Por que o dólar está tão caro? E não irá ceder tão cedo!

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Por que o dólar está tão caro?

 

Por que o dólar está tão caro?

O dólar se valorizou muito ante o real em 2019. Somente entre janeiro e agosto, a moeda passou de R$ 3,87 para R$ 4,15, uma alta de mais de 7%. Apesar das recentes baixas, o dólar continua cotado acima dos R$ 4 e parece que não está muito inclinado a ceder tão cedo. Mas, o que está causando este cenário?

 

 

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Fatores que causaram a alta do dólar no Brasil

O Por que o dólar está tão caro tem fatores são diversos, sendo a maioria deles de perspectiva totalmente externa. Eu separei alguns desses fatores para discorrer aqui.

 

Primeiro fator: A busca por proteção.

O primeiro por que o dólar está tão caro é que temos visto é um cenário externo muito desafiador, especialmente com a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

A inversão da curva de juros americana, o que sinaliza uma provável recessão no país, e a crise econômica e política Argentina, com a provável volta do kirchnerismo ao poder, também têm parte na culpa. Tudo isso faz com que haja uma fuga para ativos mais seguros, como é o caso do dólar.

O capital estrangeiro enxerga basicamente duas formas de ganho em países emergentes como o Brasil: através do crescimento do país ou através dos juros.

A situação atual do Brasil não é favorável em nenhuma dessas formas. O país ainda não cresce em um bom ritmo nem possui juros altíssimos como antigamente. Neste ponto, o México é mais atrativo que o Brasil, visto seus juros em 8% ao ano frente aos brasileiros em 6% ao ano.

 

Segundo fator: O chamado carry trade

Imagine que você pudesse realizar um empréstimo a juros muito baixos e investir esse mesmo dinheiro a juros mais altos? Com o rendimento do investimento você paga a parcela da dívida e ainda sobra um bocado. Seria excelente, certo? Pena que, para a grande maioria da população, esse primeiro fator, o empréstimo a juros baixos, não costuma estar disponível, o que inviabiliza toda a operação.

Porém, quando olhamos o cenário global, essa é uma prática amplamente adotada. Um investidor pode, por exemplo, contrair um empréstimo no Japão, onde os juros são baixíssimos, e realizar um investimento no Brasil, onde os juros são mais altos.

Aliás, essa operação atraiu muito capital estrangeiro para o Brasil nos últimos anos, justamente pelo fato de o nosso juro real ser um dos mais altos do planeta. No entanto, essa modalidade está em queda, já que a taxa Selic está nos níveis mais baixos da série histórica.

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Terceiro fator: Refinanciamento das dívidas

Toda essa incerteza em relação ao cenário externo associada a queda dos juros aqui tem estimulado empresas nacionais a trocar suas dívidas externas por dívidas emitidas localmente. Ao fazer isso, as empresas deixam de injetar dólar na economia local, o que reduz a oferta da moeda, fazendo com que ela se valorize frente ao real.

O fato é que estamos muito sensíveis ao noticiário externo. Prova disso é que, após notícias favoráveis no cenário externo, o dólar se desvalorizou 2,7% em três dias no início de setembro, chegando a R$ 4,06.

Por outro lado, estamos pouco sensíveis ao cenário interno. Isso fica ainda mais claro quando percebemos que a agenda política e econômica interna estão avançando com certa velocidade e isso não parece ter causado qualquer efeito no dólar. A moeda não sofreu fortes quedas com o avanço da Reforma da Previdência, nem com o anúncio da privatização de quase 20 estatais, por exemplo.

 

Futuro do dólar no Brasil

Segundo uma equipe do banco Credit Suisse, se pudéssemos considerar apenas os fatores domésticos, ignorando os externos, hoje a cotação do dólar estaria na casa dos R$ 3,87. Isso reflete o bom humor em relação ao avanço da agenda mencionada anteriormente.

 

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Por fim, é possível esperar uma pequena desvalorização do dólar no curto prazo devido ao selloff excessivo ocorrido em agosto.

O que você tem feito para aproveitar a alta do dólar? Dolarizou parte da sua carteira? Investiu na moeda ou em fundos cambiais? Conte para a gente nos comentários!

 

Invista

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Abraços,

Lucas Mauricio