FOCUS: Mercado eleva projeção do IPCA para acima de 2% em 2020

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Nesta segunda-feira (28), o Banco Central divulgou, mais uma edição do Boletim Focus, com os analistas de mercado prosseguindo com a elevação da projeção da inflação, agora para acima de 2% no fim deste ano. Além disso, os prognósticos de menor queda da atividade econômica este ano se repetiram mais uma vez.

PIB

A exemplo da semana passada, a projeção do PIB brasileiro avançou, mas se manteve sob uma queda intensa. A estimativa agora é uma retração de 5,04% do PIB em 2020, contra 5,05% da semana passada. Há quatro semanas, a projeção estava em -5,28%. Para 2021, a estimativa segue de crescimento em 3,50% e se manteve em 2,50% para 2022 e 2023.

Inflação

Os analistas elevaram a estimativa de 1,99% para 2,05%. Há quatro semanas, o mercado via uma inflação encerrando 2020 em 1,77%. A aposta para o fechamento do ano-calendário segue abaixo do centro da meta de 4,00% e abaixo do piso da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Houve a manutenção das estimativas de inflação para 2021 – horizonte da política monetária do Banco Central sob o sistema de metas de inflação -, com os analistas estimando o IPCA em 3,01%. A aposta também fica abaixo do centro da meta de inflação estipulado para o ano que vem, de 3,75%.

Entre os cinco maiores acertos do Boletim, o chamado Top-5 de curto prazo, a previsão é de um IPCA no fim do ano, a 2%, acima do esperado na semana passada, que era de 1,95%, sendo que há 4 semanas era de 1,71%. Para 2021, o TOP-5 manteve a previsão da inflação oficial em 3,01%.

Os preços de alimentos continuaram pesando e a prévia da inflação oficial brasileira acelerou a alta em setembro acima do esperado, para o nível mais alto em oito anos, embora ainda permaneça benigna abaixo do centro da meta.

Em setembro, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) acelerou a alta a 0,45%, de 0,23% em agosto e acima da expectativa em pesquisa de Reuters de avanço de 0,39%.

Esse resultado é o mais forte para o mês de setembro desde 2012, quando o IPCA-15 registrou 0,48%, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Selic

Os analistas seguem esperando que a taxa Selic fique 2,00% em 2020, sem cortes adicionais pelo Copom. Já o TOP-5 subiu a projeção da Selic em 2020 de 1,88% para 2,00%,.

Para 2021, os economistas mantiveram a expectativa da Selic a 2,5%, e seguiram com a de 2022 em 4,50%. Em 2023, a estimativa da taxa básica de juros foi de 5,63% para 5,50%.

Já o TOP-5 elevou  a previsão da Selic de 2,0% para 2,25% em 2021, e reduziu de 4,55% para 4,00% em 2022 e cortaram de 5,5% para 5,25% em 2023.

Dólar

Em relação ao dólar, as apostas de 2020 seguiram nesta semana apontando nova projeção de R$ 5,25 no fim do ano. Já o Top-5 segue sua projeção ao prever que o dólar feche 2020 a R$ 5,20. No ano que vem, as estimativas seguem em R$ 5,00, a mesma estimativa de quatro semanas atrás, enquanto o Top-5 seguem em R$ 4,80. Em 2022, as projeções se mantiveram em R$ 4,90, enquanto em 2023 foram reduzidas para R$ 4,85. Já o Top-5 manteve em R$ 4,50 em 2022 e em 2023.

Fonte: Investing

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