De Olho no Óleo – Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás Natural

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Óleo

Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás natural (3 a 9 janeiro/2021)

(Por: Leo Bittencourt)

– Produção brasileira de petróleo e gás natural e da Petrobras cai em Novembro:

De acordo com o Boletim Mensal de Produção de Petróleo e Gás, divulgado na segunda (dia 4) pela ANP, a produção nacional de petróleo e gás em novembro de 2020 atingiu 3,550 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d), sendo 2,755 milhões de barris por dia (MMbbl/d) de petróleo e 126 milhões de m3 por dia (MMm3/d) de gás natural. O que significou uma redução de 4,1% na produção de petróleo em relação ao mês anterior e de 10,9% comparativamente a novembro de 2019. No gás natural, a queda foi de 2,8% em relação a outubro e de 7,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A ANP esclareceu que a retração na produção se deve, principalmente, a paradas programadas ou causadas por necessidades operacionais de plataformas localizadas nos campos de Búzios e Tupi localizados na Bacia de Santos, no polígono do pré-sal; Albacora, na Bacia de Campos; e Atlanta, na Bacia de Santos.

Em relação à produção no Pré-Sal, o resultado em novembro alcançou 2,422 MMboe/d, sendo 1,920 MMbbl/d de petróleo e 79,808 MMm3/d de gás natural. Somando os dois produtos, houve redução de 4,4% em relação ao mês anterior e de 6,4% em relação a novembro de 2019. A produção no pré-sal teve origem em 116 poços e correspondeu a 68,3% da produção nacional.

A Petrobras registrou em novembro de 2020 uma queda de 5,7% na sua produção de petróleo, no Brasil, ante outubro. A estatal produziu, em média, 2,005 milhões de barris/dia, o patamar mais baixo da companhia em 2020. Na comparação com novembro de 2019, houve uma retração de 14%. (Fonte: Agência Brasil) (Eu explico a fundação da Petrobras e a descoberta do pré-sal no livro Ouro Negro)

– Eneva comunica aumento das suas reservas de gás natural em 2020:

A Eneva (código B3: ENEV3) informou, através de Fato Relevante nesta quarta-feira (dia 6), os resultados do relatório executivo de auditoria das suas reservas de gás natural. Segundo a companhia, houve expansão das reservas de gás natural certificadas em 2020 nas bacias do Parnaíba e do Amazonas.

Na bacia do Parnaíba, onde estão localizados seus principais ativos, a empresa informou que fechou o ano passado em 25,976 bilhões de metros cúbicos (bm³). Em 2019 foi de 24,072 bm³. A variação nessa bacia ocorreu principalmente devido à conclusão da perfuração de poços em Gavião Tesoura e Gavião Preto.

As reservas na Bacia do Amazonas cresceram para 5,851 bm³, na comparação com 3,612 bm³ de 2019. A Eneva explicou que o crescimento ocorreu principalmente em função do resultado da perfuração de três poços produtores do campo de Azulão. (Fonte: ADVFN News)

– A “Gás Natural Açu” recebe 1ª carga de GNL em terminal no Porto do Açu para comissionamento de ativos:

A companhia Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada por BP, Siemens e Prumo Logística, recebeu a primeira carga de gás natural liquefeito (GNL) em seu terminal de regaseificação no Porto do Açu, no Rio de Janeiro, informou a companhia nesta segunda-feira (dia 4). A carga, que envolveu cerca de 140 mil metros cúbicos de GNL, será utilizada no comissionamento do terminal e da usina termelétrica a gás natural UTE GNA I.

A GNA espera que a usina, que possui capacidade instalada de 1,34 gigawatts (GW), entre em operação no primeiro semestre de 2021. O ativo, parte de um parque elétrico que contará com duas térmicas e do projeto que envolve o terminal de regaseificação, recebeu no final de 2020 a licença do governo do Rio de Janeiro para operação.

