Panorama Semanal do setor de Petróleo e Gás natural (28/fevereiro a 6/março/2021)

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– Produção de petróleo no Brasil cresce 5,4% de dezembro para janeiro:

A ANP divulgou nesta terça-feira, 02 de março, o Boletim Mensal da Produção de Petróleo e Gás Natural do mês de janeiro de 2021. A produção brasileira de petróleo atingiu uma média diária de 2,87 milhões de barris em janeiro, este resultado ficou 5,4% acima da produção de dezembro/2020 e na comparação com janeiro/2020 apresentou uma queda de -9,3% na produção de petróleo.

Já a produção média diária de gás natural totalizou 136 milhões de metros cúbicos (m³), 7,4% acima do resultado de dezembro/2020 e na comparação com janeiro/2020 apresentou uma queda de -1,7% na produção de gás natural. Em janeiro, o aproveitamento de gás natural foi de 97,9% do total retirado do subsolo. Apenas 2,9 milhões de m³/dia foram queimados (sem uso).

Entre os destaques da publicação está o crescimento na produção do Pré-sal de 8,2% em relação ao mês anterior, totalizando 2,629 MMboe/d (milhões de barris de óleo equivalente por dia), em relação a janeiro/2020 houve uma redução de 2%. A produção teve origem em 119 poços e correspondeu a 70,5% do total produzido no Brasil.

Segundo o Boletim, os campos marítimos produziram 96,9% do petróleo e 80,8% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras foram responsáveis por 93,3% do petróleo e do gás natural produzidos no Brasil. (Fonte: Agência Brasil / Canal Energia.com.br) (Eu explico sobre a descoberta do pré-sal no livro Ouro Negro)

– Eneva descobre campo com grande potencial na Bacia do Parnaíba no Maranhão:

A Eneva (código B3: ENEV3) anunciou na semana passada (26/fevereiro), a Declaração de Comercialidade da acumulação Fortuna, uma nova descoberta de grande potencial realizada no Bloco PN-T-102A, na Bacia do Parnaíba no estado do Maranhão. Esta descoberta reforça a posição da companhia como maior operadora privada de gás natural do Brasil. A companhia estima que o volume médio inicialmente seja de 6,78 bilhões de metros cúbico de gás natural. Este é o décimo campo a ser declarado comercial pela empresa na Bacia do Parnaíba. De acordo com o Lino Cançado, diretor de Operações da Eneva, “Esta é uma descoberta extremamente importante e com potencial de ser o segundo maior campo da Bacia do Parnaíba, desde o início das atividades em 2009.

A Eneva tem investido fortemente no mercado de gás natural no interior brasileiro com mapeamento de grandes clientes nas Regiões Norte e Nordeste para aproveitar a sua vantagem logística, em função da proximidade com os ativos de gás da companhia. Depois de completar a reestruturação da sua área de energia, em 2020, a Eneva aposta que 2021 será o ano do gás natural. A empresa quer explorar as oportunidades geradas pela abertura do mercado, comercializando o produto para consumidores livres. (Fonte: Click Petróleo e Gás)

– Petrobras vai aumentar produção de Diesel S-10:

A Petrobras vai aumentar a sua produção de Diesel S-10, seguindo sua estratégia de lançar produtos de maior valor agregado e com menor impacto ao meio ambiente. Ao contrário da maioria das petroleiras, a estatal brasileira definiu como meta reduzir a emissão dos seus produtos para neutralizar carbono e não diversificar sua atividade com projetos de energia limpa.

A participação do Diesel S-10 da Petrobras no mercado em dezembro de 2020 foi de 54,9%. No quarto trimestre de 2020, as refinarias Replan, Refap, RPBC e Regap alcançaram recordes mensais de produção de Diesel S-10. De acordo com a estatal, o uso do Diesel S-10 promove a melhoria do desempenho do combustível nos motores, com impactos positivos na redução de emissões de material particulado. Seu preço é cerca de 1,5% mais caro do que o diesel comum.

A primeira obra de expansão para suportar essa estratégia será na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, para adequação da Unidade de Hidrotratamento (HDT) de diesel e QAV. “As intervenções irão aumentar a qualidade do diesel produzido nesta unidade, promovendo a redução do teor de enxofre (de 500 ppm para apenas 10 ppm), visando atender especificações do mercado local e internacional, além de requisitos ambientais”, informou a Petrobras em nota. O investimento é da ordem de R$ 140 milhões e ampliará a capacidade de produção de diesel S-10 na Reduc dos atuais 5.000 m3/dia para 9.500 m3/dia. A conclusão das obras prevista para o segundo semestre de 2023. Nos próximos anos também estão previstas adequações para aumento da capacidade de produção de diesel S-10 em duas refinarias no estado de São Paulo: na Refinaria de Paulínia (Replan) e na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos. (Fonte: Estadão Conteúdo)

– Estoques de Petróleo nos EUA:

Na última quarta-feira (3/março) foram divulgados os números dos estoques semanais de petróleo bruto dos EUA pela agência “Energy Information Administration (EIA)”. Na semana passada foi registrado um aumento surpreendente de 21,5 milhões de barris, em comparação com as expectativas dos analistas de uma queda de -928 mil barris.

