Guedes em Davos

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Guedes em Davos

Guedes em Davos

 

O que é Davos?

O Fórum Econômico Mundial (WEF) foi fundado em 1971 por Klaus Schwab, professor de economia.

Com a finalidade de reunir empresários europeus para trocarem experiências e aprendizados com seus colegas americanos.

 

Não demorou muito para que líderes políticos começassem a se interessar pelo fórum no final da década de 1970 e, com o decorrer dos anos.

Davos se tornou um encontro onde a elite político-econômico-cultural se reúne para discutir temas da atualidade do mundo inteiro.

 

Engana-se quem pensa que o Fórum Econômico Mundial é apenas um evento.

Na verdade, Davos é uma organização sem fins lucrativos, de cooperação público-privada.

 

Dessa forma, há exatos 50 anos, a organização vem promovendo esse importante fórum, que conecta, durante 4 dias, grandes líderes e pessoas influentes que podem tomar decisões com impactos efetivos no mundo.

 

Neste ano, o tema principal foi como tornar o mundo mais coeso e sustentável e a responsabilidade de cada pessoa ou organização nessa mudança.

 

Foram debatidos 7 grandes temas:

Futuro da Saúde, Como salvar o planeta, Negócios melhores, Além da geopolítica, Tecnologia para o bem, Sociedade e futuro do trabalho e Economias justas.

 

Paulo Guedes em Davos

Se tivéssemos que resumir em uma frase a presença de Paulo Guedes em Davos, seria:

Um Brasil próspero.

 

Foi essa realidade que o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou aos empresários, líderes e chefes de Estados que estavam presentes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

 

Bolsonaro não pôde comparecer e Paulo Guedes recebeu a missão de ser o principal representante do governo brasileiro.

 

Podemos afirmar que Paulo Guedes foi uma espécie de estadista/diplomata que cumpriu sua missão com sucesso.

Atraindo muitos investimentos com capital estrangeiro, beneficiando, principalmente, a indústria e infraestrutura no país.

 

Paulo Guedes foi a pessoa certa

Na hora certa e local perfeito para captar investimentos, principalmente no momento em que o Brasil tem feito seu dever de casa.

já que desde 2016 reformas importantes estão sendo realizadas, e estas já mudaram efetivamente os rumos da economia brasileira.

 

Os investidores tomaram ciência da reforma do teto dos gastos públicos, reforma trabalhista, reforma da previdência, lei da liberdade econômica, como também foram avisados de que aprovaríamos em breve uma reforma tributária, como também uma série de privatizações de empresas públicas.

 

Ou seja, ficou claro para os investidores estrangeiros que o Brasil está fazendo reformas que estão destravando a economia e que se tornou um lugar seguro em que se pode investir e ter lucro, ou seja, o país emergente que tem a melhor agenda de reformas do mundo.

 

Em outras palavras, Davos foi um sucesso para o Brasil, e foi importante para se mostrar ao mundo que o Brasil está caminhando na direção certa e sendo um lugar perfeito para se investir.

 

 

Atrair investimentos do exterior é fundamental porque precisamos crescer e sair da faixa de crescimento do PIB de 1% ao ano.

 

Países como China crescem 6% ao ano, principalmente porque possuem investimento do Estado e, no caso do Brasil, não podemos fazer o mesmo, já que o nosso Estado não possui caixa para tanto.

 

Isso implica na necessidade de atrair capital que está sobrando no exterior e pode vir ao Brasil, gerando mais produção, empregos e consumo através de concessões, privatizações e empresas que querem produzir bens e serviços em nosso país.

 

Uma importante notícia dada pelo ministro foi de que o Brasil também irá se associar ao acordo de compras internacionais, que é formado por um grupo de países desenvolvidos, tais como os Estados Unidos, Japão, Coréia e alguns países da Europa.

 

O que seria esse acordo?

 

Trata-se de um conjunto de regras que torna isonômico tanto empresas nacionais como estrangeiras participarem de licitações de compras dos governos.

 

E a principal consequência foi o fato de que empresas internacionais poderão participar das licitações do governo, ou seja, a  empresa nacional não terá vantagem em relação a empresas internacionais.

 

Por que isso foi importante?

Por que dessa forma poderemos aumentar a oferta de dinheiro e, com mais oferta, os preços diminuirão, barateando o processo também para o governo.

 

Ainda é importante mencionar que tal fato irá colaborar para a diminuição da corrupção, acabando com corrupções, como as da Lava Jato.

 

Outra polêmica também foi a afirmação do ministro de que as pessoas desmatariam porque estariam com fome. Essa frase foi distorcida por diversos órgão de comunicação.

 

Na verdade, o que Paulo Guedes quis fazer foi uma denúncia, já que maior parte do desmatamento é feito por grileiros para a agricultura familiar.

 

Paulo Guedes mencionou que, ao contrário do que se presume, o agronegócio hoje não é o culpado pelo desmatamento, e há várias pesquisas feitas por diversas universidades, com a PUC-Rio, que comprovam isso.

 

O desmatamento é feito por grileiros, para prover terras para vender para pessoas menos favorecidas. Não são as grandes empresas. Ou seja, o que o ministro quis dizer foi que: QUEM MATA NÃO É O AGRONEGÓCIO, É A GRILAGEM.

 

Dessa forma, ao mencionar a pobreza como responsável, o que o ministro sugeriu foi encontrarmos alguma maneira para que a atividade de preservação seja mais lucrativa que o desmatamento, combatendo, assim, a pobreza e o desmatamento.

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Formada em Direito pela PUC-RJ, Débora Toledo é advogada tributarista e assessora de investimentos especializada em alta renda. Fez curso de Gestão de Empresas Familiares na Fundação Getúlio Vargas (FGV-RJ), mesma instituição onde ESTUDOU MBA em Mercados Capitais, atualmente cursando MBA em agronegócio pela Esalq/ USP 70% de sua cartela de clientes é formada por famílias do agronegócio. Atuante há 10 anos também em planejamento patrimonial, Débora aborda temas relacionados a dólar, commodities, investimentos para alta renda ou segmentos private, macroeconomia, planejamento familiar e agronegócio.