OPORTUNIDADES EM RENDA FIXA

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Oportunidades em Renda Fixa

Olá pessoal, hoje eu não irei falar sobre títulos públicos. Acredito que a maior parte das pessoas que me acompanham sabem da minha preferência pelo título IPCA 2045, seja para compra e venda em até 3 anos ou seja para guardar para aposentadoria.

O objetivo deste artigo será mostrar uma abertura que se abriu na Renda Fixa graças ao vazamento dos áudios da JBS. Percebam que pelo Boletim Focus na foto abaixo, o consenso dos analistas para a economia esse ano e ano que vem mudou muito pouco de 3 ou 4 semanas atrás até hoje. Pra quem não sabe o que significa o Boletim Focus, assista a esse vídeo que fiz no youtube sobre isso. Clique aqui.

 

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Como vocês podem observar acima a previsão de inflação segue em queda para 2017 e estável para o ano que vem (2018), a previsão da Selic está estável por todo esse período, assim como a previsão de dívida Líquida do Setor Publico que seria a principal vilã em caso de não aprovação da Reforma da Previdência. Até mesmo a projeção do dólar com toda a turbulência subiu muito pouco. De 3,23 para 3,30 atualmente. E no ano que vem manteve-se em R$3,40.

Portanto, o aumento de taxas de juros encontrados em CDBs, LCIs, LCAs dentre outros passou a valer muito a pena. Visto que são problemas políticos pontuais e não problemas estruturais econômicos que causaram isso.

CDBs pré-fixados com taxas superiores a 12,50% para 5 anos, é possível encontrar e seria o equivalente a quase 150% do CDI esperado para 2017 e 2018.

Antes de continuar com as oportunidades vou passar um breve resumo dos principais títulos de Renda Fixa existentes. Irei dividi-los entre os com Imposto de Renda e isento de imposto de Renda.

Títulos que tem imposto de Renda retido na fonte na hora do saque.

Fundos de Renda Fixa – Fundos que investem em títulos públicos e privados e que normalmente tem como objetivo superar o CDI. A desvantagem é que existe uma antecipação do imposto de Renda. Chamado por nós de Come-Cotas. Que já tira 15% (menor alíquota) nos meses de maio e novembro e que atrapalham muito a rentabilidade dos juros compostos. Assista a esse vídeo que explica isso Clique aqui.

CDB ou RDB – Certificado emitido pelo banco com uma remuneração acertada na hora da compra. Esta remuneração pode ser atrelada ao CDI, pode ser pré-fixada ou pode ser corrigida pela inflação mais um prêmio de risco (apenas para CDBs com mais de 1 ano). Grande problema aqui é a liquidez. Dificilmente você consegue manter a rentabilidade contratada se quiser vender antes. É protegido pelo FGC até o limite de R$250 mil por CPF.

Debêntures – Títulos de dívida de empresas. As empresas emitem esses títulos de dívida para captar recursos no mercado e poder investir em seu próprio negocio. Quando a pessoa compra uma ação ela é sócia da empresa, quando compra uma debênture ela é credora da empresa. Não é garantido pelo FGC

COE – Certificados que estão na moda no mercado. As corretoras vivem oferecendo, e cada um tem uma característica diferente. Normalmente o que chama a atenção é a possibilidade de não perder dinheiro mesmo em um cenário de queda. Mas as rentabilidades no caso positivo não costumam compensar, ou costumam existir barreira que limitam o risco do emissor. Às vezes, existem exceções como a que eu irei mostrar aí abaixo.

Existem outras formas de títulos de Renda Fixa, mas ficarei apenas nessas que são as mais normais. Todas essas formas acima são tributadas pela tabela de investimentos de Renda Fixa que é mostrada abaixo. Para saques abaixo de 30 dias ainda será cobrado IOF. Portanto não saquem em menos de 30 dias.

