Orçamento Doméstico: O pulo do Gato

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Orçamento Doméstico: O pulo do Gato

Conquistar estabilidade financeira para usufruir de tranquilidade no futuro é um dos grandes desafios atuais. A crise econômica assombra o brasileiro há algum tempo e, para sair desse labirinto, uma solução é construir a sua planilha de orçamento familiar.

Você sabe para onde vai o seu dinheiro? Consegue reconhecer qual é a importância dessa informação para a sua vida futura? Esse tipo de dado tem impacto direto na sua família, nos seus filhos, nas relações afetivas e profissionais. Com uma vida financeira desorganizada e mal planejada, sua mente se estressa e você entra em conflito.

Pense como a ansiedade toma conta de você a cada fim de mês e suga a sua energia. É hora de fazer algo, de tomar as rédeas da sua vida e de reunir forças para enfrentar a realidade e empoleirar-se economicamente.

Em primeiro lugar, planejar é a solução.

 

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Antes de começarmos, é preciso que você entenda uma diferença: controlar não é planejar. O controle diz respeito ao passado. Ele é importante, mas não será o responsável pela transformação da sua vida. Os aplicativos financeiros fazem isso para você, sem que haja envolvimento e comprometimento.

Tudo é automático, integrado à sua conta bancária. O alcance é curto, você apenas olha os gráficos e recebe a informação do que foi feito. É possível saber exatamente o destino do seu dinheiro, mas você não terá ideia do que fazer em seguida.

O essencial é ter planejamento. Ele visa ao futuro e ao que pode ser feito. Com a planilha de orçamento familiar, você e sua família conseguem não só determinar quais serão seus objetivos, mas também quando poderão alcançá-los.

Entender a diferença entre controle e planejamento é fundamental para que você compreenda a necessidade de fazer um orçamento doméstico. Para atingir objetivos, você precisa ter intenção, mirar um alvo, desejar essa coisa — além de saber que, para conquistá-los será necessário esforço e uma boa dose de sacrifício.

O prazer será aproveitado lá na frente. Nada mais gratificante do que recolher uma recompensa e saber que tudo o que foi feito está sendo premiado. Você se elege protagonista de sua história.

 

A para redução de gastos importância do orçamento doméstico

 

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Algumas perguntas importantes

Por que é importante fazer um orçamento doméstico?

“Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”. A frase é antiga, mas ainda faz muito sentido na atualidade! Quando você não tem planejamento, acaba se deixando levar pelas circunstâncias. O destino, porém, pode não ser dos melhores!

Mas, especialmente na vida em família, a gente não pode se dar ao luxo de viver ao sabor do vento. Quando há contas para pagar, filhos para alimentar e um nome limpo a zelar, planejar as despesas com cuidado deixa de ser uma opção e passa ao status de obrigação. A única forma de evitar que as coisas saiam dos eixos é por meio do planejamento financeiro.

O orçamento doméstico é a ferramenta mais eficaz para conseguir controlar gastos em família. Com ele, você:

  • Tem uma visão clara de tudo o que precisa pagar;
  • Consegue encaixar cada peça do seu orçamento;
  • Avalia onde estão seus gastos maiores;
  • Pode tomar atitudes para economizar;
  • Garante estabilidade financeira em longo prazo por meio de investimentos.

 

Como os gastos do dia a dia prejudicam a estabilidade financeira?

A estabilidade financeira é construída com base na economia que se faz no dia a dia. Você já percebeu que depois de gastar com várias coisas aparentemente pequenas o total faz uma diferença grande no seu saldo? Quem está procurando economizar dificilmente vai ceder à compra de um produto que custe R$ 100, mas pode acabar fazendo pequenas compras, de R$ 20, R$ 15 ou R$ 10.

 

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Experimente verificar o extrato da sua conta ou a fatura do seu cartão de crédito, somar essas despesas que aparentemente não têm importância e, ao final, veja quanto elas levaram embora. O prejuízo que isso causa é enorme: em vez de gastar R$ 300 com petiscos, aplicativos de transporte compartilhado e pequenas despesas supérfluas, você poderia estar pagando uma parcela do seu carro ou casa própria.

 

Em resumo

você deixa de poupar e investir naquilo que pode trazer estabilidade e segurança financeira em prol de gastos que não ajudam a construir algo! Esse é o grande prejuízo da falta de um orçamento que possa guiar suas escolhas.

