Viver de dividendos, é possível? Que estratégia adotar?

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Será mesmo possível viver de dividendos?

Atualmente, muitas pessoas, nos mais diversos países, recorrem aos dividendos, a fim de aproveitarem o benefício dos juros compostos para fazer suas fortunas mediante uma atuação racional e sistemática na Bolsa de Valores.

 

Mas o que são dividendos?

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A palavra dividendo é proveniente do verbo “dividir”, remetendo a algo que possa ser fracionado. Os dividendos são, no mercado financeiro, frações de lucros repassadas aos acionistas de uma determinada empresa.

 

A maioria das empresas no Brasil segue a convenção de distribuir, pelo menos, 25% dos lucros aos seus acionistas, dentro de intervalos periódicos que podem ser anuais, semestrais, quadrimestrais, trimestrais, bimestrais e até mesmo mensais.

 

Especuladores e seus investimentos

Frequentemente, o mercado de ações atrai especuladores e investidores que se interessam pela valorização de cotações e os dividendos funcionam como um modo extra de remuneração, principalmente para os investidores que mantêm ativos por longo prazo em suas carteiras.

 

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Os especuladores que fazem transações curtas, como nas negociações do Day Trade (venda e compra de ativos em um mesmo dia), dificilmente possuem vantagens através do recebimento de dividendos. E os dividendos tendem a ser associados ao chamado Value Investing (ou Investimento em Valor, em tradução livre).

 

Os dividendos são isentos de impostos no Brasil, pois representam frações do lucro após o pagamento de impostos que de acordo com nossa legislação veta a bitributação. No entanto, não há nenhum obstáculo para que tal medida seja futuramente revista pelos congressistas. Para viver de dividendos não é tão complicado assim.

 

Um fator importante para analisar os dividendos é o Balanço Patrimonial, que é composto por 3 elementos fundamentais: o Patrimônio Líquido, o Passivo e o Ativo.

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Podemos considerar ativos a parte do balanço de direitos e bens: tratam-se de recursos disponíveis. Como, por exemplo,  os investimentos em bens patrimoniais, equipamentos e máquinas, além dos rendimentos e contas a receber.

 

Já os Passivos relacionam-se às obrigações: vendas feitas com entrega em data futura de serviços ou bens (exemplo de seguradoras ou empresa de eventos que vende o ingresso antecipadamente), perdas judiciais provenientes de decisões judiciais, impostos devidos e etc…

 

Nesse sentido, o Patrimônio Líquido é composto pela reunião de contas cujos valores pertencem aos cotistas ou acionistas, como o lucro ou prejuízo  acumulado, como também,  as reservas legais para assegurar proteção aos credores e o Capital Social.

 

O Balanço Patrimonial é um raio x das obrigações, direitos e bens de uma empresa.E também representando, a diferença entre os Passivos e os Ativos.

 

Estratégias de investimentos em dividendos

Afim de viver  de dividendos, a estratégia de realizar investimentos em empresas mais consolidadas cujos dividendos são regulares é menos arriscada do que investir em empresas em crescimento e com situação financeira desafiadora. Dessa forma, a tendência é que as empresas saudáveis sejam boa pagadoras a longo prazo.

 

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No Brasil, a decisão de investir em organizações que pagam dividendos foi adotada com sucesso pelo investimento pelo investidor Luis Barsi por exemplo.

 

De acordo com Luis Barsi, a relação entre retorno e risco é a melhor do mercado financeiro e também é capaz de gerar retornos exponenciais, com menor risco.

 

Barsi também considera que empresas boas pagadoras de dividendos são ações que têm baixo risco podendo ter retornos surpreendentemente altos e bem  melhores que as ações consideradas de alto risco. Segundo ele ainda, o investimento em ações de baixo risco continuará funcionando, ainda que uma quantidade maior de pessoas fique sabendo desse paradoxo.

 

Selecionando ações

A metodologia para investir em dividendos deve respeitar os devidos fatores, como a necessidade de a empresa apresentar, no mínimo, 6% de dividend yield (relação entre o dividendo pago e o preço da ação), além de que a empresa não pode apresentar dívidas excessivas ou qualquer outra informação suspeita;

 

É necessário ainda que os investidores analisem a sua consistência no que tange à distribuição de dividendos.

