IGP-M subindo, outro vôo de Galinha na Bolsa?

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IGP-M subindo, outro vôo de Galinha na Bolsa?

 

Quem me acompanha nos relatórios de assinantes de Membros Gold, já deve saber que eu estou com um pouco de receio com relação a alta da inflação, principalmente a medida pelo IGP-M, que em 12 meses já ultrapassou a marca dos 10%.

Claro que podemos comprar ativos que se beneficiem com isso, como por exemplo, Fundos imobiliários de papel (Fiis que investem em títulos de renda Fixa que tenham lastro/garantia em ativos imobiliários), em que eu mesmo divulguei a estratégia há um ano atrás no canal aberto do youtube, clique aqui. Na área de Fiis, no mês de Junho, antes da expressiva valorização de Fiis, analisamos quase todos os Fiis de papel, em relatórios na área de Fiis na Área de Membros para assinantes Gold.

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Voltando a inflação, o que leva um país a ter inflação:

 

São 3 os motivos:

  • Causa monetário (impressão de dinheiro pelo governo – também conhecido como calote branco – Rui Barbosa fez isso no Brasil quando era ministro da Fazenda há mais de 100 anos atrás no Brasil. A Venezuela tem feito isso. O governo paga sua dívida desvalorizando a moeda e tirando o poder de compra do povo.
  • Causas psicológicas (um agente aumenta o preço achando que outro também vai aumentar. Durante a greve dos caminhoneiros, vimos esse fenômeno com o preço da gasolina.
  • Causas Reais (Desajuste entre oferta e demanda – esse iremos trabalhar mais no vídeo).

 

Embora de forma mais tímida, a economia começa a crescer no país desde o mês de Julho/2018. Pessoas estão saindo às ruas para comprar mais produtos e adquirir mais serviços. O IBC-BR, clique aqui ,por exemplo e veja que em Agosto o índice cresceu 0,47%, quase 40% do resultado acumulado no resto do ano, por exemplo. Outro indicador que mostra isso é o índice Cielo de Varejo Ampliado, veja a imagem abaixo, sabendo que o Varejo começa a dar sinais mais fortes a partir de Agosto/2018:

igpm

Retirado do Site da própria Cielo

 

No entanto, enquanto existe um crescimento do consumo, a confiança do empresário industrial, que em última instância é quem fabrica os produtos para que a demanda seja atendida, ainda está com a confiança abaixo da média histórica, levemente acima da pontuação de 50, que é o mínimo para dizer que os empresários estão confiantes, e bem abaixo dos índices registrados no início do ano, quando imaginávamos que em 2018, o atual presidente Michel Temer, conseguiria votar alguma reforma importante para reduzir os gastos públicos.

igp-m

Retirado do Site Portal da Industria

 

Esse índice de confiança ainda não é preocupante, porque as indústrias após uma crise muito forte de 2015 a 2017, tiveram reduções de produção e ficaram com capacidade ociosa, mas se o empresário, não voltar a ter confiança para investir esse desajuste entre oferta e demanda ficará maior gerando uma inflação cada vez maior, que necessitará uma alta de juros, e consequentemente uma queda da atividade econômica mais rápido que o previsto. Ou seja, outro vôo de galinha.

 

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Veja abaixo, que tivemos outras 6 inflações de dois dígitos medidas pelo IGP-M, desde o início do Plano Real (1995, 1999, 2002, 2004, 2010, 2015).

igpm

 

Agora observem abaixo, como em vários anos seguintes a bolsa subiu bastante (4 dos 6 anos posteriores com altas superiores a 20% e 3 dos 6 anos com altas superiores a 35%), mas não conseguiu, manter o crescimento nos anos subsequentes (excluindo o período de 2003 a 2007).

igpm

 

Na minha visão, sem reformas na economia (previdenciária, tributária, política, privatizações em massa e eu ainda iria além nos gastos com servidores públicos), o Brasil tende a conseguir alguns momentos de valorização sem crescimento constante, como os Estados Unidos vêm atingindo por exemplo.

 

E a equação é simples:

Se o governo gasta quase todo o dinheiro da arrecadação de impostos com previdências (de forma geral, incluindo pensões, invalidez, rural, pública e privada) e com despesas de pessoal, sobra menos dinheiro para realizar obras para crescimento da infra-estrutura do Brasil. E sem, investimentos em energia elétrica, rodovias, ferrovias, portos e segurança o país tem um crescimento limitado. Alguns exemplos: Em 2000, deixamos de continuar crescendo pelo racionamento de energia. Agora em 2018, interrompemos o crescimento pela greve dos caminhoneiros que se aproveitaram, da nossa malha logística ser primordialmente rodoviária.

Resumindo: Vamos aproveitar a alta da Bolsa, sabendo que provavelmente será mais um vôo de galinha que o Brasil conseguirá realizar e que não conseguirá se manter no longo prazo, a não ser que algumas reformas sejam votadas já em 2019, ou que o preço das commodities como petróleo e minério subam a patamares como os de 2007 ou 2011 que é pouquíssimo provável.

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Abraços e Bons investimentos,

Daniel Nigri