De Olho no Óleo – Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás Natural:

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Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás natural (25/abril a 1/maio/2021)

(Por: Leo Bittencourt)

– Produção de petróleo do Brasil cai 6% no 1º tri com recuo da Petrobras:

A produção de petróleo do Brasil caiu 6% no primeiro trimestre, ante o mesmo período de 2020, com influência do recuo da Petrobras, apontaram dados do painel dinâmico da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Entre janeiro e março, o Brasil produziu média de cerca de 2,8 milhões bpd, ante aproximadamente 3 milhões de bpd no primeiro trimestre do ano passado. Já a produção de gás natural do país somou 131,2 milhões de metros cúbicos por dia no primeiro trimestre, alta de 1% na mesma comparação, apontou a ANP.

A Petrobras, responsável por cerca de 75% da produção brasileira, produziu 2,1 milhões de bpd no primeiro trimestre, queda de 5%. A produção no pré-sal representou 69% da produção da Petrobras no primeiro trimestre do ano, contra 63% registrado um ano antes, segundo informou a estatal em seu Relatório de Produção. O campo de Búzios, grande aposta da companhia, teve aumento de produção da ordem de 14%, devido, principalmente, à maior eficiência e estabilização das unidades de produção. O campo de Tupi (ex-Lula), também registrou alta de produção, devido ao término do “ramp up” da plataforma P-67, disse a Petrobras.

A anglo-holandesa Shell, segunda maior produtora do Brasil, produziu 343,7 mil bpd no primeiro trimestre do ano, queda de 8% ante o mesmo período de 2020. A petroleira, que é a principal sócia da Petrobras nos campos produtores do pré-sal, foi responsável por 12% da produção brasileira entre janeiro e março deste ano. (Fonte: Reuters) (Eu explico a história da Petrobras e a descoberta do pré-sal no livro Ouro Negro)

– Opep+ mantém decisão de aumento gradual da oferta de barris:

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, grupo conhecido como Opep+, manteve a decisão de aumentar gradualmente a oferta em 2 milhões de barris em maio, conforme acordado no início deste mês, e deve se reunir novamente em 1 de junho para definir novos níveis de produção.

A reunião ministerial decidiu continuar com a implementação dos ajustes de produção decididos na reunião anterior“, diz comunicado da Opep após teleconferência do comitê técnico do cartel.

A Opep+ afirma que a taxa de cumprimento do acordo para corte na oferta ficou em 115% em março, ou seja, superou o combinado. O grupo destacou as “contribuições positivas em andamento” dos envolvidos para reequilibrar o mercado.

Para a Opep+, o crescimento global deve ganhar impulso no segundo semestre, em um quadro de retomada econômica, com níveis “sem precedentes” de apoio monetário e fiscal. Por outro lado, o grupo diz haver um aumento no número de casos da covid-19, “apesar de campanhas de vacinação em andamento”, algo potencialmente negativo para a recuperação da demanda por petróleo. (Fonte: Agência CMA / Estadão Conteúdo)

– Índia negocia com Guiana acordo de fornecimento de petróleo de longo prazo:

A Índia, terceira maior consumidora e importadora de petróleo do mundo, tem conversado com o governo da Guiana sobre um possível acordo de longo prazo para a compra de petróleo do país da América do Sul, disse uma autoridade guianense.

A Índia expressou interesse em comprar um carregamento de 1 milhão de barris de petróleo junto ao governo da Guiana para testar o petróleo em suas refinarias, disse o ministro de Recursos Naturais da Guiana, Vickram Bharrat. Se o petróleo for compatível, as partes poderão começar negociações sobre um acordo de longo prazo.

A demanda por petróleo da Índia cresceu 25% nos últimos sete anos, mais do que em qualquer outro país, e autoridades têm prometido usar a posição do país como importante comprador como “arma” em um esforço para obter preços baixos. A Índia tem buscado diversificar seu suprimento, buscando fornecedores além da Arábia Saudita. (Fonte: Reuters)

– Estoques de Petróleo nos EUA:

Na última quarta-feira (28/abril) foram divulgados os números dos estoques semanais de petróleo bruto dos EUA pela agência “Energy Information Administration (EIA)”. Os estoques de petróleo aumentaram 90 mil barris na semana passada, em comparação com as expectativas dos analistas de aumento de 659 mil de barris.