 

Quem tem uma previsão financeira para o mês sabe quanto pode gastar com cada área da sua rotina. Assim, enxerga melhor o que é supérfluo e o que não é. Um alarme soa na sua cabeça diante de cada gasto imprevisto, gritando: opa! Isso está fora do orçamento!

 

Como montar o orçamento doméstico ideal?

A importância de ter um orçamento doméstico bem montado ficou clara, certo? Ele vai guiar você pelos caminhos da economia, ensinando a poupar e direcionar sua renda para conquistar a estabilidade financeira tão desejada.

 

Agora, resta saber como montá-lo para que seja eficiente, cumprindo completamente seu papel, que é:

 

  • Projetar as receitas e as despesas do período;
  • Encontrar pontos de gastos desnecessários;
  • Permitir atitudes para economizar;
  • Direcionar bem o saldo extra obtido.

 

Portanto, siga os passos a seguir e construa o orçamento doméstico ideal para suas necessidades.

 

Reduza os gastos

Existem muitas despesas no orçamento doméstico, algumas são mesmo inevitáveis. Mas, ainda assim, é possível reduzir gastos com elas, moderando o consumo de água, luz, telefone, internet, compras de supermercado, gastos com material escolar e combustível.

Tudo o que for realmente “dinheiro jogado fora” corte definitivamente (compras recorrentes com roupas e calçados, por exemplo). Procure formas de entretenimento mais acessíveis. Evite os desperdícios.

 

Tenha sempre uma reserva financeira

O consumidor previdente não deixa de manter uma reserva financeira para suprir imprevistos e necessidades de última hora, bem como para comprar um bem e aumentar o patrimônio.

Se quiser, poderá guardar dinheiro na poupança, cuja rentabilidade é baixa, mas ainda é segura. Contudo, houve momentos em que a inflação foi tão elevada que os juros da poupança não foram suficientes para manter o poder de compra do consumidor.

 

Evite as tentadoras compras a prazo

Hoje, podemos financiar praticamente tudo: desde a compra de um sorvete até a compra de um apartamento de luxo. Compras no cartão de crédito são compras financiadas que, por facilitarem o acesso a diferentes produtos, são frequentemente efetuadas.

Em alguns momentos, as compras parceladas podem realmente ajudar. No entanto, é preciso selecionar bem o que se vai comprar. Quanto mais longo o prazo, mais elevada será a taxa de juros.

 

Pague em dia suas contas

Se você sofre do mal do esquecimento e acaba atrasando seus pagamentos, é preciso corrigir urgentemente essa falha. Pode encarregar uma pessoa da família desses pagamentos para evitar atrasos, cortes dos serviços fundamentais e a incidência de juros e multas.

Pode usar um sistema de gestão automatizado ou um aplicativo de finanças para fazer alertas sobre as datas de vencimento das contas e faturas. Também pode automatizar o pagamento em sua conta corrente.

 

Calcule os gastos conforme sua renda e fique alerta ao poder de compra

Procure ter bem definido o valor de sua renda. Para profissionais autônomos, que não possuem salário definido, pode ser uma tarefa mais difícil, mas necessária. Todas as suas despesas fixas e gastos em geral devem ser feitos respeitando os limites de sua renda.

 

O que deve constar em sua planilha de orçamento familiar

 

  • Receita mensal: todas as rendas da família — como salários líquidos, trabalhos extras, 13º, bônus etc.;
  • Investimentos;
  • Gastos frequentes e compromissados: contas de energia, água, telefone, internet, celular, plano de saúde, mensalidade escolar, condomínio, aluguel, funcionários domésticos, parcelas do carro, tarifas bancárias, anuidades;
  • Gastos frequentes: alimentação, transporte, supermercado, educação complementar, lazer;
  • Gastos eventuais: IPTU, IPVA, material escolar, matrícula, viagens, presentes (Natal, datas comemorativas, aniversários);

Esses dados devem ser anotados diariamente. Faça a previsão dos meses seguintes com base na média dos últimos períodos. Essa visão do que você gasta no mês em relação ao que ganha lhe dará noção de como manejar custos e estabelecer metas.

