Avaliando Investimentos

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Avaliando Investimentos

Hoje vamos falar sobre alguns critérios essenciais ao selecionar investimento, mas não faremos isso observando o ativo de forma geral e sim analisando os seus projetos afinal eles são determinantes para consolidar o crescimento ou o fracasso da companhia. E vale reforçar que não basta ter o recurso é preciso saber o que fazer, como e quando, além de que ter a consciência de que é um recurso limitado, logo o recurso precisa ser direcionado aos projetos com retornos mais adequados, onde os retornos sejam maiores que os custos aplicados no tempo proposto.

Os critérios para escolha devem sempre maximizar os retornos, então é preciso analisar os números, pois os investimentos a longo prazo não são decisões que podem ser modificadas, revertidas só devido a “vontade” da gestão, é preciso considerar todas as incertezas em relação a todas as projeções calculadas afinal são estimativas que podem ser influenciadas por variáveis internas e externas, algumas sem controle. Além do fator de análise ser sempre relacionado ao tempo de conclusão e retorno, ou seja, um projeto que hoje pode parecer pouco impactante no negócio no futuro pode ser um grande diferencial, caso da energia eólica, plantas produtivas sustentáveis, logística reversa, etc.

Para uma compreensão mais efetiva é preciso entender o início do processo que é a escolha do projeto, do investimento, que obviamente leva em consideração fatores como montante de recursos disponíveis versus retorno e necessidade estratégica para o negócio (isso depende do estágio de maturação do negócio). Essa avaliação pode ser um fator que aumenta as projeções de resultado do negócio que acaba refletindo na cotação, ou diminuindo as perspectivas pelo fato de que a alavancagem supera a geração de caixa tornando o negócio mais arriscado para o investidor.

Avaliando o Investimento

Vamos iniciar falando do indicador mais conhecido entre os investidores, o fluxo de caixa. Que nada mais é que a capacidade de pagamento de um negócio, tanto presente quanto futura. E precisa ser considerado futuro quando se analisa as projeções de retorno e saída que o projeto terá no caixa, então podemos usar métodos de caracterizam os impactos, são eles:

  • Fluxo em valores são constantes ou tem variação?

Basicamente pode ser descrito como constante os efeitos dos valores (valor do dinheiro) quando eles têm o mesmo efeito no tempo de projeto, ou seja, o impacto não e significativo para nenhum dos lados.

Na variação tudo o que foi projetado pode sofrer alteração de valor em pesos significativos em um dos lados, seja entrada ou saída, o que demanda uma gestão mais ativa e um cuidado redobrado nos retornos estipulados.

  • Fluxo é periódico ou não?

O tempo é no mesmo período até o fim do projeto ou eles modificam de acordo com o andamento vai evoluindo apresentando pausas e momentos de necessidade maior.

  • Tempos

Com período de carência – pagamento e/ou recebimento inicia após um intervalo pré-estipulado.

Antecipado – pagamentos/recebimentos na mesma data inicial do projeto.

Postecipados – quando os pagamentos/recebimentos são efetuados respeitando o fluxo de caixa de um determinado período.

  • Duração

O fluxo de caixa do projeto tem duração limitada ou não tem prazo definido/determinado na sua vida útil, de funcionamento.

Levando em consideração esses itens podemos determinar se vai ocorrer ou não déficit no caixa da empresa referente a esse projeto.

 

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Retorno Previsto

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O retorno de um projeto é uma projeção calculada como custo de oportunidade, que é o mínimo que o investidor deseja ou como taxa de atratividade que é a representação percentual deste mesmo retorno mínimo desejado para a aplicação do recurso. Considerando esse retorno mínimo podemos usar como ferramenta para cálculo:

  • VPL (valor presente líquido) – Trazer os valores futuros para a data inicial do projeto, se o valor resultante for maior que zero significa que haverá um retorno financeiro positivo, aqui somamos todas as projeções de entrada no caixa descontadas pela TMA (Taxa Mínima de Atratividade) e comparamos com o valor das entradas descontadas também pela TMA. Já se for negativo o projeto é inviável, pois os valores de entrada descontados a TMA são menores que as saídas descontadas a TMA.
  • Projetos com VPL negativo podem ser aprovados em situações onde os critérios envolvam mais do que apenas o retorno individual.
  • Quando a empresa busca decidir por um investimento usa também o índice de lucratividade, VPL/Investimento Inicial e quanto maior a relação maior a taxa de retorno.

Taxa Interna de Retorno (TIR)

Taxa efetiva de rentabilidade do projeto, ela iguala o valor atual na data inicial, todas as entradas e saídas no fluxo de caixa até mesmo o investimento inicial efetuado, com a TMA e a TIR podemos ter uma clareza maior no aspecto financeiro do investimento.

Então quando a TIR de um projeto exceder a TMA é viável.

Se ficar abaixo da TMA não é viável.

Se igualar TMA a decisão é da gestão

Um dos principais cuidados com essa ferramenta diz respeito ao fato de que os reinvestimentos podem causar discrepâncias na taxa, fazendo um projeto ruim ter uma “aparência” boa, criando assim uma expectativa irreal para o retorno do projeto o que altamente prejudicial ao investidor. Quando o projeto exige cálculos mais efetivos de reinvestimento o ideal é usar a TIRM, taxa interna de retorno modificada, onde as taxas usadas nas projeções levam em consideração os ajustes necessários aos valores de investimento tornando assim a taxa mais realista.

Payback Descontado

O payback é o tempo de retorno de um projeto do investimento inicial até quando os retornos acumulados se tornam iguais ao valor inicial, é uma ferramenta que possibilita estimar quanto tempo precisamos até recuperar o que foi aplicado inicialmente.

Podemos também definir como  a quantificação do tempo em que um investimento é “coberto” pelo fluxo de entrada e de saídas do caixa, nesse caso descontado pela TMA, assim não temos problemas em relação ao valor do dinheiro ao longo do tempo ou com os fluxos posteriores ao período de payback simples.

Retorno sobre Investimento

O ROI é um índice de rentabilidade, uma métrica que nos ajuda a saber se a empresa perdeu ou ganhou com os investimentos efetuados em um projeto, usamos ganho obtido subtraímos a quantia gasta com investimento e dividimos pelo investimento total.

Este índice é importante, pois permite que a gestão avalie quais os projetos realmente podem contribuir com os resultados, tornando possível verificar se o investimento naquele projeto é viável, ou deve ser modificado para melhorar o retorno.

Concluindo

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Um projeto lucrativo não é resultado de perspectivas irreais, quando isso ocorre deixa o investidor acreditar em algo que tem poucas chances de se tornar realidade, fazem a cotação do ativo ficar sujeita a variações que não tem fundamento com a realidade do negócio, e isso acontece principalmente quando a empresa comunica projetos com TIR muito elevadas.

Então quando a empresa comunica um investimento é preciso analisar as variáveis de retorno para decidir se é ou não um bom investimento.

Na próxima semana trataremos dos aspectos qualitativos na análise de retorno de um projeto. Até lá!

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Abraços e bons investimentos,

Patrícia Rossari