Plano de investimento e disciplina: dois passos fundamentais em longo prazo

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Plano de investimento e disciplina: dois passos fundamentais em longo prazo

 

O ato de planejar as finanças envolve tomar decisões antecipadas sobre determinado assunto. Quem realiza essa tarefa passa a ter um roteiro a seguir, de modo a evitar fugas da rota traçada. A vantagem do planejamento de investimento, então, é estabelecer destinos para o dinheiro sem sequer ter obtido a renda ainda.

Dessa maneira, a pessoa tem condições de pensar racionalmente e, com isso, evitar gastos por impulso. Uma forma de executar tal plano, é por meio do orçamento doméstico, em que se listam as receitas e as despesas para, geralmente, o período de um mês. Na sequência, a pessoa distribui sua renda entre diversas categorias de despesa, como moradia, alimentação, transporte, saúde, educação, lazer etc.

Além disso, também é importante ter uma quantia reservada para emergências e outra, para investir nos seus objetivos de longo prazo. Esses dois destinos das receitas, são pilares fundamentais, para chegar à prosperidade financeira.

 

Falta de disciplina é a maior dificuldade para controle de gastos

 

O brasileiro não coloca o controle financeiro como prioridade em sua vida e sequer tem um plano de investimento. Apesar de identificar a disciplina como uma característica importante para uma pessoa ser organizada financeiramente, essa ainda não é uma característica que ele reconhece em si mesmo. Ela é, inclusive, uma das principais dificuldades que o brasileiro tem na hora de fazer o controle efetivo do orçamento.

Os brasileiros devem tornar o controle de seus gastos uma coisa real, fazer um planejamento financeiro, mas as pessoas não praticam isso no dia- a -dia.  É preciso que coloquem isso dentro do seu hábito de consumo. Fazer esse controle sistemático no dia a dia e, principalmente, ter perseverança até que se torne um hábito. Há muitos ganhos se essa meta for alcançada.

 

A falta de controle

O problema da falta de controle dos gastos tem origem nas despesas feitas tanto com dinheiro vivo, como com cartão de crédito. O orçamento não é registrado para os gastos em dinheiro e, muitas vezes, o brasileiro não fecha a sua conta no final do mês e acaba recorrendo ao cartão de crédito, quase mensalmente, para fazer a conta fechar.

Aí, quando o brasileiro assume que faz isso de forma recorrente vemos que não ter fechado a conta no primeiro mês não ensinou a ele que é melhor segurar um pouco, pôr o pé no freio no mês seguinte, para não recorrer ao cartão de crédito todo mês, porque senão ele [o cartão] acaba virando uma renda. Uma hora, esse comportamento resulta em taxas de juros muito elevadas e, principalmente, inadimplência. Dois em cada dez consumidores chegam ao fim do mês sem conseguir pagar as contas em dia.

A pessoa que faz o controle do orçamento pessoal e tem uma reserva financeira, acaba tendo uma vida mais tranquila, “uma vida financeira sustentável”. Consegue resolver algum problema que surja de repente, pode planejar viagens e trocar de carro, por exemplo. Não se planejar financeiramente tem o grande risco da inadimplência e também, o risco de viver sempre com dor de cabeça ou sempre na corda bamba.

 

Por que ter disciplina?

Muitos casos acontecem de pessoas terem dificuldade de realizar sonhos, o que se tem visto é que não é a falta de oportunidades ou de recursos que os impedem, mas sim, a falta de disciplina. Se analisarmos esta questão, esse seria o fator mais fácil de se conseguir, afinal é o único que depende apenas da própria pessoa e não de fatores externos.

O que acontece é justamente o oposto, é neste ponto que alguns têm mais dificuldade.

Perseverança e persistência são fatores fundamentais para disciplina, e esta por sua vez, é o ponto fundamental para alcançar uma meta.

A disciplina á algo da pessoa, você não depende de fatores externos para tê-la, depende só de você, justamente por isso pode ser tão fácil de alcançá-la… ou tão difícil…

 

Para começar este caminho

O primeiro passo é se conscientizar da importância de ter esse controle e assumir se você tem ou não.

A boa notícia é que esta característica da pessoa não nasce com ela. É isso mesmo, ela pode ser adquirida com o tempo.

Você pode começar com coisas simples de seu cotidiano, coisas que você sempre pensou que queria melhorar e nunca colocou em prática. Na área financeira também, comece de uma maneira simples, anotando seus gastos para, em um segundo momento, poder guardar dinheiro e fazer planejamento futuro. São hábitos simples que incorporados ao seu dia-a-dia entram para sua rotina, que vão incutindo a disciplina na pessoa.

Para ter disciplina basta querer e começar. Aproveite o ano que está iniciando, estabeleça suas metas e comece hoje.

