TRAVA CALENDÁRIO

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Estrategistas, falaremos hoje da estratégia chamada de Trava Calendário ou Calendar Spread (ou ainda Trava Horizontal de Linha – THL).

A estratégia consiste na montagem de uma trava: compra de uma opção e venda da opção do mesmo ativo objeto e mesmo strike, e a diferença é a característica horizontal, ou seja, a opção comprada tem vencimento diferente da opção vendida.

Nas estratégias com travas, a opção comprada limita o risco da opção vendida, ou seja, o prejuízo é limitado – assim como o lucro.

Na Trava Calendário iremos comprar uma opção CALL com vencimento (exercício) mais distante, por exemplo vencimento em 21/12/20. E vender uma opção CALL com vencimento (exercício) mais perto, por exemplo vencimento em 16/11/20.

As opções tendem a se desvalorizar com a passagem do tempo, e a opção com vencimento próximo irá desvalorizar mais rápido que a opção com vencimento mais longo.

Isso ocorre devido ao theta das opções, que é uma grega que representa um valor ligado ao tempo, ou seja, valor extrínseco da opção, e com a passagem do tempo a tendência é de as opções perderem valor. Isso se deve ao fato de que, quanto mais próximo ao vencimento estivermos, menor a probabilidade de o ativo-objeto se movimentar mais bruscamente e, por conta disso, menor valor terá a opção.

Para essa estratégia, é ideal que as opções compradas e vendidas sejam opções ATM (At the Money), ou seja, no dinheiro. Significa que o strike (preço alvo) das opções estejam muito próximo do preço atual do ativo objeto (ação).

Vejamos dois gráficos que exemplificam a:

Gráfico Preço do Prêmio x Tempo:

 

 

Percebemos que na opção comprada iremos pagar mais caro que a opção vendida e quanto mais próxima do seu vencimento menor será o seu preço.

A ideia aqui é que, com a passagem do tempo a opção vendida vá perdendo o seu valor, e próximo ao vencimento iremos comprar as opções que vendemos e vender as opções que compramos, com isso zeramos a posição e auferimos o lucro.

O lucro depende do fato de que a posição comprada perca menos valor que a posição vendida e, para isso, é necessário que a ação (ativo-objeto) não se movimento muito.

A opção comprada perde menos valor que a opção vendida pois seu exercício é mais longo e o theta corrói as opções com maior intensidade mais próximo do vencimento.

Existe também a possibilidade de não zerar a posição próximo ao primeiro vencimento, sendo possível fazer a rolagem reaplicando a estratégia com opções que vencem em exercícios posteriores.

Vejamos o seguinte gráfico:

Então vemos que, a opção vendida um pouco antes do seu vencimento em novembro estará bastante desvalorizada. É nesse momento que a operação é encerrada e embolsamos o lucro, conforme explicitamos acima.

É possível também comprarmos opção mais longa, com 3 ou 4 meses para o vencimento (ou até mais, se houver liquidez) e ir vendendo opção de mês em mês, com mesmo strike e mesmo ativo-objeto.

Como se vê, existem inúmeras formas de se montar a Trava Calendário.

Oportuno dizer que a Calendar Spread pode ser montada com CALL ou com PUT.

Veremos agora cotações de opções na montagem da estratégia para ilustrar, lembrando que não é recomendação de investimento e os valores são fictícios a fim de instrução.

Vejamos a seguinte operação hipotética:

Compra da CALL ITUBL236 a R$ 1,51 cada.

O strike desta opção é de R$ 23,55 e vencimento em 21/12/20.

 

Venda da CALL ITUBK216 a R$ 1,01 cada.

O strike desta opção é de R$ 23,56 e vencimento em 16/11/20.

 

Perto do vencimento, caso o ativo-objeto esteja no mesmo patamar quando da montagem da estratégia:

ITUBK216 cotada a R$ 0,08 cada.

ITUBL236 cotada a R$ 1,01 cada.

 

Resultado da Reversão ou Zeragem de posição:

Venda da opção comprada: R$ 1,04 – R$ 1,51 = – R$ 0,47

Compra da opção vendida: R$ 1,01 – R$ 0,08 =    R$ 0,93

 

Lucro ou prejuízo : R$ 0,93 – 0,47 = + R$ 0,46 por opção.

Se nesse exemplo tivermos feitos com mil opções então o lucro seria de: 1.000 x R$ 0,46 = R$ 460,00.

Segue gráfico de payoff:

A linha vertical é o Lucro/Prejuízo da operação e a linha horizontal é o preço da ação (ativo-objeto).

Teremos o lucro máximo perto do vencimento da opção vendida, quando o preço da ação estiver igual ou muito próximo do preço (do ativo-objeto) do dia da montagem da operação.

À medida que a ação subir ou cair iremos ter menos lucro e, se processo continuar passaremos a ter prejuízo, sendo que o prejuízo máximo é o custo da montagem da estratégia.

Estrategistas, ficamos por aqui!

Salientamos que este artigo não é uma recomendação de investimento, e sim para caráter educativo.

Caso você queira saber mais sobre estratégias com opções, conheça a Estratégia Xeque Mate, que é uma poderosa ferramenta de geração de renda robusta e recorrente.

Marcelo Meurer

Estrategista de Opções do Dica de Hoje.

 

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