De Olho no Óleo – Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás Natural

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Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás natural (11 a 17/abril/2021)

(Por: Leo Bittencourt)

– Nova lei do gás é sancionada sem vetos:

O presidente Jair Bolsonaro sancionou sem vetos o projeto de lei que trata do novo marco regulatório do setor de gás. O projeto foi aprovado pelo Senado em dezembro do ano passado e a votação na Câmara foi concluída em março deste ano. O texto regulamenta transporte, tratamento, processamento, estocagem, liquefação e comercialização de gás natural no país. A nova lei garante, por exemplo, a independência entre empresas de distribuição, transporte e produção com o objetivo de manter a competitividade e os elos da cadeia de gás separados, evitando que um mesmo grupo controle todas as etapas do sistema até o consumidor final. O texto também prevê outros mecanismos para viabilizar a desconcentração do mercado de gás, no qual a Petrobras participa com 100% da importação e do processamento e com cerca de 80% da produção. O relator do projeto no Senado, Eduardo Braga, do MDB do Amazonas, espera que a nova lei traga mais empresas, investimentos, concorrência e redução no preço ao consumidor.

Essa lei visa reduzir o custo do gás natural como matriz energética no Brasil e ao mesmo tempo reduzir o custo de geração. Integrando a estrutura de gasodutos, a rede de distribuição com a de transporte de gás, o que, efetivamente, fará com que o Brasil possa gerar milhões de empregos e bilhões de reais em investimentos.“, declarou o senador Eduardo Braga. (Fonte: Site do Senado)

– Opep eleva previsão de crescimento da demanda por petróleo em 2021 apesar de Covid:

A Opep elevou nesta terça-feira (dia 13/abril) suas projeções para o crescimento da demanda global por petróleo neste ano, em meio a expectativas de que a pandemia perca força e ajude o grupo e seus aliados em seus esforços para apoiar o mercado. A demanda deverá aumentar em 5,95 milhões de barris por dia (bpd) em 2021, ou 6,6%, apontou a Opep em relatório mensal, em projeção 70 mil bpd superior à do mês passado. A Opep, no entanto, reduziu suas perspectivas para o segundo trimestre. “A disseminação e a intensidade da pandemia de Covid-19 devem diminuir com os atuais programas de vacinação em andamento, além de medidas de distanciamento social e limitações a viagens, que devem ser retiradas, oferecendo maior mobilidade”, disse a Opep no relatório.

A revisão para cima marca uma mudança de tom em relação aos últimos meses, em que a Opep vinha reduzindo as previsões devido à continuidade de “lockdowns” contra o coronavírus. Uma recuperação maior poderia abrir espaço para que a Opep e seus aliados, conhecidos em conjunto como Opep+, reduzam mais o nível de seus cortes de produção recorde iniciados no ano passado.

Os preços do petróleo eram negociados perto de 64 dólares por barril antes da divulgação do relatório nesta terça-feira. Os preços chegaram a tocar máximas de 70 dólares neste ano, retomando níveis pré-pandemia, em meio a expectativas de recuperação econômica e às restrições de oferta da Opep. (Fonte: Reuters) (Eu explico a história da criação da Opep no livro Ouro Negro)

– China compra mais petróleo do Irã e reduz apetite por barris do Brasil e Angola:

Importações recordes de petróleo do Irã pela China nos últimos meses reduziram o espaço para compras de produtores rivais, forçando vendedores do petróleo de países como Brasil, Angola e Rússia a reduzir preços e diversificar embarques para a Índia e Europa.

O salto nos volumes adquiridos do Irã surpreendeu o mercado e colocou um teto para o avanço dos preços do petróleo, embora o governo do presidente norte-americano, Joe Biden, tenha expectativa de retomar conversas com o Irã para reviver um acordo nuclear com o país.

O petróleo do Irã começou a entrar na China no final de 2019, apesar de duras sanções dos EUA, mas os volumes aumentaram a partir do final do ano passado, à medida que o petróleo se recuperou para preços acima dos 60 dólares e compradores foram atraídos pelas perspectivas de que os EUA retirassem as sanções sob o governo Biden.

A China recebeu uma média diária de 557 mil barris de petróleo do Irã entre novembro e março, ou cerca de 5% das importações totais da China, a maior importadora global, segundo a Refinitiv Oil Research, retomando níveis vistos antes da reimposição de sanções contra o Irã pelo então presidente norte-americano Donald Trump em 2019. A maior parte desse petróleo acabou na província de Shandong, ao leste da China, onde se concentram refinarias independentes do país.

