O Mito do Come-cotas: Mito ou verdade?

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Carteira Z:O MONSTRO DO COME COTAS: MITO OU VERDADE?

Atendendo a diversos pedidos, resolvemos escrever este artigo para esclarecer algumas dúvidas referentes ao famoso come-cotas, bem como desvendar se as pessoas que deixam de investir em fundos por medo do come-cotas tem razão.

Quem aplica recursos em fundos de investimento está sujeito a dois tributos: o Imposto sobre a Renda (IR) e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ambos são retidos na fonte pelo administrador do fundo. Isso significa que o banco recolherá os impostos em seu nome e você não precisa pagar nenhum boleto ou guia.

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um tributo federal que incide sobre as operações de crédito, câmbio e seguro ou relativas a títulos ou valores mobiliários. Ele é utilizado pelo Governo Federal para estimular ou desestimular determinados comportamentos na economia.

No caso dos fundos de investimento, o IOF incide sobre o rendimento das aplicações que permaneçam investidas por menos de 30 dias. A alíquota do IOF varia de 96% a 0% dos ganhos, dependendo do número de dias decorridos entre a aplicação e o resgate. A partir do 30º dia, não ocorre mais a incidência do IOF.

O come-cotas nada mais é que uma antecipação do imposto de renda, que é cobrado duas vezes ao ano: no último dia do mês de maio e de novembro.

 

Resumindo: se você investiu em um fundo em fevereiro e pretende resgatar no mesmo ano em setembro, nesse interim haverá o i.r antecipado de 15% no último dia de maio, e no resgate incidirá automaticamente o i.r. remanescente (no caso 5%).

 

Lembrando que a tabela regressiva de i.r. são para fundos de longo prazo (como fundos de renda fixa e multimercados).

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Os fundos de ações (que devem manter no mínimo 67% de seus recursos alocados em ações negociadas em Bolsa de Valores) tem a tributação fixa de 15% .

 

Mas por que o nome come-cotas?

O come-cotas ganhou esse nome porque sua cobrança reduz o número de cotas detidas pelo investidor no fundo. Na prática, é como se o Governo Federal realizasse um resgate parcial do seu investimento, a título de recolhimento do IR.

Mas agora vem o questionamento de muitas pessoas: quanto um fundo teria que render acima de uma aplicação sem come-cotas para que compense a sua suada aplicação?

Faremos 3 simulações:

  • FUNDO DE INVESTIMENTO X CDB de 3 ANOS
  • FUNDO DE INVESTIMENTO X CDB DE VENCIMENTO DE 2 ANOS POR 10 ANOS.
  • FUNDO DE INVESTIMENTO X INVESTIMENTO DE 10 ANOS

 

No primeiro exemplo, simulamos o valor de R$ 100.000 reais, aplicados sem o come-cotas por 3 anos e à taxa de 6,75% (100% da SELIC).

Ao final de 3 anos teríamos o valor de R$ 118.400,49.

Para uma aplicação com come-cotas render o mesmo valor, ela deveria render 6,83%, ou seja, próximo a 101% do CDI.

Neste primeiro exemplo vemos que um fundo rendendo acima de 101% do CDI já seria mais vantajoso comparando-se com o CDB.

 

No segundo exemplo comparando um fundo de investimento com um CDB que terá seu resgate bianualmente, aplicando R$ 100 mil à mesma taxa de 6,75% a.a. teremos ao final de 10 anos R$ 175.153,31 no CDB.

 

Para um fundo chegar nesse valor teria que render 6,80% a.a, ou seja, os mesmos 101% do CDI.

 

No terceiro exemplo, comparando o fundo com come-cotas diante de um investimento qualquer que pudesse ser mantido por 10 anos, rendendo 6,75% ao ano e com recolhimento de imposto de renda de 15% somente no final do investimento (o que é impossível atualmente com CDB por não haver títulos com prazos tão longos).

 

O investimento rendendo 100% do CDI atual (6,75%) durante 10 anos com cobrança do i.r. somente ao final do período representaria a quantia de R$ 178.341,96, enquanto um fundo precisaria render 7.02%, ou 104% do CDI para alcançar o mesmo valor.

Portanto podemos chegar a conclusão de que se escolhermos bons fundos e analisarmos as suas gestões e indicadores, conseguiremos constantemente rentabilidades atraentes e bem superiores aos investimentos populares em que não há come-cotas (CDB, LCI, LCA), ou seja, o MONSTRO não é tão grande quanto muitos pregam.

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Há de se levar em consideração também a liquidez, que nos fundos, geralmente é bem maior.

 

Exemplificando: há pessoas que por medo do famoso COME-COTAS preferem investir em CDB de 116% do CDI, e ficam presos por anos, a investir em um fundo com volatilidade baixa e com boa previsibilidade que rende próximo a 140% do CDI.

Se levarmos em consideração essa diferença de rentabilidade, estaremos perdendo em 10 anos optando pelo CDB, além da liquidez, uma quantia superior a R$ 10 mil reais. É o preço do desconhecimento.

 

A Carteira Z foca em identificar as melhores gestões no mundo dos fundos de investimentos, objetivando trazer informação, análise de indicadores e montagem de carteiras para que seus ganhos possam, consequentemente, potencializar-se. Temos também o compromisso de trazer informações exclusivas a fim de que o investidor possa tomar suas decisões por conta própria e adequar sua carteira ao seu perfil de risco.

 

Em fevereiro a nossa Carteira Z HARD composta de 5 fundos rendeu 2.94% contra 0.68% do Ibovespa e no ano acumulamos alta de 16.11% contra 11.81%. Uma Superioridade de quase 50%.

 

IBOVESPA X Z HARD

A Carteira Z LIGHT, composta por 3 fundos, sendo a mais conservadora, tem a média no ano de 122% do CDI; a Carteira Z PLUS, admitindo leves exposições e com a alocação de 4 fundos alcança a média de 131% do CDI no ano e a Z MEDIUM com 5 fundos, possuindo um pouco mais de volatilidade, 269% do CDI.

 

Confira o primeiro relatório Carteira Z 

 

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O Trabalho da Carteira Z está sendo feito em parceria com o Dica de Hoje e por isso se você quiser aproveitar para acessar o trabalho de Fundos de Investimentos da Carteira Z e das carteiras de ações do Dica de Hoje.

 

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Abraços e bons investimentos,

Rafael Zattar