Ouro Negro: a saga do Petróleo

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Ouro Negro: a saga do Petróleo

 Pós-Guerra na URSS e Guerra Fria

Fala Pessoal! Bittencourt na área! No capítulo anterior falamos sobre o que aconteceu com os EUA no período do pós-guerra, hoje vamos falar sobre o que aconteceu com a URSS e como o mundo se dividiu novamente. Vamos em frente!!

– Industrialização da URSS:

A reconstrução da União Soviética (URSS) após a Guerra processou-se de maneira muito rápida, em apenas quatro anos retornou ao seu nível de produção anterior ao conflito mundial. A grande maioria da força de trabalho foi deslocada da agricultura para indústria.

Nos primeiros anos, a indústria tinha como prioridade a produção bélica, de insumos e de máquinas, depois durante a década de 50, os esforços foram concentrados no setor de bens de produção, e como resultado a URSS se transformou na segunda potência industrial do mundo.

A sua economia era baseada em um sistema de Propriedades Estatais (onde o governo controlava a produção e o comércio) e no Planejamento Central (onde o governo controlava os preços e quantidades dos produtos produzidos).

Nesta época o desemprego era quase nulo, a população tinha emprego garantido, pois tinham a obrigação de trabalhar, e é claro, sem o poder de escolha do local e nem do tipo de trabalho.

Esse crescimento acelerado da URSS durou de 1950 até 1973.

 

– A importância do Petróleo Soviético:

Uma das principais forças da economia soviética era sua enorme oferta de petróleo e gás, e esta produção já remontava dos tempos dos anos de 1870, quando os irmãos suecos Nobel e os banqueiros Rothschild descobriram e começaram a produzir petróleo na região de Baku (atual Azerbaijão, que na época fazia parte do Império Czar Russo).

No início do século 20, o Império Russo era um dos principais produtores de petróleo do mundo, com uma fatia 30% do mercado. O capital estrangeiro dominava na região, entretanto nesta época, os Nobels e os Rothschilds foram substituídos pelas empresas “Standard Oil of New York” e “Vacuum” (mais tarde, Mobil).

A situação da indústria petrolífera era bem próspera até o forte impacto causado com a queda do Império em 1917, com a Revolução e a Guerra Civil, e a fundação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) em 1922.

Neste momento, por decreto de Lenin, todos os empreendimentos, refinarias, oleodutos na região de Baku foram estatizados pelo governo soviético sem quaisquer compensações ou reparações a seus antigos proprietários, além de muita violência cometidas pelos bolcheviques durante os tempos de confisco.

 

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Situação da indústria petrolífera

No entanto, em 1923, a situação da indústria petrolífera soviética se normalizou, e as exportações de petróleo voltaram aos níveis antes da revolução. As regiões do Cáucaso e do mar Cáspio continuaram sendo as áreas de extração mais significativas da União e acabaram sendo alvo dos alemães durante a guerra.

Após a guerra, novas regiões de petróleo foram descobertas. Na década de 1950, os depósitos situados na Região do Volga e nos Urais representaram cerca de 45% da produção total de petróleo na União Soviética. A exploração dos territórios da Sibéria começou nos anos 1960, com a descoberta de uma gigantesca reserva na região de Tyumen: o campo de Samotlor, que é considerado até hoje, um dos maiores campos petrolíferos do planeta, apesar de 47 anos ininterruptos de produção. O aumento das exportações soviéticas de petróleo na década de 60 levou a um declínio nos preços mundiais do petróleo.

CURIOSIDADES:

Josef Stalin (líder soviético de 1922 até sua morte em 1953) quando jovem, no início dos anos de 1900, liderou movimentos de greves dos trabalhadores dos campos de petróleo da região de Baku. Como obra do destino, após 40 anos, desta vez como líder soviético, passou a defender os mesmos campos de petróleo contra a invasão alemã.

 

Espólios de Guerra

Para compreendermos o mundo pós-guerra, é importante falarmos sobre as conferências realizadas entre os países aliados ainda durante a guerra (mas exatamente no final da guerra!).

Uma das mais importante foi a chamada Conferência de Yalta, que foi um conjunto de reuniões ocorridas em fevereiro de 1945 em Yalta (região da Crimeia, nas margens do Mar Negro, que pertencia a URSS). Estavam presentes os chefes de governo dos EUA (Franklin D. Roosevelt) e da União Soviética (Josef Stalin) e o primeiro-ministro do Reino Unido (Winston Churchill).

O objetivo da conferência girava em torno das discussões sobre o fim da segunda guerra mundial, o fim do nazismo, do fascismo e da influência alemã, e é claro, ficou “acordado” uma “divisão” do mundo sob a hegemonia das três potências: EUA, URSS e Reino Unido. Na conferência ficaram estabelecidos também como ficariam os territórios de cada país perdedor da guerra, no caso, os países que faziam parte das potências do eixo: Alemanha, Itália e Japão.

