Crise mundial próxima: O que estão fazendo os investidores internacionais?

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Há uma lenda antiga que diz que Agosto é o mês do cachorro louco. E parece que tal bordão procede, pois o mercado financeiro internacional tem se comportado de maneira histérica, em pânico.

As bolsas americanas têm reagido de maneira negativa, os juros não param de cair, a maioria das commodities está em queda, o dólar se aproxima de novo de R$ 4,00 e o ouro não para de subir, uma crise mundial se aproxima.

 

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E o que desencadeou tudo isso?

A guerra comercial entre China e Estados Unidos, que aumentaram as tarifas sobre os produtos chineses e, como consequência, a moeda chinesa se desvalorizou. A tendência é que esse movimento continue, pois essa guerra está longe de terminar.

 

Por quê a guerra comercial?

Os Estados Unidos precisam acabar com o rombo na balança comercial com a China e precisam trazer de volta os empregos para seus trabalhadores. Por outro lado, a China tem um equilíbrio instável e dados econômicos preocupantes.

Nesse sentido, os investidores estão cada vez mais preocupados com o sistema. Afinal, nunca se viu tanto endividamento dos setores público e privado e também nunca foram vistas taxas de juros tão baixas.

Ao que tudo indica, os governantes não estão preocupados com o que os investidores pensam e, como reação, grandes investidores internacionais, como Ray Dalio, decidiram protestar comprando ouro.

 

Sim! Mas por quê?

Em janeiro, o banco central americano interrompeu o processo de alta dos juros e, desde então, o ouro está no foco da atenção de muitos investidores, e agora principalmente devido ao recente corte de juros e à intensificação do conflito internacional entre Estados Unidos e China.

Neste momento, o ouro vem recebendo atenção de vários investidores e ainda possui aspectos interessantes que indicam uma alta valorização.

Atualmente, o ouro tem funcionado como uma defesa dos investidores contra a atitude de muitos governos de países de primeiro mundo que vêm gastando sem limites e colocando juros baixos, até mesmo negativos, durante muitos anos.

Tal lógica pode ter gerado mini bolhas especulativas porque normalmente países endividados têm que pagar um prêmio maior aos seus credores e está acontecendo o contrário, prejudicando principalmente a classe média, que tem tido dificuldade de comprar até mesmo o próprio imóvel.

Dessa maneira, podemos concluir que o cenário internacional atual é ameaçador, gerando uma instabilidade e risco maior nos mercados de uma crise e, por isso, o investimento em ouro pode ser interessante atualmente.

Ray Dalio, o fundador e CEO do fundo bilionário Bridgewaters, tem acreditado bastante nesse metal desde agosto de 2017, quando foi a público e disse que todos os investidores deveriam começar a pensar ter entre 5% e 10% de sua carteira em ouro.

 

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Ray Dalio, o fundador e CEO Bridgewaters

 

Para sintetizar a tese de Dalio no artigo “Paradigm Shifts”, podemos dizer que estamos próximos a ver o valor do nosso dinheiro reduzido a zero. Os cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), Banco Central Europeu (BCE) e outros, estão transformando os BCs em grandes impressoras de dinheiro na velocidade máxima para monetizar dívida, formando uma grande bolha especulativa, como em 2008.

Atualmente, temos algo em torno de US$ 13 trilhões em títulos de governo pagando juro zero ou negativo, acarretando uma perda de valor. Dalio quer dizer, em outras palavras, que essa quantidade de dinheiro impresso não está gerando valor algum, retorno algum.

 

E o que fazer para evitar a crise?

A pergunta de um milhão de dólares é qual seria o tipo de investimento ou reserva de valor ideal para esse novo cenário de incerteza , de crise e de profunda desvalorização das moedas, já que todos os BCs parecem querer desvalorizar as suas.

Dalio foi além das repostas comuns como comprar ativos reais, ações, private equity e imóveis. O bilionário crê que essas opções estariam longe de serem as melhores e destaca que o ouro pode ser o que nos resta fazer tanto para redução de risco quanto para melhorar a taxa de retorno do seu portfólio.

 

O ouro

O ouro é conhecido como um dos principais ativos financeiros seguros da economia mundial, pois além de ser um ativo físico, também serve para lastrear a reserva monetária de vários países e economias do mundo, tendo seu valor e demanda sempre garantidos.

Devido a esses fatores expostos, o ouro é considerado um porto seguro e uma importante reserva de valor, principalmente em tempos de crise e instabilidade política e financeira.

 

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Após a crise do subprime, a confiança foi abalada e instaurou-se desde então uma descrença nos mercados acionários e de títulos públicos, o que tem feito o ouro funcionar como hedge, que é uma proteção contra a desvalorização que os outros ativos irão sofrer.

Como ocorreu na crise americana desencadeada pelo subprime iniciada em 2008, o preço do ouro registrou forte valorização. O subprime foi um sintoma de um problema maior de endividamento nunca relatado na história da humanidade e que até hoje não acabou. Ninguém sabe como e quando vai acabar.

Até mesmo o Dólar, que costumava ter uma função de reserva de valor, no entanto, também é tido como sujeito a crises, e assim, o ouro acaba sempre sendo a reserva de última instância.

 

Como investir em ouro?

Para iniciar seu investimento em ouro, o primeiro passo é escolher a maneira como quer investir.

Há maneiras diretas e indiretas de tratar esse metal como um investimento, e as mais aconselháveis são: contratos futuros, fundos de investimento e o ouro físico em barras.

Geralmente, a mesma corretora que vende tesouro direto e ações também pode negociar o ouro, pois ele é negociado todos os dias na B3.

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Contratos fracionários de 0,225g até 10g, ou os contratos cheios, de 250g, são negociados pelo sistema da B3, além de ter maior liquidez para compra e venda, onde o investidor só paga a taxa de corretagem pela negociação (a custódia fica por conta da corretora).

Nesse tipo de operação, o investimento em ouro se assemelha ao investimento em ações e, assim como a tributação do imposto de renda em ações, é isento de imposto de renda para investimentos menores que R$ 20.000,00.

Também é possível serem exploradas outras formas de negociação, como compras e vendas a termos e opções, trazendo maior flexibilidade à estratégia do investidor, que pode criar métodos de como investir em ouro.

Essa estratégia é indicada para investidores que pretendem investir no curto e médio prazo. No entanto, é recomendado que o investidor já tenha uma certa experiência neste mercado, antes de realizar este investimento.

 

Fundos de Investimentos

 

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Também é possível investir através dos fundos de investimentos em ouro que, com certeza, seria a opção mais acessível à maioria dos investidores, já que não é preciso se preocupar com a burocracia de comprar o metal em espécie e nem com os meandros do mercado futuro.

Com fundos de investimento em ouro, o investir terceiriza a gestão deste ativo a um gestor profissional. O fundo pode tanto ser passivo, que compra o ouro e simplesmente sofre as variações no preço, ou ativo, que compra e vende ouro de acordo com o momento de mercado, buscando rentabilidades maiores.

Exemplos de fundos que realizam este investimento e ouro são:

– Caixa FI Ouro Multimercado LP

– Órama Ouro Fundo de Investimento Multimercado

 

Débora Toledo

 

 

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Revisão de texto: Marciel Montalvane