Bola de Neve –  De Juros no Cartão de Crédito ou de Dividendos

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Bola de Neve –  De Juros no Cartão de Crédito ou de Dividendos

A escolha é sua!

Ninguém entende melhor nossas finanças que nós mesmos: o que gastamos, porque gastamos, como e onde podemos poupar mais, como evitar as dívidas ruins, ter cuidado com os juros e olho vivo no cartão de crédito para nunca cair na armadilha do crédito rotativo – o conto de pagar o mínimo, de deixar “rolar”, porque assim “sobra” mais dinheiro.

Na verdade, esse hábito acaba transformando os juros em uma bola de neve, crescendo sem parar, ou então os financiamentos, onde a maioria das parcelas é somente o pagamento dos juros e apenas no final é que se tem a efetiva quitação do passivo adquirido, que provavelmente irá gerar mais passivo. E a bola só vai aumentando, para o lado negativo.

São tantos os erros em uma única frase, que poderíamos usá-la como exemplo da “deseducação” financeira.

Para ter consistência e continuidade, é preciso perceber que poucos reais fazem a diferença, não são insignificantes, e a mesma lógica deve ser aplicada às taxas de juros quando considerarmos um tempo longo. Então, comece com pouco ou muito, mas mantenha sua continuidade e consistência dentro das suas possibilidades de poupar para investir, reinvestindo os dividendos e vendo assim a “bola de neve” a seu favor.

Infelizmente, a maioria da população ignora fatores básicos sobre educação financeira e por isso acredita que a renda variável funciona como uma aposta – tudo ou nada –, que renda fixa não rende nada e que fundos imobiliários rendem muito pouco.

Considere na prática essa lógica

Vamos fazer um exercício rápido e simples, levando em conta o dinheiro gasto com qualquer atividade que pode ser evitada ou reduzida sem nenhuma interferência vital na sua rotina – pode ser almoçar fora duas vezes na semana, a manicure, o par de sapatos/tênis novo, mesmo sem precisar dele de fato (que provavelmente usará apenas duas vezes), a décima quinta cerveja da semana depois do futebol, o estacionamento que pago porque prefiro ir de carro quando poderia ir caminhando, ou o que você determinar como supérfulo.

 

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Veja o que pode ser poupado na semana, sem comprometer seu bem-estar.

Calculando:

Durante um mês você conseguiu, hipoteticamente, poupar R$ 200,00.

Vamos investir R$ 200,00 por mês, durante 20 anos a uma taxa de 1% ao mês

Dinheiro acumulado no período: R$ 197.851,07

Dinheiro investido:     R$ 48.000,00

Total em juros:     R$ 149.851,07

E os dividendos?

Quanto maior for a rentabilidade e o tempo, maior será o valor final, no caso dos dividendos o retorno do investimento de forma frequente, faz com que, quando aportados ao montante principal a longo prazo, aumentem consideravelmente o patrimônio.

Então, além do crescimento e do aumento de valor, que também será refletido na cotação e aliado a esse crescimento, temos essa parcela do lucro que será distribuída e poderá ser usada da forma como o investidor decidir, seja reaplicando no mesmo ativo, em um novo ativo mais atraente naquele momento ou, ainda, usando aquela renda como fonte de sobrevivência.

 

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Exemplo

Imagine que você usa os R$ 200,00 poupados pôr mês, para comprar ativos, a ação escolhida está cotada a R$ 20,00 e os dividendos pagos estão a R$ 0,70 por ação, temos um retorno de 3,5%. Mas, ao consultar a sua carteira você percebe que seu preço médio (total investido/número de ações) neste ativo é de R$ 15,00, então, seu retorno será de 4,66%.

E quando a estratégia do investidor é gerar renda, estamos falando de longo prazo, portanto, o preço ajustado tende a diminuir com o passar do tempo, com novos aportes e com o reinvestimento dos próprios dividendos e das bonificações, e a rentabilidade aumenta.

Se essa empresa que pagou R$ 0,70 por ação, tenha em sua carteira o preço ajustado de R$ 15,00 e que você possui 1.000 ações dessa empresa. Vamos aos números:

1.000 ações x $ 0,70 dividendos= R$ 700,00 valor recebido em dividendos

Você usa esse valor recebido para adquirir mais ações dessa empresa:

R$ 700,00 / R$ 20,00 (cotação atual) = 35 novas ações

Mais os R$ 200,00 que você poupou por mês – R$ 200,00 *12 meses= R$ 2.400,00

R$ 2.400,00 / R$ 20,00 (cotação atual) = 120 novas ações

 

Essas novas ações irão gerar mais dividendos:

120 + 35 = 155 novas ações

Somadas as 1000 ações que estão em sua carteira, serão 1.155 ações, que receberão dividendos, ou seja:

1.155 * R$ 0,70 = R$ 808,50

Esse valor será usado para comprar mais ativos, e assim por diante.

Isso significa uma valorização de 15,5% em valores recebidos de dividendos, só aportando os R$ 200,00 poupados de supérfulos e com o reinvestimento dos dividendos.

 

No ano seguinte, esse valor irá aumentar:

R$ 200,00 que você poupou por mês – R$ 200,00 *12 meses= R$ 2.400,00

R$ 2.400,00 / R$ 22,00 (cotação pode aumentar ou diminuir, então esse valor muda, porem lembre que é renda variável, logo quanto maior a rentabilidade da empresa, maior o dividendo também, desde que você saiba escolher boas empresas geradoras de renda recorrente) = 109 novas ações (mais ou menos)

Mais os dividendos pagos:

R$ 808,5 /R$ 22,00 (mais ou menos, a cotação raramente permanece a mesma): 37 novas ações

E o cálculo continua, agora com:

109 + 37 = 146 novas ações que serão somadas as 1155 que já estão em carteira:

1.155 + 146 = 1.301 ações em carteira * R$ 0,72 = R$ 936,72

Isso significa um aumento de 15,8% no valor dos dividendos recebidos

Agora faça esse cálculo ao longo de vinte anos, e veja a mágica.

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Lembrando que, trata-se de renda variável, então não importa que o foco seja dividendo, a premissa ainda é a mesma, ou seja, análise dos fundamentos, quantitativos e qualitativos, da empresa, os dados dos controladores e os indicadores macroeconômicos. Digo isso porque vejo com frequência alguns investidores que acreditam que: uma vez boa pagadora de dividendos, eternamente boa pagadora de dividendos, e sabemos que isso está distante da realidade.

A diversificação é fundamental, use Tesouro Direto, Fundos Imobiliários, Ações.

Concluindo

existem diferentes estratégias para diferentes perfis, em qualquer tipo de renda, e que o excesso de rótulos e regras sobre o que é “certo “ou “errado”, estratégia “vencedora” ou “perdedora”. Isso nada mais é do que uma tentativa de “forçar” um comportamento em massa, e isso não é produtivo.

Para ter consistência e continuidade, é preciso perceber que poucos reais fazem diferença, não são insignificantes, e que a mesma lógica deve ser aplicada às taxas de juros quando considerarmos um tempo longo. Então, comece com pouco ou muito, mas mantenha sua continuidade e consistência dentro das suas possibilidades para poupar, para investir.

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“Transportai um punhado de terra todos os dias

 e fareis uma montanha” Confúcio

Informação é dinheiro

Até a próxima semana.

Patrícia Rossari