O HASH11, primeiro ETF de criptomoedas do Brasil, atingiu o número de 130 mil cotistas em 2021. Agora, o fundo possui mais investidores até do que o BOVA11 (SA:BOVA11), o principal ETF negociado na B3 (SA:B3SA3).

De acordo com os últimos dados, o BOVA11 – que replica as ações do índice Ibovespa – tinha quase 126 mil cotistas em dezembro. Ou seja, o fundo possui 4.000 cotistas a menos do que o HASH11.

Lançado pela gestora de criptoativos Hashdex em abril de 2021, o HASH11 replica o índice Hashdex Nasdaq Crypto Index (SA:HASH11). Este, por sua vez, tem como base o Nasdaq Crypto Index (NCI), criado pela gestora em parceria com a bolsa estadunidense Nasdaq.

Fundo atinge recorde em menos de um ano

Mais impressionante do que estes números são a diferença de tempo entre ambos os ETFs. Enquanto o BOVA11 foi criado há 14 anos, o HASH11 não possui sequer um ano de lançamento. Isto é, o fundo precisou de menos de 10% do tempo de vida do BOVA11 para superá-lo.

Com a marca do HASH11, a B3 agora possui três ETFs com mais de 100 mil cotistas. O maior deles é o IVVB11 (SA:IVVB11), fundo que replica o índice S&P 500, com 176 mil cotistas.

No total, a bolsa brasileira registrou 505 mil investidores de ETFs em 2021, sendo 499,5 mil deles, pessoas físicas. Isso significa que o HASH11 possui quase 25% de todos os cotistas desse mercado, o que consolida a preferência do brasileiro pelo investimento em criptomoedas.

Adicionalmente, a B3 acabou com o lote-padrão de ETFs em setembro de 2020, o que significa que os investidores podem comprar a partir de uma cota. Dessa forma, se antes eram necessários R$ 1.000 para comprar um lote de ETFs que custava R$ 100, agora é possível adquirir somente um.

Esse fator aumento o acesso dos ETFs aos pequenos investidores. Ao mesmo tempo, os ETFs representam uma forma mais prática e segura de exposição às criptomoedas.

Após o sucesso do HASH11, mais cinco ETFs foram lançados no mercado, sendo três deles criados pela própria gestora. Os ETFs BITH11 e ETHE11 investem 100% em Bitcoin (BTC) e Ether (ETH), enquanto o recente DEFI11 tem como foco criptoativos voltados para finanças descentralizadas (DeFi).

Fonte: Investing

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