A primeira carga do terminal foi fornecida pelo navio gaseiro Kmarin Emerald, da BP, em operação que durou cerca de cinco dias. O volume foi transferido para a FSRU (“floating storage and regasification unit”, em inglês) BW Magna, parte integrante do ativo, que tem capacidade para regaseificar e movimentar até 21 milhões de metros cúbicos de gás e dia, disse a GNA. (Fonte: Reuters)

– Estoques de Petróleo nos EUA:

Na última quarta-feira (dia 6/janeiro) foram divulgados os números dos estoques semanais de petróleo bruto dos EUA pela agência “Energy Information Administration (EIA)”. Na semana passada foi registrado uma queda de 8 milhões de barris, maior que as expectativas dos analistas que esperavam uma redução de 2,13 milhão de barris. O total de estoque registrou 485,5 milhões de barris.

Esta queda no estoque somado a uma decisão unilateral da Arábia Saudita de cortar sua produção (anunciado na segunda), ajudou os preços do petróleo tocaram o maior nível desde o final de fevereiro na quinta-feira desta semana. Segundo analistas, esta decisão da Arábia Saudita e da OPEP+ significa que o mercado de petróleo deve continuar a reduzir os estoques ao longo do primeiro trimestre de 2021 e, como resultado, os preços da commodity devem seguir bem sustentados. (Fonte: Reuters / Estadão Conteúdo)

– Número de sondas americanas em atividades:

Ontem foi divulgado, pela empresa de serviços de energia Baker Hughes, a contagem do número de sondas de perfuração em atividade nos EUA. A contagem desta semana registrou um aumento de 8 sondas em relação semana passada, chegando a um total de 275 sondas de perfuração em atividade. Na semana passada esta contagem tinha alcançado 267 sondas com aumento de 3 sondas. Desde maio de 2020 que o número de sondas não ultrapassava o total de 270. Esses dados indicam um sinal de retomada da produção americana de Shale-Oil, no entanto, ainda está bem longe de recuperar os números de antes da pandemia, quando registrava em março a faixa de 680 sondas em atividades. Vamos ficar de olho! (Fonte: EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes – Investing.com)

– Panorama Semanal do preço do Barril do Petróleo:

Os contratos futuros de petróleo terminaram esta sexta-feira (dia 8) no maior nível em onze meses apoiados por uma promessa de cortes de produção pela Arábia Saudita.

Nesta semana, após a reunião da Opep+ na segunda(4/janeiro), a Arábia Saudita prometeu cortes de produção extras e voluntários de 1 milhão de barris por dia em fevereiro e março, como parte de um acordo sob o qual a maior parte dos países da aliança Opep+ manterá o bombeamento estável durante a imposição de novos lockdowns. Também fez referência a um corte adicional voluntário de 425.000 bpd de outros produtores árabes, sem fornecer maiores detalhes. O reino, líder da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), discordava de alguns outros países, que desejavam aumentar a produção para impedir que empresas norte-americanas de “shale” (petróleo não convencional) capturem mais participação no mercado. Ao final do encontro, um acordo entre os membros da Opep+ foi fechado permitindo que a Rússia e Cazaquistão ampliem produção em 75 mil bpd enquanto os sauditas restringem sua oferta. O grande corte da Arábia Saudita está sendo visto pelo mercado como uma ação para compensar a oferta russa.

Os preços do petróleo saltaram no mesmo horário do pronunciamento, refletindo um enxugamento maior do que o esperado na oferta, já que uma nova redução na produção não era esperada. “Nesta semana, os sauditas tomaram à frente para assumir o controle do mercado e a responsabilidade pela estabilização dos preços“, disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. “Parece que eles estão novamente na missão de fazer os preços voltarem a subir.”

Os contratos futuros do Brent para o mês de março/2021, terminaram o dia com uma alta de 3,44%, encerrando o dia negociados a US$ 56,25 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. Os preços do WTI para o mês de fevereiro/2021 apresentaram uma alta de 3,72%, sendo negociado a US$ 52,72 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). No acumulado semanal, a referência global Brent apresentou um aumento de 8,59% e a referência americana WTI aumento de 8,66%. (Fonte: Reuters)

Até a próxima semana!

Abraços

Leo Bittencourt

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