Fonte: Google

 O S&P 500, principal índice da bolsa americana, que contempla as 500 maiores empresas dos EUA, atualmente está com uma queda de 12% no ano.

Isso é bem diferente dos ganhos de quase 29% em 2021, do crescimento de 18% em 2020 e do desempenho muito forte em 2019, ano em que o índice subiu 31%. Será que as quedas do ano vão parar e ele vai voltar a subir?

Neste ano o índice chegou a cair quase 24% e graças a um mês de julho bem forte, ele se recuperou e está perto de cair apenas um dígito nesse ano, mesmo que recentemente tenha saído os dados do PIB dos EUA, que retraiu pelo segundo trimestre seguido configurando uma “recessão técnica”.

Além disso, temos alguns outros “ventos” contrários, como lockdowns na China, guerra na Ucrânia e maior inflação dos últimos 40 anos jogando contra o crescimento na maior economia do mundo.

Mesmo com tudo isso, a queda mais forte na bolsa pode ter ficado pra trás e muitos investidores têm se perguntado se é hora de “voltar comprar ações internacionais” e “se a bolsa americana vai voltar a subir rápido a partir de agora”.

Inclusive, recebi uma pergunta similar a essa no Telegram nesta semana.

Vou ser sincero aqui…seria muito mais simples e fácil eu falar que a bolsa vai subir rápido, que o retorno que tivemos no passado vai voltar e quem comprar agora vai ficar rico em pouco tempo. Mas eu sou analista, não sou profeta e muito menos vendedor de sonhos.

Hoje, o que está fazendo a bolsa subir ou cair é a inflação e o receio de uma possível recessão nos Estados Unidos. O CPI, principal índice de inflação ao consumidor nos EUA, veio melhor que o esperado em julho e a inflação pode já ter atingido seu pico em junho.

Fonte: Infomoney

Além disso, a taxa de desemprego nos Estados Unidos está em 3,5%, menor patamar desde 1969.

Ou seja, se a inflação realmente tiver atingido o seu pico em junho, pode ser que o banco central americano não precise subir tanto os juros quanto o esperado. E com uma taxa de desemprego tão baixa, acredito que os Estados Unidos ainda estejam distantes de uma possível recessão.

Caso isso aconteça, a bolsa realmente pode subir rápido nas próximas semanas e meses, já que os principais “medos” do mercado podem não ser tão ruins quanto o que está precificado hoje.

Mas lembra que eu disse que eu não sou profeta e nem vendedor de sonhos?

Então, esse não é meu cenário base. Eu acho sim que vamos ter uma recuperação na bolsa americana, mas que não será linear e nem rápida. Além disso, tenho receio que a inflação seja um pouco mais duradoura, o que pode significar tanto um aumento maior de juros, quanto um nível de juros elevado por um pouco mais de tempo.

De qualquer forma, eu acho o nível da bolsa atualmente bom pra comprar e, por mais que eu acredite que o crescimento vai ser mais devagar, eu continuo comprando ações internacionais e não ficaria de fora desse mercado. Essa, inclusive, foi a resposta que eu dei no telegram, há alguns dias atrás, para a pergunta se a bolsa iria subir mais rapidamente a partir de agora.

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E sabe o que é melhor? Crescer devagar, na minha opinião, pode ser até melhor. No final do ano, por exemplo, eu espero ter mais dinheiro investido do que tenho hoje e, se eu conseguir investir mais dinheiro em níveis de preço similares aos de hoje, e se a bolsa realmente subir depois, o meu retorno será melhor.

Para finalizar e corroborar com a tese de que eu acho que a bolsa não sobe devido ao medo da inflação e da recessão, não é sempre que nós vemos o Google com queda de 18% no ano, negociando a 19x lucros futuros e com crescimento esperado de dois dígitos nesse e no próximo ano, né?

Fonte: Google

 

Além do Google, na minha opinião tem diversas outras empresas negociando com boa margem de segurança para o seu preço justo. Todas essas empresas estão dentro de nossas carteiras no Dica Internacional. Clique aqui para ver mais.

Abraços e bons investimentos,

Raphael Rocha.

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Raphael Rocha

Meu nome é Raphael Rocha, tenho 24 anos e sou formado em Administração pelo Ibmec. Algumas de minhas paixões são viagens, leitura e o mercado financeiro. Invisto e ajudo as pessoas a investirem melhor desde os 20 e estou sempre em busca de conhecimento.