 

Disciplina e perseverança

Pois é, você pode até estar cansado de ouvir isso, mas a verdade é que, na hora de investir, não há nada melhor do que a disciplina e a perseverança, e investir pouco sempre é melhor do que esperar para investir muito.

Além da frequência do investimento, é importante ter disciplina e seguir o caminho estabelecido. À primeira vista pode parecer chato, mas lembre-se que você refletiu bastante sobre isso, e que suas chances de ser bem-sucedido aumentam com o prazo do seu investimento. Isso não significa que você não deve rever sua estratégia de tempos em tempos, mas sim, que isso deve acontecer apenas quando houver uma mudança nas condições sob as quais definiu a estratégia anterior.

Uma coisa é certa: aprender a investir é uma tarefa que exige investimento constante, e quando o assunto é educação, trata-se de um processo dinâmico. Você precisa estar preparado para isso e, mais do que tudo, para não encarar os seus erros como fracassos, mas sim, como novas oportunidades de aprendizado. Vibre quando acertar, mas nunca se esqueça de aprender com os seus erros.

 

 

Defina o seu caminho

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Cada pessoa tem uma estratégia distinta na hora de investir. Algumas preferem diversificar, e não colocar todos os ovos na mesma cesta. Outras, abrem mão da diversificação, mas acompanham de perto a sua cesta. Finalmente, existem aquelas que combinam essas duas estratégias.

Se você ainda não possui uma reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de despesas, comece com uma carteira de baixo risco, e dependendo dos valores envolvidos, não será fácil diversificar. Uma vez alcançado esse objetivo, e à medida que você aprende sobre o mercado e ganha confiança, novos valores investidos podem ser direcionados para aplicações mais arriscadas.

De qualquer forma, a menos que você tenha acumulado um patrimônio substancial, o ideal é não direcionar mais do que 30% dos seus investimentos em aplicações de risco mais elevado.

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Investimentos Resilientes. Você sabe o que é isso e qual o poder que eles têm no seu plano de investimento?

 

O que é resiliência? No dicionário, pela física, resiliência é uma característica mecânica, que define a resistência aos choques de materiais. É a capacidade de um corpo ou material de voltar à sua forma original, mesmo depois de ter sofrido uma deformação elástica.

Já no sentido figurado, a resiliência é a habilidade de se adaptar com facilidade às intempéries, às alterações de cenários ou aos infortúnios. Ainda pelo dicionário, resiliência é sinônimo de força, resistência e superação.

 

Pensando na definição, o que seria um investimento resiliente?

Os investimentos resilientes são aqueles que mantém as suas características primordiais inalteradas, independentemente dos choques econômicos e mudanças de governos, logo, continuarão com boa performance, mesmo com alterações na taxa básica de juros, sejam para cima ou para baixo. Notícias ruins afetarão seu desempenho por um curto espaço de tempo. Nesse sentido, um investimento resiliente se adapta a diferentes planos de investidores.

E por fim, a força e a resistência de um investimento resiliente, irá superar a média de rentabilidade observada no mercado em médio e em longo prazo.

Então se você for um investidor resiliente vai ter bom resultado no longo prazo, mas é necessário seguir o plano de investimento que você estabeleceu.

 

O plano de investimento relacionadas aos seus objetivos

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Um dos principais componentes que precisa ser muito bem avaliado é o componente tempo. O tempo tem que ser seu aliado, por isso, quanto mais cedo começar a se programar e projetar os seus sonhos, melhor será sua condição, principalmente quando os sonhos são referentes à aposentadoria, sendo assim, o tempo maior lhe permite correr mais riscos e fazer aportes menores ao longo dos meses e anos;

Os aportes precisam ser constantes e sempre corrigidos pela inflação, logo, é preciso determinar um objetivo no tempo (curto, médio ou longo prazo) o ajudará a escolher o produto mais interessante (menor risco para o curto prazo e mais arriscado para o longo prazo). Se começar logo e mantiver a disciplina, conseguirá ir muito mais longe com valores mensais menores. Experimente!

O processo de formação do investimento é justamente a relação entre tempo, investimento escolhido e aporte. É simples: se vai pensar na aposentadoria e tem muito tempo pela frente, pode começar com aportes pequenos em aplicações mistas (renda fixa e variável, por exemplo). Se pretende trocar de carro em dois anos, deve escolher um produto mais conservador (poupança ou Tesouro Direto, por exemplo) e assim, fazer aportes maiores;

Quanto ao resgate, a questão principal se refere à liquidez. Como usará o dinheiro aplicado? Ele precisa estar disponível mediante suas necessidades.