Os estoques de gasolina aumentaram 92 mil barris, a 235,074 milhões de barris. Analistas projetavam alta de 200 mil barris. Os estoques de destilados tiveram queda de 3,342 milhões de barris, a 139,049 milhões de barris, ante expectativa de redução de 100 mil barris.

A taxa de utilização das refinarias avançou de 85,0% para 85,4% na última leitura. Já os estoques de petróleo em Cushing subiram 722 mil barris, a 46,072 milhões de barris. A produção média diária dos EUA registrou recuo de 11,0 milhões a 10,9 milhões de barris. (Fonte: Estadão Conteúdo)

– Número de sondas americanas em atividades:

Ontem foi divulgado, pela empresa de serviços de energia Baker Hughes, a contagem do número de sondas de perfuração em atividade nos EUA. A contagem desta semana registrou uma queda de 1 sonda em relação semana passada, registrando um total de 342 sondas de perfuração em atividade. Na semana retrasada esta contagem tinha registrado uma queda de 1 sonda totalizando 343 sondas. Esses dados indicam um sinal de retomada da produção americana de Shale-Oil, no entanto, ainda está bem longe de recuperar os números de antes da pandemia, quando registrava em março a faixa de 680 sondas em atividades. Vamos ficar de olho! (Fonte: EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes – Investing.com)

– Panorama Semanal do preço do Barril do Petróleo:

O petróleo fechou em queda de cerca de 2% nesta sexta-feira (30/abril), com a valorização do dólar pesando sobre os contratos futuros da commodity energética. Negociado em dólar, o petróleo fica mais caro e, portanto, menos atraente com o avanço da divisa americana. Tanto a referência norte-americana quando o Brent, “benchmark” global, registraram as maiores quedas diárias em três semanas, mas ainda apuraram ganhos de cerca de 6% e 8%, respectivamente, no acumulado do mês.

A queda do petróleo hoje, provocada em grande parte pela redução de riscos e realização de lucros por investidores, é apenas um “movimento normal e não deve iniciar uma tendência de baixa“, segundo comenta o chefe da divisão de mercados de petróleo da Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen, em relatório enviado a clientes.

“Ao contrário, o petróleo deve se fortalecer no decorrer dos próximos meses, diante de um impulso massivo na demanda pela commodity, principalmente vindo dos Estados Unidos e da China, os dois principais compradores mundiais de petróleo”, diz Tonhaugen. O movimento provocado pelas duas maiores economias mundiais deve superar o aumento gradual de oferta planejado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e a demanda mais fraca da Índia, que sofre com um forte recrudescimento da epidemia local de covid-19.

É o final do mês, então houve alguma realização de lucros, mas acredito que os maiores problemas foram as notícias sobre Covid vindas da Índia“, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group em Chicago. “Essa incerteza colocou o mercado em alerta.”

Os contratos futuros do Brent para o mês de julho/2021, terminaram o dia com uma queda de -2,04%, encerrando o dia negociados a US$ 66,66 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. preços do WTI para o mês de junho/2021 apresentaram uma queda de -2,35%, sendo negociado a US$ 63,48 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). No acumulado semanal, a referência global Brent apresentou um aumento de 0,83% e a referência americana WTI aumento de 2,16%. (Fonte: Reuters / Estadão Conteúdo)

Até a próxima semana!

Abraços

Leo Bittencourt

 

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Meu nome é Leo Bittencourt, tenho 37 anos, sou casado e pai de 1 filho. Sou formado em Ciência da Computação pela UFRJ e sou estudioso do setor de Óleo e Gás. Sou apaixonado por praias e pela vida simples do interior, especialmente por Minas Gerais, com suas serras, cafés e comidas artesanais. Como investidor comecei com 22 anos, comprando meus primeiros "pequenos" imóveis na cidade do Rio de Janeiro. De lá pra cá, me aventurei em alguns empreendimentos e entrei no Mercado de Ações em 2010 comprando minhas primeiras ações. Hoje a minha missão é ajudar pessoas levando maiores informações possíveis sobre investimentos, mercados e empresas!