A maioria das dúvidas que eu recebo, principalmente nos vídeos que faço para o canal do Dica de Hoje no youtube, estão relacionadas a ETFs internacionais. Por isso, mais uma vez vamos falar sobre este tema aqui.

No último vídeo que eu fiz, introduzindo os ETFs internacionais e mostrando algumas opções não convencionais (clique aqui se você não viu), o André, telespectador do canal, pediu para eu fazer um vídeo sobre outras opções fora do mercado americano.

Fonte: Canal Dica de Hoje no Youtube

Pois bem, por isso então, resolvi escrever este artigo falando um pouco mais sobre outras opções fora do mercado americano, mas também comparando com o próprio mercado dos Estados Unidos, até para vermos como foram os retornos relativos. Em breve também farei um vídeo sobre este tema.

Para isso, vou também me basear em uma postagem no twitter do perfil do Faria Lima Elevator, em que ele compara os ETFs dos mais diversos países. Segue abaixo a imagem que eles postaram:

Fonte: Twitter Faria Lima Elevator

Para ficar claro, cada ETF acima segue o principal índice de mercado da bolsa desses países sinalizados ao lado. Como exemplos, o SPY acompanha o S&P 500 no mercado americano e o EWZ acompanha o ibovespa na bolsa brasileira. Vale destacar que todos esses ETFs são cotados em dólar, então é justo dizer que eles também sofrem a influência das moedas locais, em comparação com o dólar. Portanto, não vão ser só as empresas desses locais que fazem a diferença aqui.

Porém, essa imagem nos traz, de maneira sucinta, apenas o resultado do investimento do período de 2011 até 2021, e, caso quiséssemos saber de outros períodos, teríamos que calcular na mão.

Por isso, joguei todos esses ETFs no excel (e inclui o ETF do México, que não estava na imagem original), para vermos como foi o desempenho de cada ETF em diversas janelas de tempo. Segue abaixo a imagem com os retornos totais:

Fonte: Equipe Dica de Hoje Research

A imagem acima mostra que, mesmo com a entrada do ETF do México, nos últimos 11 anos (e aqui estou incluindo 2021, como se fosse um ano fechado, para facilitar o entendimento) o EWZ, que é o ETF do Brasil, foi o pior investimento, de forma disparada.

Os Estados Unidos, como eu disse no início, foi o melhor dessa janela de tempo.

Agora vamos olhar outras janelas de tempo. Resolvi pegar então os últimos 3 anos e os últimos 5 anos, justamente para vermos se, por exemplo, a China apresentou melhor desempenho recente ou o Brasil deixou de ser o último colocado. Esses que eu citei são exemplos e, caso você goste de algum país específico, pode ver como foi o desempenho dele ao longo desse tempo.

Fonte: Equipe Dica de Hoje Research

Nos últimos 3 anos, vemos que o Brasil permanece em último, mas agora os Estados Unidos estão em terceiro lugar, atrás de Taiwan e da Holanda. E para a minha surpresa, inclusive, a China está na antepenúltima colocação, muito em função da queda deste ano, impulsionada pelas intervenções do governo.

Fonte: Equipe Dica de Hoje Research

Agora nos últimos 5 anos, vemos que o Brasil quase não ficou em último, e só não ultrapassou a África do Sul porque o desempenho neste ano está bem ruim e piorou recentemente. Vemos também que os três primeiros lugares permanecem os mesmos, e com a Índia agora em quarto lugar, um país emergente que realmente tem conseguido crescer bem.

Para finalizar, resolvi também pegar apenas os três primeiros anos (ou seja, 2011, 2012 e 2013) e os 6 primeiros anos, para ver se, dessa forma, o Brasil teria permanecido ou não nos últimos lugares e se tem mudanças significativas nas primeiras colocações.

Confesso que aqui eu já espero um resultado ruim do Brasil, tanto pela depreciação do câmbio, quanto pelos anos de baixo crescimento que resultou no impeachment da ex-presidente Dilma.

Fonte: Equipe Dica de Hoje Research

Nesses primeiros 3 anos, vemos que realmente o Brasil continuou mal, e os Estados permaneceram na primeira colocação, seguido por Alemanha e Suíça. Detalhe para a Índia em penúltimo.

Fonte: Equipe Dica de Hoje Research

Nos primeiros 6 anos, por fim, já vemos uma recuperação da Índia e um crescimento da Suíça e Holanda, com os Estados Unidos se mantendo em primeiro lugar e o Brasil seguindo em último.

Um detalhe interessante aqui é que mais da metade dos ETFs tiveram desempenho negativo neste período.

Como eu disse no início, a moeda também faz a diferença e também por isso, vimos um desempenho tão ruim do Brasil.

Entretanto, como o dólar é a principal moeda do mundo, acho sim importante olharmos também o rendimento de nossos investimentos baseados nele, já que, além de ser a principal reserva de valor global, temos muitos custos baseados no dólar, e, com uma desvalorização excessiva, é inevitável perdermos poder de compra ao longo do tempo.

Como vimos, os Estados Unidos foram o melhor desempenho nos últimos 10/11 anos e isso não quer dizer que será para os próximos 10 e 11 anos. De qualquer forma, acho importante termos investimentos em outros países e justamente por isso, coloquei na carteira internacional de stocks empresas do Japão, Canadá e Reino Unido, além é claro dos Estados Unidos, que são a maioria.

Acredito que investir apenas no Brasil pode ser bastante corrosivo para o patrimônio ao longo do tempo, e apenas você tem o poder de diversificar o seu patrimônio.

Para te auxiliar nesse caminho, temos 5 carteiras no Dica Internacional, que contempla tanto as ações das maiores empresas do mundo, quanto os Reits (similares aos fundos imobiliários) e ETFs internacionais, que auxiliam numa exposição mais global e/ou em setores pouco previsíveis.

Caso você queira saber mais, é só clicar aqui.

Abraços e bons investimentos,

Raphael Rocha.

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Raphael Rocha

Meu nome é Raphael Rocha, tenho 24 anos e sou formado em Administração pelo Ibmec. Algumas de minhas paixões são viagens, leitura e o mercado financeiro. Invisto e ajudo as pessoas a investirem melhor desde os 20 e estou sempre em busca de conhecimento.