De Olho no Óleo – Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás Natural

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Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás natural (26/julho a 1/agosto/2020)

(Por: Leo Bittencourt)

– Petrobras inicia processo de contratação de 3 novas plataformas FPSO para o pré-sal:

Petrobras informou que sua Diretoria Executiva aprovou o início dos processos de contratação de três novas plataformas do tipo Floating Production Storage and Offloading (FPSOs) para o campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos. As três novas unidades serão as primeiras contratadas após a aquisição dos volumes excedentes da cessão onerosa do campo de Búzios, em novembro de 2019, em parceria com as companhias chinesas CNOOC Petroleum Brasil Ltda. e a CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. Lembrando que a Petrobras pagou R$ 61,4 bilhões como bônus de assinatura, para a aquisição desses volumes adicionais.

De acordo com a companhia, as novas plataformas fazem parte do Plano de Desenvolvimento do ativo, que prevê um total de 12 unidades instaladas até o fim da década. Ao término da fase de desenvolvimento, “é esperado que o campo de Búzios produza mais de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), tornando-se o maior ativo da Petrobras, com maior produção”. Atualmente, há quatro unidades em operação em Búzios, que respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras e mais de 30% da produção dos campos do pré-sal. Em 13 de julho, essas plataformas atingiram os recordes de produção do campo, de 674 mil barris de óleo por dia (bpd) e 844 mil barris de óleo equivalente por dia (boed). (Fonte: Agência Brasil)

– Plano de Desinvestimento da Petrobras no Rio Grande do Norte já faturou R$ 2,1 bilhões:

A Petrobras já embolsou R$ 2,123 bilhões com a venda de campos terrestres e em águas rasas na Bacia Potiguar, situada no Rio Grande do Norte, nos últimos sete meses. Baseando-se na política de desinvestimento da estatal, 46 ativos no RN foram vendidos para a iniciativa privada entre o período de 9 de dezembro de 2019 e 16 de julho de 2020. Em maio, realizou a venda total de sua participação em sete campos onshore do Polo Macau para a 3R Petroleum (por R$ 676,8 milhões). No dia 11 de julho, foi efetuada a negociação de três campos de águas rasas no Polo Pescada, para empresa OP Pescada Óleo e Gás (por R$ 7,98 milhões). No último dia 16/07, a Petrobras também finalizou a transferência dos campos de Ponta do Mel e Redonda para a Central Resources (por R$ 38,7 milhões). (Fonte: site de RI da Petrobras)

– Câmara dos Deputados aprova urgência para o Novo Mercado de Gás Natural:

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29/julho) um requerimento de urgência para acelerar a tramitação do projeto de lei de 2013 batizado de “Nova Lei do Gás”, que altera as regras do mercado de gás natural. O placar foi de 323 votos a favor e 113 contrários. A intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é votar o projeto em agosto. O novo marco legal abre o setor de gás natural, hoje dominado pela Petrobras e pouco explorado no país, à iniciativa privada. Entre outros pontos, o projeto possibilita a construção de gasodutos pelo regime de autorização e não mais de concessão. Com isso, a empresa que quiser construir um gasoduto deve apenas pedir permissão para a ANP. A promessa é reduzir o preço do gás natural, fonte de energia usada principalmente pelas indústrias e na geração de energia elétrica em usinas térmicas. O projeto é considerado prioritário pela equipe econômica. (Fontes: Gazeta do Povo / G1)

– Petrobras começa a produzir nova gasolina que será obrigatória a partir de 2022:

A Petrobras informou que já produz em suas refinarias e começou a comercializar aos distribuidores a gasolina com octanagem RON 93, que passa a ser obrigatória a partir de janeiro de 2022 em todo o País, segundo as novas regras da ANP. A regra, que entra em vigor no dia 3 de agosto, estabelece uma octanagem mínima de 92 pela metodologia RON (Research Octane Number), a mesma já existente na Europa. Segundo a companhia, além da mais eficiência, existe a possibilidade de redução 5% no consumo de gasolina por quilômetro rodado e, além disso, a nova gasolina deve “dificultar fraudes na sua formulação, combate ao uso de solventes e naftas de baixa qualidade na adulteração do produto comercializado ao consumidor.” (Fonte: Agência Estado)

– Sergipe importará gás natural liquefeito (GNL) para distribuir no Nordeste:

