Pesquisar

7 simples passos para começar hoje mesmo

Olá, pessoal, aqui é o Anderson Ibanez. Sou assinante desde 2018 e estou muito feliz de começar a escrever aqui. Este é o meu primeiro texto para o canal e, como forma de agradecer, já escolhi um tema para ajudar os novos entrantes e, se puder, também os mais experientes. Segue o que aprendi desde que me entendo por investidor.

1. Mapeamento financeiro
Acredito que ninguém tem a vida que deseja ter nesse aspecto. Você pode até estar bem, mas, se quer melhorar e dar os próximos passos, sinceramente, delegue isso a um analista financeiro ou a alguém com mais tempo de estrada. Os erros que essa pessoa já cometeu, ela provavelmente vai te ensinar a evitar, para você não cair nas mesmas armadilhas. É mais barato e mais confiável ver quem já fez do que sair fazendo algo só porque viu um “guru” em um vídeo viral.

Sugestão rápida: abra um Excel simples e faça duas colunas. Em uma, o que você (ou sua família) ganha, ou seja, as receitas. Na outra, as despesas (casa, lazer etc.). A partir daí, você passa a ter uma noção bem mais clara do que entra e do que sai.

2. Monte sua reserva de emergência
Já sei que você deve ter escutado isso inúmeras vezes, mas é o que é. Primeiro, veja quanto você precisa para se manter por mês. Depois, junte dinheiro até ter, em média, 6 meses disso guardados (alguns consideram até 12). Resumindo: de 6 a 12 meses de gastos numa conta, para o caso de surgirem imprevistos.

3. Primeiros investimentos
Aqui vem o seu primeiro investimento: CDB diário, Tesouro Selic, fundo DI (diário) ou caixinha (dessas instituições conhecidas). São todos produtos legítimos, e o que importa é ter algo de onde você consiga resgatar o dinheiro até num domingo à tarde ou num feriado.

Dica de ouro: não abra conta em outro banco ou corretora só porque o seu paga 99% do CDI e o outro oferece até 105%. Lembre-se de que o objetivo é estar seguro. Essa diferença pífia não vai te deixar “mais rico”.

4. Descubra o seu perfil
Depois de seguir os passos acima, vem um fundamental para fazer as escolhas certas: descobrir o seu perfil. Não adianta querer investir em ações, FIIs ou criptomoedas se você não entende o mínimo daquilo em que está colocando o seu dinheiro. Se você já tem conta em alguma plataforma digital, provavelmente já respondeu um desses questionários que classificam o investidor (conservador, moderado, agressivo etc.). O diagnóstico importa não só porque a plataforma pede, mas porque ali você consegue definir o que realmente busca ao investir.

Tem gente que, nos momentos de queda, esbraveja e vai descontar a fúria no analista, no guru ou na política, quando, na verdade, o certo seria ter ficado só na boa e velha renda fixa. Não pule etapas e não fuja de quem você é. Não tem problema nenhum querer uma rentabilidade mais “segura”, sem tanta oscilação.

5. Seja bem-vindo, investidor(a)
Aqui você provavelmente será mais um dos CPFs cadastrados na B3. Ótimo, mas há uma ressalva importante, e digo isso com base em experiência própria: existem entrantes que fazem seus primeiros investimentos e depois nunca mais voltam. Eu sei que eles existem, sim. Quem nunca escutou aquele amigo de trabalho ou o cunhado dizendo que está investindo e que agora tudo vai mudar? Só que passam alguns meses, ou vem uma queda do mercado, e aquela mesma pessoa, tão entusiasmada, abandona o que mal começou a fazer.

6. Ou você está dentro, ou está fora
Não adianta fazer um grande aporte no início e deixar lá parado, achando que sua vida vai mudar numa noite mágica. Qualquer pessoa com o mínimo de bom senso sabe disso. Aqui lembro o Warren Buffett, conhecido de todos: se você der um “google” rápido, vai ver que, nas duas primeiras décadas, o patrimônio dele cresceu devagar. O famoso efeito bola de neve tem um significado simples que muita gente ignora: comece cedo, mantenha a consistência nos aportes (e nos reinvestimentos) e deixe o tempo (os juros compostos) fazer o resto.

7. Diga-me com quem andas e te direi quem és
Não quero e não preciso ser tendencioso, mas, como já disse, a experiência própria me trouxe até aqui. Este que vos fala já foi assinante de várias casas de análise. O motivo de eu estar aqui desde o início, e de continuar, é simples: essa equipe é boa demais. Uma vez que você entra, dificilmente pára de consumir o que eles produzem. Delegue o que você busca a quem entende, foque no seu trabalho e na sua família e deixe o tempo fazer o trabalho dele.

Se eu pudesse te dar hoje a dica mais valiosa, talvez fosse esta: confie no seu analista, foque no que sabe fazer e curta sua família. Confiar não quer dizer parar de acompanhar, então continue lendo, perguntando e entendendo o que está na sua carteira. Isso não quer dizer que tudo será tranquilo, mas, com o tempo, o resultado será extremamente satisfatório. Falo isso com a confiança de quem começou em 2018 e hoje, em 2026, conta essas histórias vividas.

Anderson Ibanez.

Pesquisar