 

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Já os principais títulos que são isentos de imposto de Renda são:

LCI e LCA – Letra de Crédito Imobiliária e Letra de Crédito do Agronegócio – Basicamente, o banco financia vários contratos de compra de imóveis (no caso da LCI), e com isso o banco tem muitos recebíveis futuros desses contratos. Dessa forma, o Banco pode juntar todos esses recebíveis em uma Letra de Crédito e vender ao mercado. As regras são muito bem elaboradas para que o banco não se alavanque e não venda mais que os recebíveis que ele possui. Os prazos do LCI precisam ser menores que o dos recebíveis, de forma que o comprador da LCI, nunca fique descoberto. Se o banco tem 1 milhão de crédito a receber, ele só pode emitir no máximo esse lastro. Dentre outras regras para que não aconteça uma bolha nesse mercado. Além disso, esses títulos são garantidos pelo FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira também. Para que a LCI ou a LCA seja atrelada a inflação o prazo mínimo precisa ser de 1 ano.

CRI e CRA – É parecido com a explicação de cima. Mas nesse caso é a construtora ou incorporadora que detém os CCI e juntam todos em CRI. Como vocês podem ver nesse caso, quem emite o Certificado é o próprio emissor e não os bancos. O destino da maioria desses CRI são fundos imobiliários de papel. Mas no momento existe uma oportunidade para pessoas físicas que irei apresentar abaixo. Neste caso é fundamental avaliar as condições do emissor e como está a sua dívida e sua posição de caixa. Não tem garantia do FGC e também é isento de IR.

Debentures incentivadas – Mesma explicação das debêntures, mas existem setores que o governo permite lançar esses títulos de dívida da empresa com isenção do pagamento de IR, por parte do comprador. Isso é interessante para a empresa, porque ela pode captar recursos a uma taxa mais barata que ela conseguiria se o comprador fosse tributado.

Oportunidades

Primeiro vou apresentar um fundo composto exclusivamente de Renda Fixa que ao longo dos últimos 10 anos tem conseguido retornos superiores a 110% do CDI. Com uma aplicação mínima aceitável de R$25.000,00 e taxa de administração de 0,75% e sem taxa de performance. No meu entendimento é um dos melhores em termos de Renda Fixa. Desvantagem é que o resgate é em D+15. Ou seja, você pede o resgate hoje e o dinheiro só entra na sua conta 15 dias depois. Só investe em emissões referenciadas ao CDI ou à Selic.

Vejam nas fotos abaixo as características do fundo, além de sua rentabilidade, comparação com o CDI e sua consistência superior a 90%. Comparação feita no site da Verios que tem o link abaixo do gráfico.

 

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A segunda oportunidade é o COE atrelado a variação positiva do HYG, um ETF que investe em créditos de empresas High Yield (Maior risco). Eu já fiz dois vídeos dizendo pra você não ser enganado por Coe de forma geral. Clique aqui, e Clique aqui.

Os principais problemas que haviam nestes dois Coe (Certificado de Operação Estruturada) dos vídeos, não existem nesse que eu apresento.

Esse Coe tem uma taxa fixa de 42% no período de 5 anos. Portanto seu ganho mínimo caso o ETF HYG esteja em um valor menor que o atual daqui a 5 anos seria 42%, ou o equivalente a uma taxa de 7,26% ao ano bruta, ou 6,17% líquida. Uma taxa próxima a da poupança no pior cenário. No melhor cenário, imaginemos que o ETF HYG, esteja 40% mais caro nos próximos 5 anos, o rendimento da aplicação será de 82% em 5 anos. Neste caso não existe aquela barreira superior que ocorria nos COE dos vídeos e que faziam o investidor ganhar o mínimo, quando atingisse um determinado valor. Quem viu os vídeos irá entender o que estou dizendo. Veja a foto abaixo.

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É uma forma de aplicar em Renda Fixa, mas com um pé na Renda Variável. A grande desvantagem novamente é não poder sacar o dinheiro antes caso haja oportunidade. O dinheiro irá ficar preso por 5 anos.

