POR QUE INVESTIR SE EU NÃO SEI SE ESTAREI VIVO DAQUI A CINCO ANOS?

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POR QUE INVESTIR SE EU NÃO SEI SE ESTAREI VIVO DAQUI A CINCO ANOS?

 

Essa foi a pergunta que um amigo meu me fez semana passada. Confesso que no momento fiquei um pouco sem palavras e não consegui embasar a minha resposta suficientemente bem. Eu só conseguia pensar: è claro que você estará vivo em cinco anos, ou a chance de morrer é muito pequena. Mas eram apenas adivinhações. Qual é a chance real de uma pessoa morrer e não usufruir do patrimônio criado? E se a criação de patrimônio levar 20 anos? A chance de morrer nesse período certamente é maior que em 5 anos. Teria mais significado então gastar tudo o que arrecada? Aquilo ficou na minha cabeça, e eu fiquei pensando sobre o assunto por alguns dias. Fiz algumas pesquisas e vejam o que eu descobri.

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A primeira questão que me chamou a atenção era descobrir qual era a chance de uma pessoa morrer nos próximos cinco anos. Então, com algum conhecimento, não muito extenso, sobre as tabelas (tábuas) atuariais que corrigem inclusive os planos previdenciários eu fui procurar essas probabilidades. Veja abaixo uma das tabelas que eu encontrei a AT2000.

Na tabela vemos um índice chamado p(x%) que é a probabilidade da pessoa se manter viva no próximo ano. E q(x%) é a chance da pessoa falecer exatamente nesse ano. Portanto q(x%) = 1-p(x%).

O meu amigo que soltou a pérola que é o título desse artigo tem 39 anos. Multiplicando as probabilidades de sobrevivência dos próximos 5 anos teremos a probabilidade dele continuar vivo até os 44 anos.

Prob. Vida 44 anos = 0,999055 x 0,998957 x 0,998832 x 0,998678 x 0,998495 =

Prob Vida 44 anos = 0,994031 ou 99,40% de chance de permanecer vivo por 5 anos. Logo a chance de morrer é de 0,60%

 

            Como podem ver é uma probabilidade bem pequena!

POR-QUE-INVESTIR-SE-EU-NÃO-SEI-SE-ESTAREI-VIVO-DAQUI-A-CINCO-ANOS-01

             Retirado desse link  inclusive aqui tem um estudo legal.

 

Só pra efeito de comparação, se fosse uma pessoa de 73 anos querendo saber se ela iria permanecer viva até os 78 anos, este mesmo cálculo daria 85,09% de chance de permanecer vivo até os 78 anos. Até pra uma pessoa de 73 anos, vale a pena investir dinheiro. A chance dela permanecer viva por mais 5 anos é maior que a chance dela morrer.

Retirado o primeiro ponto, vamos falar sobre investimentos.

O significado mais básico de investir o dinheiro é trocar um consumo atual por um consumo maior no futuro. Isso seria possível, porque você deixaria de consumir com parte de sua renda e iria ganhar juros com isso. Se o seu ganho for acima da inflação no futuro você terá um consumo maior que o atual.

Mas antes de falarmos sobre isso, é importante falarmos sobre renda de trabalho.

Acredito que todos entendam que a renda do trabalho tem uma curva muito própria dela. É claro que podem haver exceções ou pessoas que fogem a regra, mas normalmente as pessoas ganham pouco dos 16 aos 25 anos, depois essa renda cresce bastante e esse valor fica alto até em torno dos 50 anos. Quando chega nos 50 anos, normalmente essa renda decresce. (Estou falando apenas da renda proveniente do trabalho). Isso pode ser observado na foto abaixo retirada do Livro Investimentos do Mauro Halfeld. Como o livro é de 2002, os valores podem estar desatualizados, mas a curva que é o que importa permanece a mesma.

 

POR-QUE-INVESTIR-SE-EU-NÃO-SEI-SE-ESTAREI-VIVO-DAQUI-A-CINCO-ANOS-02

 

Se você não separar um dinheiro para investir todo mês, você corre o sério risco de ficar apenas na curva preta. A curva que diminui ao longo do tempo a partir dos 50 anos. Para que você tenha acesso a uma renda completa e mantenha o seu conforto e sua qualidade de vida será necessário realizar investimentos e de forma sábia, consistente e ao longo de muitos anos.

Separar uma parte do seu dinheiro para investir precisa virar um hábito

 

      Conclusão

Respondendo ao meu amigo, não temos certeza de quando a morte chegará. Mas utilizando todas as fontes que temos disponíveis, posso garantir que a probabilidade maior é que você que está nos lendo fique vivo ou viva até a velhice.

Imaginando que o INSS irá reduzir cada vez mais a parcela paga para as pessoas, e que cada vez mais existem propostas para que se possa pagar inclusive um valor menor que um salário mínimo, é fundamental que a pessoa separe uma parte para os investimentos e que torne isso um hábito.

Nas consultorias que faço via Skype, costumo mostrar para as pessoas que elas possuem dois períodos na vida economicamente ativa. Um período inicial de “vacas gordas” que ela precisa sustentar o período posterior de “vacas magras”. Se a pessoa consumir todo o seu capital no período que sua renda é maior, ela perderá qualidade de vida, ou precisará trabalhar até morrer. Sabendo que na velhice, as pessoas possuem mais dificuldades para manter o ritmo e a quantidade de horas diárias de trabalho, a renda deve ficar menor.

Em minha opinião, então, aprender a investir é mais que um “extra”, e sim uma necessidade e até mesmo uma urgência. Para que na velhice não viremos um fardo para nossos filhos e netos.

No fim dos artigos eu costumo recomendar alguns produtos para que os leitores / leitoras possam aumentar seu conhecimento. Então hoje, além do livro citado do Mauro Halfeld chamado investimentos, também acho interessante que a pessoa aprenda a investir em ações e em tesouro Direto para fazer uma alocação com uma boa diversificação no patrimônio.

O meu canal possui diversos vídeos, e aqui no site existem diversos artigos para lhe ajudar. E para isso seria necessário encontrar outras visões de investimentos também. Até para você montar a sua própria estratégia. Então eu recomendo esse e-book e ainda esse vídeo aqui. Foca no conceito do vídeo e não no produto que será vendido no final. E com relação a tesouro direto eu recomendo fortemente o curso do Eduardinho do Carteira Rica.

 

 

Abraços e Bons Negócios

Daniel Nigri  CNPI

 

  • Karla

    Daniel, aproveitando o gancho do tópico. E se no caso o investidor morrer daqui 5 anos como ficam os investimentos? Supondo investimentos em títulos privados, títulos públicos, ações… Vai pra inventário e fica com os herdeiros/família?