 

O pulo do gato

 

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Muitos educadores financeiros indicam que se deve anotar os gastos do mês e depois lançá-los em uma planilha ou anotação de controle. Errado! O segredo para o sucesso é acompanhar suas finanças diariamente, despesa a despesa. Sua planilha deve ser diária!

Fazendo um controle diário você não deixa escapar aqueles gastos que não será capaz de lembrar no fim do mês. Mas calma, não é preciso ficar refém do software de controle ou de sua planilha, você pode anotar os gastos de alguns dias no caderninho e depois passá-los para o programa. Sim, é importante que se use um programa para auxiliá-lo, embora seja perfeitamente cabível fazer as anotações de forma mais simples, com caneta e papel, afinal, algumas pessoas, principalmente as mais velhas, não se dão bem com tecnologia. Isso em hipótese alguma deve servir de desculpa.

 

Os erros mais comuns no orçamento pessoal

 

  1. Não destacar valores parcelados

Valores parcelados no cartão devem entrar no orçamento pessoal todos os meses, independentemente de quando vier a fatura. Muitas vezes, essas parcelas só aparecem na fatura na véspera do fechamento, então é muito comum que as pessoas ignorem esses gastos. Não cometa esse erro e mantenha o controle de todas as parcelas que estão por vir!

 

  1. Não ter um fundo de emergência

Por mais difícil que seja, procure pensar sempre na possibilidade de haver emergências em sua vida, sejam elas de saúde, de manutenção do carro, ou até mesmo de reformas de última hora na casa. Esses são gastos imprevisíveis e, justamente por isso, devem contar com um “colchão” financeiro. Se você vive com o orçamento completamente no limite e não guarda nada para eventualidades, corre sério risco de se endividar quando elas ocorrerem.

 

  1. Deixar de anotar pequenos gastos

Sabe o cafezinho na padaria? O gasto diário na banca de jornal? As compras de última hora na farmácia? Por menores que sejam esses gastos, eles também devem ser contabilizados. Deixar de considerá-los como despesas no orçamento é ignorar para onde vai seu dinheiro!

 

  1. Acompanhar suas receitas e gastos apenas pelo extrato do banco

O extrato do banco não é o meio mais fácil de acompanhar seus gastos e receitas. Muitas vezes as movimentações são confusas e não ficam claramente identificadas no extrato. Se você tem dificuldades em ler seu extrato, procure utilizar aplicativos como o do GuiaBolso, que agrupam seus gastos e receitas de acordo com a natureza e facilitam a tarefa de categorização, análise e acompanhamento de suas movimentações financeiras.

 

  1. Viver além de suas possibilidades financeiras

Por mais que você tente se enganar, não há como viver além de suas possibilidades financeiras.

Seja realista e não ignore quando seu mês sempre termina no vermelho. Se for esse seu caso, procure já reduzir suas despesas e levar uma vida com menos gastos cotidianos.

 

  1. Pensar em seu orçamento pessoal a curto prazo

Orçamento é também planejamento. Se planejar para o futuro é mais do que uma característica de pessoas organizadas, é uma necessidade de quem tem objetivos financeiros. Não deixe de pensar a médio e longo prazo, fazendo investimentos para o futuro e se prevenindo por meio de fundos de emergência.

 

  1. Usar o cheque especial

Jamais use o cheque especial. Os juros cobrados são caros, há incidência de IOF (imposto sobre operações financeiras) e esse é um hábito perigoso para quem pretende regularizar as contas. Reorganize suas contas de forma a não precisar de usar esse tipo de crédito.

 

Conclusão

Quando se trata de finanças pessoais, a regra geral é você sempre ficar sabendo o quanto pode gastar para não se endividar no futuro e controlar estas receitas e despesas todo mês.

Em resumo, faça um diagnóstico durante 30 dias e após esse período comece o controle diário efetivo de seus gastos, devidamente categorizados e organizados. Em seguida, avalie se em aproximadamente três meses ou menos esse tipo de prática já se tornou um hábito. Durante esse período você já deverá ter observado os primeiros resultados.

Quando estiver tudo sob controle, continue reavaliando periodicamente seus gastos e como e onde pode cortar mais alguma coisa, não deixe de comparar com meses e anos anteriores. Faça um planejamento antecipado, organize suas compras futuras tentando poupar para elas no presente.

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