Esses ´sensíveis´ barris estão esmagando as ofertas de todos outros lugares, uma vez que eles simplesmente são baratos demais”, disse um operador chinês que trabalha com vendas em Shandong, em referência ao petróleo iraniano, que segundo ele foi vendido entre 6 dólares e 7 dólares por barril abaixo dos valores praticados pelo Brasil recentemente.

Os embarques do Brasil, que no ano passado superou Angola e se tornou o quarto maior fornecedor da China graças a estratégias agressivas de marketing e preços atrativos, recuaram 36% em janeiro e fevereiro na comparação anual, embora os volumes chineses tenham subido 16% ano a ano em março, segundo avaliação da Refinitiv. A maior oferta do Irã, no entanto, não afetou a participação de mercado da Arábia Saudita, maior fornecedora dos chineses, uma vez que a líder da Opep atende uma base de clientes diferente– refinarias estatais e grandes plantas privadas. (Fonte: Reuters)

– Estoques de Petróleo nos EUA:

Na última quarta-feira (14/abril) foram divulgados os números dos estoques semanais de petróleo bruto dos EUA pela agência “Energy Information Administration (EIA)”. Os estoques de petróleo caíram 5,899 milhões de barris na semana passada, em comparação com as expectativas dos analistas de uma queda de 2,889 milhões de barris. “Isso é certamente algo para os touros comemorarem, uma queda bruta que é quase exatamente o dobro das expectativas e um crescimento da gasolina que chegou à metade do nível previsto“, disse o analista Barani Krishnan do Investing.com.

Os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo de aquecimento, caíram 2,083 milhões de barris na semana contra as expectativas de um crescimento de 971.000 barris, mostraram os dados da EIA. O refino de petróleo bruto foi de 7.000 barris e a taxa semanal de utilização das refinarias aumentou 1%. Os estoques de gasolina aumentaram 309.000 barris na semana passada, disse a EIA, em comparação com as expectativas de aumento de 786.000 barris. (Fonte: Investing.com)

– Número de sondas americanas em atividades:

Ontem foi divulgado, pela empresa de serviços de energia Baker Hughes, a contagem do número de sondas de perfuração em atividade nos EUA. A contagem desta semana registrou um aumento de 7 sondas em relação semana passada, registrando um total de 344 sondas de perfuração em atividade. Na semana retrasada esta contagem tinha alcançado 337 sondas. Esses dados indicam um sinal de retomada da produção americana de Shale-Oil, no entanto, ainda está bem longe de recuperar os números de antes da pandemia, quando registrava em março a faixa de 680 sondas em atividades. Vamos ficar de olho! (Fonte: EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes – Investing.com)

– Panorama Semanal do preço do Barril do Petróleo:

Os contratos de petróleo fecharam em baixa nesta sexta-feira (16/abril), em ritmo de ajuste após subirem mais de 6% na semana. O movimento se deu a despeito de indicadores econômicos positivos na China, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do país para o primeiro trimestre, divulgados no fim da noite de ontem.

Os contratos da commodity energética chegaram a subir nas primeiras horas da sessão de hoje, repercutindo o crescimento de 18,3% do PIB chinês no primeiro trimestre deste ano, na comparação anual, além de outros indicadores econômicos do gigante asiático. O movimento, porém, não se sustentou diante da tomada de lucros por investidores, segundo o presidente da Strategic Energy and Economic Research Michael Lynch. Para o analista, a alta nas projeções para a demanda global por petróleo este ano da Agência Internacional de Energia (AIE) e a forte queda nos estoques da commodity nos EUA, além do recuo além do esperado nos pedidos de auxílio-desemprego na maior economia do mundo, foram os principais drivers para o óleo na semana.

Durante um evento sobre mudanças climáticas, o presidente da distrital de Dallas do Federal Reserve, Robert Kaplan, afirmou que, mesmo com a recuperação dos preços de petróleo, a produção americana não deve crescer tanto em 2021. Ele projeta uma alta a, no máximo, 11,5 milhões de barris por dia (bpd), ante os 11 milhões de bpd na última semana, segundo informou o Departamento de Energia.

Os contratos futuros do Brent para o mês de junho/2021, terminaram o dia com uma queda de -0,34%, encerrando o dia negociados a US$ 66,71 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. preços do WTI para o mês de maio/2021 apresentaram uma queda de -0,60%, sendo negociado a US$ 59,34 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). No acumulado semanal, a referência global Brent apresentou um aumento de 5,97% e a referência americana WTI aumento de 6,34%. (Fonte: Investing.com)

Até a próxima semana!

Abraços

Leo Bittencourt

 

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