menor em 2020 do que o projetado inicialmente. O Boletim Focus prevê queda de 5,66%, contra estimativa de contração de 6,5% há quatro semanas.

O colegiado ressaltou riscos em relação à evolução da deterioração fiscal em curso, com aumento dos gastos públicos para combate à pandemia e perda de arrecadação com a derrubada da atividade econômica. A perspectiva de aumento do endividamento público adiciona uma pressão inflacionária no médio prazo, o que eleva a cautela para prosseguimento do ciclo de baixa de juros.

O Copom volta a se reunir nos dias 15 e 16 de setembro.

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