Como obra do destino, após 40 anos, desta vez como líder soviético, passou a defender os mesmos campos de petróleo contra a invasão alemã. caso, os países que faziam parte das potências do eixo: Alemanha, Itália e Japão.

Os territórios da Alemanha foram divididos em quatro zonas de ocupação. Cada zona seria anexada aos respectivos territórios da Grã-Bretanha, EUA, URSS e França, seus recursos materiais e econômicos também foram controlados. Além disso, foi anexado parte do território polonês à URSS que passou a controlar os países do leste europeu.

Outra conferência importante que aconteceu entre os aliados foi a Conferência de Potsdam (ocorrida na cidade alemã de Potsdam) realizada após o fim da guerra na Europa entre os dias 17 de julho a 2 de agosto de 1945. O objetivo era definir o valor que a Alemanha pagaria pelos atos realizados durante a guerra. O total estabelecido que os alemães deveriam pagar de indenizações foi de US$ 20 bilhões, desse valor, 50% era destinado à URSS, 14% à Grã-Bretanha, 12,5% aos EUA e 10% para a França.

– Resposta da URSS:

Em resposta à criação da OTAN, a URSS firmou entre ela e seus aliados o Pacto de Varsóvia (em 1955), que unia as forças militares da Albânia, Bulgária, Tchecoslováquia, Alemanha Oriental, Hungria, Polônia e Romênia. Do ponto de vista econômico, em resposta ao Plano Marshall dos EUA, os países da esfera de influência soviética organizaram-se em torno do Comecon, instituído em 1949 e responsável pela integração econômico-financeira dos países considerados socialistas.

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– O mundo novamente dividido:

Ficou claro que logo após a guerra, as zonas de influência entre o Oeste e o Leste ficaram bem definidas. A Europa viu-se dividida entre as esferas de influência dos EUA e da URSS.

A parte Ocidental da Europa aproximou-se dos EUA, que retiraram suas tropas do continente, e a parte Oriental da Europa ficou sob influência da URSS e das tropas de seu Exército Vermelho que, ao contrário das tropas americanas, se manteve nos territórios ocupados.

Em 1946, Churchill usou a metáfora “Cortina de Ferro” para expressar essa divisão da Europa. Essa “cortina” se estendia do mar Báltico até o mar Adriático, separando o chamado “mundo livre” (o do capitalismo ocidental) e o “mundo comunista” (sob influência do chamado comunismo soviético).

O principal símbolo dessa divisão do mundo foi criação do Muro de Berlim, que dividiu a cidade alemã por quase 30 anos, e expressou a tensão existente entre os dois blocos.

Esta configuração de um mundo polarizado entre EUA e URSS, foi a principal característica do pós-guerra, dando início à chamada Guerra Fria. Durante a Guerra Fria, não houve conflitos diretos entre EUA e URSS, por isso que foi chamada de “fria”, mas ambos participaram de forma indireta em vários conflitos como a Guerra da Coreia (1950-1953) e a Guerra do Vietnã (1965-1973).

O objetivo de ambas as potências era influenciar vastas extensões do mundo com seus sistemas socioeconômicos.

Os anos se passavam e o medo de uma nova Guerra Mundial sempre pairava, ainda mais com a preocupação a respeito da corrida armamentista e do arsenal nuclear de ambos países. Este “conflito” durou de 1947 até 1991, com o fim da URSS, mas alguns historiadores acreditam que a queda do Mundo de Berlim em 1989 já representou o fim da Guerra Fria em si.

mapa

Como você puderam perceber, a Segunda Guerra e o período pós-guerra moldaram o mundo que vivemos hoje! No próximo capítulo vou falar sobre alguns eventos que acontecerem neste período em outros países, o que acabou afetando o mercado de Petróleo Mundial!

Leia o resumo dos resultados de Petrobras, clicando aqui.

Até a próxima pessoal,

Leo Bittencourt

 

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Meu nome é Leo Bittencourt, tenho 37 anos, sou casado e pai de 1 filho. Sou formado em Ciência da Computação pela UFRJ e sou estudioso do setor de Óleo e Gás. Sou apaixonado por praias e pela vida simples do interior, especialmente por Minas Gerais, com suas serras, cafés e comidas artesanais. Como investidor comecei com 22 anos, comprando meus primeiros "pequenos" imóveis na cidade do Rio de Janeiro. De lá pra cá, me aventurei em alguns empreendimentos e entrei no Mercado de Ações em 2010 comprando minhas primeiras ações. Hoje a minha missão é ajudar pessoas levando maiores informações possíveis sobre investimentos, mercados e empresas!