IPCA-15 sobe 0,30% em julho, diz IBGE

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,30 por cento em julho, sobre alta de 0,02 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 0,51 por cento para o período.

Transportes e habitação pesaram na alta

Os Transportes em julho foram impactados pela alta nos preços dos combustíveis (4,4%). Após quatro meses consecutivos de quedas, a gasolina subiu 4,47%. O etanol (4,92%), o óleo diesel (2,5%) e o gás veicular (0,01%) também registraram variações positivas. Houve alta também no subitem metrô (2%), decorrente do reajuste de 8,7% nas passagens do Rio de Janeiro (7,30%), que entrou em vigor no dia 11 de junho.

Por outro lado, o transporte por aplicativo (-11,98%) e a passagem aérea (-4,16%) tiveram queda, bem como táxi (-0,1%), cujo reajuste que havia ocorrido em janeiro no RJ (-0,47%) foi cancelado a partir de 22 de maio.

Já a Habitação teve a influência, principalmente, dos reajustes na energia elétrica (1,03%) em sete regiões metropolitanas. Houve queda de 1,39% em Curitiba e alta em seis locais, que variaram de 0,28% em Porto Alegre até 5,15% em Fortaleza. Já a variação na taxa de água e esgoto (0,13%) refletiu a alta de 2,77% em Brasília por conta da mudança de estrutura tarifária que foi implementada em 1º de junho.

Por outro lado, o custo do gás encanado caiu 0,08%, com a redução de 0,27% nas tarifas de São Paulo (-0,14%).

Vestuário e alimentação são destaques de queda

O grupo Vestuário apresentou o menor resultado (-0,91%) e teve o impacto negativo mais intenso (-0,04 p.p.) no índice de julho. Embora as joias e bijuterias (1,67%) tenham subido pelo segundo mês consecutivo, foram registradas quedas nos preços das roupas femininas (-1,32%), masculinas (-1,18%) e infantis (-0,59%), além dos calçados e acessórios (-0,88%).

O grupo Alimentação e bebidas (-0,13%) apresentou queda em julho, após quatro meses consecutivos de altas. A alimentação no domicílio caiu 0,2%, influenciada pela redução nos preços de alguns tubérculos, raízes e legumes (-15,76%), como o tomate (-22,75%), a batata-inglesa (-20,70%), a cenoura (-18,60%) e a cebola (-7,09%). Além disso, o frango inteiro (-1,22%) e o ovo de galinha (-1,82%) registraram quedas mais intensas na comparação com junho (-0,67% e -0,68%, respectivamente).

A alimentação fora do domicílio (0,03%) desacelerou em relação a junho (0,26%). Enquanto o lanche passou de 0,82% para 0,20%, a refeição ficou praticamente estável, passando de 0,00% em junho para alta de 0,02% em julho.

Por outro lado, o leite longa vida subiu 3,61%, o arroz, 2,58%, e as carnes, 2,2%.

Fonte: Finance News

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