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O mais barato nem sempre é o melhor

Ibovespa segue nem nem, nem sobe, nem cai. Enquanto isso, os juros futuros brasileiros estão subindo, mostrando que o que está ruim pode ficar pior.

 

 

Por outro lado, o S&P500 renova as máximas históricas e os juros americanos estão caindo, mostrando que a alta pode ser ainda maior.

 

E aí, voltamos aquele meme que tem viralizado recentemente:

 

 

 

O investidor brasileiro tem a mania de achar que basta comprar ativos baratos para ser um investidor de sucesso. Logo, tendo em vista que a bolsa brasileira está muito barata há anos, o que ele faz? Concentra seus investimentos no Brasil, mais especificamente em renda variável, e pronto.

Qual o problema nisso? Bom, já faz algum tempo que esse investidor segue aportando e vê seu patrimônio ou caindo ou estagnado. E aí, duas coisas começam a acontecer na cabeça dele:

 

  1. Falta de motivação
  2. Medo de aportar mais

 

A primeira é que precisamos de recompensa para fazer qualquer coisa nesta vida. Então, se você separa todos os meses uma parte do seu salário para investir e, por consequência, deixa de aproveitar aquele dinheiro para ter mais lazer e diversão, o mínimo que você espera é que isso traga algum benefício.

Porém, como a pessoa investe só no Brasil e a bolsa brasileira está do jeito que está, ela só vê o dinheiro indo embora e aquele esforço que tem feito sendo quase irrelevante.

Qual a motivação para continuar? Nenhuma, certo?

Pois bem, o segundo ponto também é muito comum. Nesse caso, a pessoa que já está colocando dinheiro na bolsa há alguns meses vê seu prejuízo aumentando. Ela percebe que suas ações só caem e, quanto mais ela aporta, mais dinheiro ela perde.

Dessa forma, o que ela pensa? “Não vou aportar mais para não perder mais dinheiro.”

 

E aí, o que acontece? Ela perde a oportunidade de comprar ativos baratos, que era justamente o que ela estava querendo com seus investimentos na bolsa.

Agora, vamos pensar numa pessoa que já entendeu que não dá para concentrar os investimentos e que fazer uma boa alocação estrutural e ter uma carteira alinhada com seu perfil de risco é o caminho para ter sucesso.

Essa pessoa dividiu sua carteira e aportes entre ações brasileiras, FIIs, ativos internacionais e renda fixa. Ou seja, mesmo que a bolsa brasileira tenha ficado estagnada ou caído, as outras classes de ativos seguraram a barra.

Logo, a movimentação da bolsa brasileira se tornou muito menos significativa na carteira como um todo e, assim, a pessoa vê seu patrimônio subindo aos poucos, pois talvez a parte internacional da carteira e a renda fixa tenham compensado a queda das ações.

O resumo da história é o seguinte: não é porque a bolsa brasileira está barata que você deve investir 100% do seu patrimônio nela, assim como não é porque o S&P 500 está subindo que você deveria investir 100% do patrimônio no exterior. Diversifique sua carteira em várias classes de ativos e você verá sua carteira subindo aos poucos, sofrerá bem menos com a volatilidade e conseguirá continuar aportando nos ativos baratos.

Grande abraço,

João Pedro Mello

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