 

Respeite as etapas da vida

Sabendo identificar e respeitar essas fases da vida, você consegue guardar mais dinheiro nos momentos de maior receita (por conta de renda extra, como restituição do IR, férias, décimo terceiro, bonificações, comissões etc.), poupando menos nos momentos de aperto.

Lembre-se: se você poupa, mas está pagando juros por conta de dívidas, é mais vantajoso regularizá-las primeiro para investir depois.

 

 

Planejamento Financeiro: é preciso ter metas à longo prazo

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Algumas considerações finais para planejamento em longo prazo.

Quais são as implicações diretas da falta de um planejamento financeiro pessoal? Por quê?

Há implicações de curto, médio e longo prazos. De imediato, a preocupação com a falta de dinheiro provoca problemas de saúde (insônia, stress, ansiedade, entre outros), afeta relacionamentos e algumas vezes desvia o foco do indivíduo em suas atividades profissionais, consequentemente, A médio prazo, a inviabiliza a conquista de sonhos como a casa própria, a oferta de educação de qualidade para os filhos, viagens e afeta até o convívio social. Ainda mais grave é o impacto que isso pode ter em longo prazo, na velhice, quando muitas vezes estamos mais vulneráveis. Hoje, segundo análises especializadas, aproximadamente 90% dos aposentados pelo INSS seguem trabalhando porque têm necessidade de complementar renda.

 

Organizar ganhos, despesas e metas são apenas para os assalariados ou quem ganha pouco? Ou não, todos devem adotar essa prática? Por que?

Pessoas que têm renda elevada também são vítimas frequentes da falta de controle do orçamento. Quem gasta mais do que ganha – ainda que ganhe bastante – pode sempre, ao longo do tempo, colocar a si mesmo em situação financeira difícil. Profissionais autônomos (médicos, advogados, cirurgiões dentistas) são um bom exemplo.

Muitas vezes eles não sabem qual será a receita do mês seguinte – e podem enfrentar problemas se houver uma queda repentina de rendimentos. Um dentista, por exemplo, que quebre o braço, terá uma queda brusca de renda. Se ele não tiver uma reserva de segurança, pode entrar em uma espiral de endividamento bancário. O planejamento financeiro bem feito é focado em quanto você poupa e não em quanto você ganha.

Como uma pessoa que está endividada – ou que tem despesas maiores que a receita – deve proceder para ajustar o orçamento?

Agilidade é palavra de ordem. Quite as dívidas o mais rápido possível. Renegocie, faça um plano para quitação.  Comece pelas dívidas do rotativo dos cartões de crédito e depois cubra o saldo negativo da conta corrente (cheque especial), que tem os juros mais abusivos praticados pelas instituições financeiras. Depois é preciso entender qual o motivo do endividamento, para que não volte a acontecer. Corte as despesas supérfluas e procure readequar o padrão de vida para que caiba no bolso ou aumentar as receitas. Por último, planeje montar uma reserva de segurança, com ela você não voltará a ficar endividado.

Quais os sinais que indicam a necessidade de refazer o planejamento adotado?

Várias situações acionam a luz de alerta. Quando acontece uma queda brusca de renda ou um aumento significativo nas despesas da família, por exemplo. Nesses casos é preciso readequar não só os gastos, mas todo o planejamento, incluindo o estilo de vida dos familiares.  Caso a família consuma totalmente sua reserva de segurança e não consiga repor, um novo plano de investimento com a função de turbinar as economias deve ser ativado. Quando morre alguém da família geralmente o planejamento fica desajustado. No caso de recebimento de herança também é ideal um novo planejamento para que o dinheiro seja bem encaminhado. Planejamento financeiro também deve ser readequado ao receber um bebê na família, além da família adicionar uma pessoa a mais na equação, entram novas variáveis como o custo com educação.

 

Conclusão sobre seu plano de investimento…

Tomar decisões mais conscientes é a chave para aproveitar melhor o tempo.

Você toma decisões todos os dias e fará isso por toda a sua vida.

Isso não significa, é claro, que precisa ser algo sofrido e cheio de arrependimentos.

Nem tudo é tão simples, o mundo é cheio de incertezas e muitas são as ações que vão, consequentemente, levar até o resultado que você deseja dentro do seu plano de investimento.

Felizmente, você pode tomar decisões mais conscientes para aproveitar melhor o tempo.

Pense em todas as suas prioridades, lista de tarefas e sonhos: bate algum medo de conseguir dar conta de tudo? Aí está o motivo para compreender qual o melhor caminho para você.

Se você pensa apenas no momento presente ao tomar decisões, perde de vista os efeitos de suas escolhas em longo prazo.

Imaginar as consequências que você terá no futuro é uma boa estratégia para tomar decisões mais conscientes.

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