BLACK FRIDAY: Cuidados que você deve tomar!

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Para investir você precisa ter dinheiro. E ter dinheiro é consequência das suas escolhas e prioridades financeiras. Se realmente temos um foco, um objetivo, dedicamos tempo e dinheiro àquilo. O que não é prioridade fica para outro momento. Logo, é hora de prestar muita atenção porque estamos no período das tentações.

Black Friday… Black Week… E até outras promoções fora de hora martelam na nossa cabeça que os descontos são inacreditáveis e que não podemos ficar de fora.

 

Primeiro cuidado: fuja do comportamento de manada.

 

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Se você acredita que todo mundo está correndo para comprar um monte de coisa na Black Friday e você vai ser o(a) único(a) bobo(a) que não vai se beneficiar de nenhum desconto maravilhoso, isso vai acabar fazendo você ceder.

Esse comportamento está muito relacionado com o FOMO, fear of missing out, sigla em inglês para o medo de ficar de fora. É aquela sensação de que você está deixando uma oportunidade passar. A Black Friday é mestre em nos deixar com sensação de FOMO. Temos que ficar atentos para não comprarmos simplesmente porque estamos seguindo a manada.

Esta é uma data que deu muito certo no Brasil. Talvez porque temos essa mania de querermos nos dar bem em tudo. No fim, ficamos muito mais suscetíveis a comprar tudo pela metade do dobro, como dizem.

 

Segundo cuidado: vá atrás das informações.

 

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O ideal é que você já esteja monitorando há algum tempo os preços dos produtos que você quer ou precisa comprar. Assim, você tem bastante dados para fazer a comparação e decidir o que vale ou não a pena comprar.

No entanto, se você não está acompanhando, há diversos buscadores disponíveis gratuitamente na Internet, como o Buscapé e o Zoom, que comparam preços e até mostram um histórico da evolução dos preços. Essa última funcionalidade é muito importante para verificar se, pouco antes da Black Friday, os preços não foram inflados para passar uma impressão de que o desconto é muito bom.

 

O terceiro cuidado: não faça contabilidade mental.

 

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A contabilidade mental é uma maneira que temos de nos relacionar com o dinheiro como se pudéssemos fazer isso de uma maneira estanque. Por exemplo, imagine que você use o seu décimo terceiro para comprar algo na BF. No dia seguinte, você esquece de contabilizar esse gasto, pensa que ainda tem o montante original e acaba usando o dinheiro para outras coisas. No fim, você tinha uma certa quantia, mas acabou gastando muitas vezes aquele valor. Caso você não tenha uma reserva financeira para arcar com os custos, pode acabar se endividando.

 

O erro ao planejar.

Os seres humanos têm certa tendência de errar nos planejamentos. Isso é bastante comum. Nós achamos que os obstáculos serão mais suaves e que os recursos (financeiros, capacidade de tomar decisões etc.) são melhores do que de fato são. As vezes estamos muito bem-intencionados e convictos de gastar somente no necessário, naquilo que já foi pesquisado. O problema é que o nosso autocontrole é finito. Resistimos à primeira tentação. Resistimos à segunda. Na terceira, acabamos cedendo.

Uma forma de contrapor a essa tendência é estipular um teto de gastos. Serve para qualquer situação, seja Black Friday, Natal, ou até gastos do cotidiano. Registre o valor máximo e logo abaixo vá registrando as compras de modo que o valor total não passe daquele teto.

 

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Estipule um teto de gastos e use dinheiro em espécie nas suas compras. Essa dica é infalível, apesar de menos segura e mais trabalhosa. Assim, quando aquele dinheiro acabar, você sabe que chegou no teto. Mas, não vale depois disso começar a usar o cartão, hein!

Fique atento à ancoragem e ao framing, geralmente utilizados em conjunto pelos lojistas. Framing é a forma de apresentar os preços usando a estrutura “de X por Y” ou “de X por apenas Y”. Já ancoragem é passar a impressão de que determinado produto vale muito mais do que o seu preço atual. Juntando os dois você teria algo do tipo: de R$ 1.300,00 por apenas R$ 400,00. Esse tipo de estrutura automaticamente nos dá a sensação de que aquele produto, no preço atual, está uma bagatela! Mas, será que o preço original realmente era R$ 1.300?

Inconscientemente, datas como a Black Friday disparam em nós a crença de que vamos levar vantagem. E, como somos muito movidos pela aversão à perda, nós achamos que, comprando numa promoção, não tem como dar errado, não tem como perder. O problema é que, numa dessas, podemos perder o sono e a paz, e acabar ganhando uma dívida e um arrependimento.

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Mais do que uma oportunidade de gastar dinheiro…

A Black Friday, para nós investidores, é uma ótima oportunidade de investir melhor. Não sei quanto a você, mas eu tenho recebido diariamente ofertas de investimentos, principalmente de Renda Fixa, com taxas acima das taxas de mercado.

Aproveite esta data, sim, para comprar aquilo que você precisa, principalmente seguindo as dicas e cuidados que eu apresentei neste artigo, e com o que você economizar, invista com taxas acima da média. Assim você ganha nas duas pontas!

O que você costuma fazer nessa época do ano? Se descontrola ou segue o plano? Quais estratégias você usa para não cair numa roubada? Conte para a gente!

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Abraços,

Lucas Mauricio