 

Também é preciso respeitar algumas regras básicas que os investidores devem seguir para alcançar um caminho de sucesso para viver de dividendos. Investimentos a curto prazo devem ser evitados e se você tiver uma grande despesa vindo como uma viagem ao exterior, a compra de um carro, reforma do imóvel ou uma cirurgia, por exemplo, tais valores não podem ser investidos em renda variável, sendo mais indicado investimentos em renda fixa e com previsão de resgate previsível.

 

Para viver de dividendos você deve investir as quantias economizadas que são para o longo prazo. Também é altamente recomendável abster-se de vender as ações por que ao vendê-las para sanar despesas e dívidas, você compromete o seu processo de acumulação, tendo reflexos negativos que podem ser sentidos por um longo período.

 

O recomendável é ter uma reserva de emergência para atender situações imprevistas, totalmente separada do dinheiro voltado à sua carteira previdenciária e à realização de investimentos. Falamos sobre Reserva de emergência nesse artigo, clique aqui

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Fundos Imobiliários 

Os Fundos Imobiliários são os fundos de investimento que, por serem fechados, não apresentam possibilidade de resgate (embora seja possível negociar as cotas no mercado secundário) e são formados por um administrador, cujo principal objetivo é reunir recursos para fazer investimentos em ativos imobiliários, tais como: investimentos em imóveis, títulos de Renda Fixa lastreados em ativos imobiliários, cotas de outros Fundos imobiliários e etc.. remunerando consistentemente de forma mensal os seus cotistas (diferentemente das organizações que distribuem dividendos apenas em certos períodos do ano).

 

Muitas pessoas não sabem, mas fundos imobiliários são uma modalidade de renda variável, porém mais estáveis em comparação às ações de empresas, pois não respondem tão rápido às especulações financeiras, sendo uma excelente alternativa de diversificação para os investidores que focam em dividendos / rendimentos.

 

Rendimentos dos fundos imobiliário

Quanto aos rendimentos dos fundos imobiliários você precisa ter em mente que eles podem entregar uma boa renda passiva ao longo dos anos. Se excluir os fundos com baixa liquidez, você obterá retornos médios anualizados na faixa dos 7,5% ao ano, de acordo com o radar de Fiis que está em nossa Area de Membros para assinantes.

 

Esse resultado, bastante expressivo, ainda é mais vantajoso por se tratar de um rendimento livre da inflação. A ideia aqui é que os contratos dos imóveis possuem cláusulas de reajuste de acordo com a inflação, portanto, a renda gerada tende a subir de acordo com algum índice, como IPCA, IGPM, ou outros.

 

Investindo em Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) você gera receita recorrente, sendo um dos poucos investimentos que paga rendas mensais com  previsibilidade, já que os administradores devem obrigatoriamente distribuir 95% de lucros.

 

Outra vantagem dos Fundos imobiliários é o fato de que os seus rendimentos mensais são isentos de Imposto de Renda (IR) para os investidores que possuem uma porcentagem inferior a 10% de um determinado fundo, desde que o fundo tenha mais de 50 cotistas, sendo esse o principal benefício frente aos imóveis físicos (tributação chega até 27,5%) e os demais produtos de renda fixa (tributação pode chegar a 22,5%).

 

Importante ressaltar, que o investidor de um fundo imobiliário só pagará o imposto de ganho de capital, quando negociar as suas cotas, se obtiver valorização (seja qual for o montante da operação).

 

Conclusão

Para concluir, os dividendos em relação aos juros compostos, multiplicam o patrimônio que aderem ao reinvestimento de proventos na aquisição de ativos e são uma excelente estratégia geradora de renda passiva.

 

Não deixe de conferir nossa Area de Membros. Nossa Área de assinantes com vídeos, análises e relatórios sobre empresas realizadas pelo analista CNPI Daniel Nigri. Clique aqui.

 

Débora Toledo