A Terceira e última oportunidade que eu separei para vocês é um CRI da empresa Direcional. Quem me acompanha sabe que eu sou acionista da empresa, e como eu disse antes em um CRI temos isenção do Imposto de Renda, mas corremos o risco do emissor.

Como corremos o risco do emissor, precisamos saber como está a situação da empresa que está emitindo essa debenture que virará um CRI, no caso, a empresa Direcional.

 

 Vamos a uma análise rápida de Dirr3:

O Ativo Circulante (até 12 meses) de Direcional tem 2,5 bilhões de Reais enquanto o passivo Circulante da empresa tem 598 milhões de obrigações para serem pagas no período, o que mostra uma capacidade bem tranquila de pagamento. O total de Dívidas da Empresa são de 836 milhões de reais, sendo 332 milhões de curto prazo e 504 milhões de Longo Prazo. As dívidas de Curto Prazo conseguem ser pagas por completo apenas com a posição atual de Caixa da empresa de R$ 377 milhões. E além disso a empresa ainda possui 70 milhões em aplicações financeiras de curto prazo.

O patrimônio líquido da empresa é de R$ 1,7 bilhão, mostrando que essa dívida é um pouco menos que 50% do total do capital próprio da empresa. Vemos, então que a situação da empresa para garantir o CRI hoje é bem interessante, e por isso ela tem um Rating A+ de classificação de Risco.

Isto não quer dizer que não tenha risco, ok? O pagamento dependerá da situação financeira da empresa daqui a 27 meses.

A emissão do CRI está aberta para reservas até o dia 13/06/2017. A taxa de remuneração será CDI + 0,90% ao ano líquido de Imposto de Renda. O que significaria um CDB que pague em torno de 125% do CDI. Serão emitidas 202500 debêntures que serão convertidas em CRI com valor unitário de R$ 1000,00 cada. O vencimento será em 04/09/2019.

Enfim, estas três oportunidades, que eu gostaria de apresentar a você que é amante de Renda Fixa. Essas oportunidades também são interessantes para aquelas pessoas que possuem uma parte do Capital em Renda Fixa e outra parte do capital em Renda Variável. Nenhuma dessas oportunidades, até pelas altas rentabilidades, possuem liquidez imediata, então não devem ser usadas como a parte do fundo de emergência que abordamos a sua importância neste artigo aqui.

Importante ressaltar, que mesmo na Renda Fixa, embora os riscos sejam menores, este existe. Até mesmo nas aplicações em que tem a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) o risco de perder é possível. Já mostrei em outros vídeos que o Patrimônio Líquido do FGC é em torno de 50 bilhões de reais hoje em dia e isto não é o suficiente para garantir todos os depósitos existentes.

E para terminar, escrevi esse artigo, porque tive o prazer de ter uma consultoria com um investidor que me disse que gostaria de rentabilizar a carteira mas que não gostaria de aplicar em bolsa de valores. E que inclusive não acreditava na bolsa. Sempre disse aqui e volto a dizer que cada pessoa enxerga o mundo de uma forma, e cada investidor tem um perfil diferenciado. É muito importante nos entendermos primeiro antes de entrar em Renda Variável. Fiquei muito feliz e acabei tendo que estudar sobre Renda Fixa. Mostrei essas oportunidades para ele que ainda tem mais de 10 anos para a aposentadoria além de várias outras.

Para contatos de consultoria individualizada via Skype mande email para [email protected]

 

Muito obrigado a todos

Abraços e Bons Negócios.

Daniel Nigri  CNPI

 

7 COMENTÁRIOS

  1. Bem, para gastos emergenciais estou aplicando no fundo XP Tesouro LFT que paga praticamente 100% do cdi ou mais.
    Inicial de 3 mil, com tx.de adm. de 0,20% e sem performance com D+0 para aplicação/resgate (até as 13:30). Bem prático.

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