Sergipe é o 1º Estado a receber um terminal privado de regaseificação de gás natural liquefeito (GNL), que será importado. A empresa norueguesa de transporte marítimo Golar Power fechou nesta quinta (30/julho) um contrato para o fornecimento de 40 mil m³/dia de GNL com a Copergás (Companhia Pernambucana de Gás Natural). O combustível será levado para a cidade pernambucana de Petrolina. A Golar vai investir US$ 2 milhões para implantar a infraestrutura de iso-conteinêres na cidade, que serão abastecidos pelo Terminal de GNL de Suape. A Copergás construirá a estação de distribuição e as redes de gasodutos que vão fornecer o energético no município. O total do investimento nesse projeto é de R$ 15,9 milhões, sendo R$ 3,2 milhões em 2020 e o restante em 2021. “Petrolina está a 750 km de Recife. O gás dificilmente chegaria em Petrolina se não fosse pela estrutura de transporte do GNL e regaseificação que vamos implementar com a Copergás. O gás que chegará a Petrolina vai abastecer indústrias, comércio, postos de GNV e residências”, explicou o vice-presidente da Golar, Marcelo Rodrigues. A Golar pretende ainda em parceria com as companhias distribuidoras de gás natural canalizado, implementar a infraestrutura em cidades distantes dos dutos, promovendo a interiorização do gás natural pelo Nordeste. (Fonte: EPBR)

Estoques de Petróleo no EUA:

Na última quarta-feira (dia 29/julho) foram divulgados os números dos estoques semanais de petróleo bruto dos EUA pela agência “Energy Information Administration (EIA)”. Na semana passada foi registrada uma queda nos estoques de 10,6 milhões de barris de petróleo bruto, maior declínio semanal desde dezembro de 2019. Os analistas previam um aumento médio de 350.000 barris. Especialistas informam que esses números são enganosos, visto que as taxas das refinarias ainda são notavelmente baixas para esta época do ano. As refinarias americanas operaram com 79,5% de sua capacidade, 1,4% a mais que na semana anterior. Ou seja, esta queda inesperada nos estoques de petróleo não é necessariamente sinônimo de um aumento na demanda de petróleo. (Fonte: AFP)

– Número de sondas americanas em atividades:

Ontem foi divulgado a contagem do número de sondas de perfuração em atividade nos EUA divulgado pela empresa de serviços de energia Baker Hughes. A contagem desta semana registrou um total de 180 sondas de perfuração em atividades, representando uma queda de 1 sonda em relação à semana passada. Lembrando que no panorama “De olho e no óleo” da semana passada apresentamos o aumento de 1 sonda em atividade. Isto nos leva a crer que este “pode ser” o piso para a queda da produção americana. Vamos ficar de olho! (Fonte: EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes – Investing.com)

Panorama Semanal do preço do Barril do Petróleo:

O petróleo fechou a sexta em alta, confirmando uma ligeira alta semanal do Brent, mas não reverteu a queda na semana do WTI. Os contratos futuros do Brent para o mês de setembro avançaram 0,90%, encerrando o dia negociados a US$ 43,65 o barril na ICE, em Londres. Os preços do WTI para o mesmo mês avançaram 1,30%, a US$ 40,44 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). Ontem o WTI terminou o dia abaixo de US$ 40 pela primeira vez em 3 semanas. No acumulado semanal, a referência global Brent subiu 0,72% e a referência americana WTI apresentou queda de -2,05%.

Além das preocupações sobre a recuperação da economia global, outro fator que pesou sobre o humor dos investidores foram os balanços das petrolíferas americanas, que indicaram grande prejuízos no segundo trimestre. A Chevron (código NYSE: CVX) reportou prejuízo de US$ 8,3 bilhões no período, enquanto a Exxon Mobil (código NYSE: XOM) teve prejuízo de US$ 1,08 bilhão. (Fonte: Valor Online)

Até a próxima semana!

Abraços

Leo Bittencourt

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Meu nome é Leo Bittencourt, tenho 37 anos, sou casado e pai de 1 filho. Sou formado em Ciência da Computação pela UFRJ e sou estudioso do setor de Óleo e Gás. Sou apaixonado por praias e pela vida simples do interior, especialmente por Minas Gerais, com suas serras, cafés e comidas artesanais. Como investidor comecei com 22 anos, comprando meus primeiros "pequenos" imóveis na cidade do Rio de Janeiro. De lá pra cá, me aventurei em alguns empreendimentos e entrei no Mercado de Ações em 2010 comprando minhas primeiras ações. Hoje a minha missão é ajudar pessoas levando maiores informações possíveis sobre investimentos, mercados e empresas!