Daniel, nas últimas eleições presidenciais, o dólar deixou uma mensagem clara para o investidor brasileiro:
o risco de estar 100% concentrado no Brasil aparece justamente nos momentos de maior incerteza.
Em 2014, o dólar disparou na reta eleitoral.
Em 2018, caiu com a expectativa de reformas, mas voltou a subir depois.
Em 2022, mesmo sem explosão imediata, continuou pressionado pelas dúvidas fiscais e pela transição econômica.

1. O que o gráfico mostra
No gráfico, eu normalizei o dólar em cada eleição para 100 pontos 30 dias antes do 2º turno. Assim, dá para comparar o movimento relativo entre eleições diferentes.
Eleição de 2014
Em 2014, o dólar saiu de R$ 2,2358 em 01/09/2014 para R$ 2,5335 no primeiro pregão após o segundo turno, em 27/10/2014. Depois, seguiu em R$ 2,5595 em 28/11/2014.
Leitura racional:
O mercado enxergava risco de continuidade de uma política econômica com mais intervencionismo, deterioração fiscal e perda de confiança. Resultado: o dólar subiu forte no ciclo eleitoral.
Quem estava 100% exposto ao real viu o poder de compra internacional do patrimônio encolher rapidamente.
Eleição de 2018
Em 2018, o dólar estava em R$ 4,0033 em 28/09/2018, caiu para R$ 3,6362 em 29/10/2018, primeiro pregão após o segundo turno, e voltou para R$ 3,8627 em 30/11/2018.
Leitura racional:
O dólar caiu porque o mercado precificou uma agenda econômica mais liberal, com expectativa de reformas, privatizações e ajuste fiscal. Mas a queda não eliminou o risco estrutural: semanas depois, parte do movimento foi devolvida.
Mesmo quando o dólar cai no curto prazo, a proteção internacional continua fazendo sentido. O objetivo não é adivinhar eleição; é não depender de um único país.
Eleição de 2022
Em 2022, o dólar saiu de R$ 5,4060 em 30/09/2022, foi para R$ 5,2564 em 31/10/2022, primeiro pregão após o segundo turno, e fechou 30/11/2022 em R$ 5,2935.
Leitura racional:
A eleição foi extremamente apertada, mas o câmbio não explodiu imediatamente. O mercado primeiro avaliou composição do Congresso, transição, risco fiscal e nomes da equipe econômica. Ou seja: o dólar reagiu menos ao resultado isolado e mais ao pacote de expectativas.
O problema não é só quem ganha. O problema é o tamanho da incerteza que vem depois.
Ou seja: o problema não é tentar adivinhar se o dólar vai subir ou cair na próxima eleição.
O problema é depender do real como se o Brasil fosse um ambiente previsível.
E não é.
Eleição, risco fiscal, juros americanos, crise política, fuga de capital, commodities, Congresso, Banco Central, inflação…
Tudo isso pode mexer diretamente com o câmbio.
E quando o dólar sobe, o efeito é imediato:
seu poder de compra internacional cai, viagens ficam mais caras, produtos importados sobem, empresas com custo dolarizado sofrem e seu patrimônio em reais perde força no mundo.
É por isso que o investidor inteligente não compra dólar por medo.
Ele constrói uma estratégia.
Uma estratégia para proteger parte do patrimônio.
Uma estratégia para acessar empresas globais.
Uma estratégia para buscar renda em moeda forte.
Uma estratégia para não depender exclusivamente do Brasil.
No evento Renda Internacional, você vai entender como usar o dólar de forma mais inteligente dentro da carteira — não como aposta, mas como proteção e geração de renda.
Porque, no fim, a pergunta não é:
“o dólar vai subir na próxima eleição?”
A pergunta é:
se ele subir, o seu patrimônio está preparado?
👉 Participe do Renda Internacional de 25 a 28 de maio.
Link
https://lp.dicadehoje7.com/renda-internacional-agosto-2025