Os estoques de destilados, que incluem diesel e óleo para aquecimento, caíram 9,7 milhões de barris na semana passada, contra as expectativas de uma queda de 3,03 milhões de barris. Os estoques de gasolina caíram 13,6 milhões de barris. O refino de petróleo bruto caiu em 2,3 ​​milhões de barris. A taxa semanal de utilização das refinarias caiu 12,6%, de acordo com o relatório da EIA.

Esses números indicam que as refinarias americanas reduziram sua produção e venderam os produtos que já estavam prontos (destilados). Por conta disso consumiram menos petróleo (por isso o aumento do estoque de petróleo bruto!) e venderam mais produto dos estoques.

Normalmente quando se tem um aumento forte dos estoques como esse, os preços do barril acabam caindo, mas a divulgação destes números não afetou praticamente em nada os preços no meio da semana, parece que o mercado já estava precificando a manutenção dos cortes da reunião da OPEP+ e mantiveram uma tendência de alta nos preços que se consolidou no resto da semana. (Fonte: Investing.com)

– Número de sondas americanas em atividades:

Ontem foi divulgado, pela empresa de serviços de energia Baker Hughes, a contagem do número de sondas de perfuração em atividade nos EUA. A contagem desta semana registrou um aumento de 1 sonda em relação semana passada, chegando a um total de 310 sondas de perfuração em atividade. Na semana retrasada esta contagem tinha alcançado 309 sondas com aumento de 4 sondas. Esses dados indicam um sinal de retomada da produção americana de Shale-Oil, no entanto, ainda está bem longe de recuperar os números de antes da pandemia, quando registrava em março a faixa de 680 sondas em atividades. Vamos ficar de olho! (Fonte: EUA – Contagem de Sondas Baker Hughes – Investing.com)

– Panorama Semanal do preço do Barril do Petróleo:

Os preços do petróleo saltaram cerca de 3% nesta sexta-feira, atingindo os maiores níveis em mais de um ano, diante da decisão da OPEP+ de não ampliar a oferta da commodity em abril e de um relatório de empregos melhor do que o esperado nos Estados Unidos.

A OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e países aliados decidiram nesta 5ª feira (4/março) manter os níveis de produção de petróleo atuais até abril. O grupo tem optado por limitar a oferta do insumo depois da queda da demanda e, consequentemente, dos preços em 2020 por causa da pandemia.

O texto informa que a Arábia Saudita decidiu estender seu corte voluntário de 1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta do óleo também para abril. Só Rússia e Cazaquistão aumentarão a oferta ao longo do mês em 120 mil e 30 mil barris por dia, respectivamente, por conta de questões sazonais. A OPEP+ teve em março uma taxa geral de cumprimento do acordo de produção de 103%, ou seja, o corte terminou por ficar acima do combinado. O comunicado elogia a Nigéria por ter compensado volumes extras produzidos em meses anteriores e diz que outros países farão essa compensação até julho de 2021.

O grupo reconheceu que houve melhora nas perspectivas econômicas mundiais por conta do avanço dos programas de vacinação contra a covid-19 e aprovação de pacotes de estímulos, mas orientou os países a permanecerem “vigilantes” com condições de mercado incertas.  A próxima Reunião Ministerial OPEP e não OPEP está programada para o dia 01 de abril.

 

Além disso, o mercado também ganhou impulso após a publicação de um relatório de empregos dos EUA, que mostrou que o país criou mais vagas do que o esperado em fevereiro, foram gerados 379 mil empregos, acima da mediana de 200 mil apontada por pesquisa de analistas.

Esta decisão deve pressionar ainda mais os preços de combustíveis no Brasil. De acordo com a política de paridade de preços praticada pela Petrobras, os valores do petróleo no mercado internacional são considerados na composição dos valores cobrados pela estatal. Segundo a Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis), a notícia deve motivar um novo anúncio de reajuste pela estatal brasileira. Cálculos da associação apontam defasagem média 11% no valor da gasolina e de 8% no preço do diesel. Se confirmada, será a 6ª alta só este ano. A última foi na 2ª feira (01/março).

Os contratos futuros do Brent para o mês de maio/2021, terminaram o dia com um aumento de 4,20%, encerrando o dia negociados a US$ 69,54 o barril na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres. preços do WTI para o mês de abril/2021 apresentaram um aumento de 3,81%, sendo negociado a US$ 66,26 o barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex). No acumulado semanal, a referência global Brent apresentou um aumento de 5,16% e a referência americana WTI aumento de 7,74%. (Fonte: Reuters / Estadão Conteúdo / Poder 360)

Até a próxima semana!

Abraços

Leo Bittencourt

 

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