Resultados de Petrobras do 4T18

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Resultados de Petrobras do 4T18

Petrobras (código Bovespa: PETR3, PETR4)

RESUMÃO – Resultados 4T18:

(Data de divulgação: 27/Fevereiro/2019)

(Dados retirados do site de RI)

 

– Estratégia da Empresa:

O plano Estratégico (PE 2040) e de Negócios e Gestão (PNG 2019-2023) da Petrobras possui foco na exploração e produção de óleo e gás natural, notadamente no pré-sal brasileiro.

No médio prazo a comercialização e utilização do gás natural como fonte de geração de energia ganhará mais relevância nas operações da empresa, seguindo a tendência desse combustível na transição energética.

No longo prazo, estudarão oportunidades em energias renováveis, que tenham sinergias com suas atividades e vantagens competitivas.A tecnologia digital permeará suas atividades ao longo desse horizonte (PE 2040) com o objetivo de redução de custos e aumento de produtividade. Em 2019, a Petrobras projeta um aumento da produção de petróleo e gás natural para 2,8 milhões de boed, sendo 2,3 milhões de boed de petróleo no Brasil.

Este crescimento será viabilizado pelo ramp-up das plataformas recém-instaladas e pela entrada em operação da P-77 e da P-68. A empresa seguirá com os desinvestimentos e a redução da alavancagem financeira, mantendo a disciplina de capital e otimizando a gestão de portfólio, da dívida e do caixa.  

 

– Composição Acionária:

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– Destaques Operacionais e Financeiros:

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– Receita de Vendas:

Em 2018, a receita de vendas totalizou R$ 349.836 milhões, aumento de 23% em relação a 2017, refletindo os maiores preços dos derivados no mercado interno, principalmente diesel e gasolina e das exportações, acompanhando o aumento de 31% da cotação do Brent e a depreciação de 14% do real.

Apesar do maior volume de vendas de diesel, houve queda no volume total das vendas de derivados no mercado interno em 3% e nas exportações em 10%, em função da menor produção de óleo.

Em comparação entre 4T18 e 3T18, a receita de vendas foi de R$ 92.720 milhões, inferior em 6%, refletindo os menores preços dos derivados no mercado interno e das exportações, em linha com a redução do Brent em 10% e a apreciação do real em 4%, bem como menor preço de venda de energia.

 

 

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– EBITDA Ajustado:

O EBITDA Ajustado em 2018 atingiu um recorde de R$ 114.852 milhões, acréscimo de 50% em relação a 2017, como resultado das maiores margens nas vendas de derivados no mercado doméstico e das exportações, acompanhando o aumento do Brent. E a margem EBITDA ajustado aumentou significativamente, de 27% para 33%. resultados-de-petrobras-do-4t18-03  

OBS: É interessante observamos no gráfico anterior que o EBITDA foi maior que 2011 e 2012, apesar da cotação do Brent ter batido o preço de US$112/bbl naqueles períodos!

 

– Lucro Líquido:

O lucro líquido da Petrobras em 2018 foi de R$ 25.779 milhões, equivalente a R$ 1,98 por ação, o primeiro numa sequência de prejuízos anuais desde 2014.

Esse resultado, que inclui efeitos de R$10 bilhões negativos em itens especiais, foi também influenciado pela considerável alta dos preços médios (Brent) de 31%, a depreciação do real em relação ao dólar, redução dos juros pagos devido ao declínio do endividamento (R$1,1 bilhão) e o ganho contábil derivado da regularização de créditos contra a Eletrobrás (R$ 5,3 bilhões).

Excluindo o impacto dos itens especiais, o lucro líquido seria de R$ 35.974 milhões e EBITDA ajustado de R$ 122.002 milhões.   No 4T18, o lucro líquido foi de R$ 2.102 milhões, inferior em 68% em relação ao 3T18, devido às menores margens nas vendas de derivados e ao impacto dos itens especiais (-R$ 6,4 bi). Excluindo o impacto dos itens especiais, o lucro líquido seria R$ 8.035 milhões e EBITDA Ajustado R$ 31.020 milhões. resultados-de-petrobras-do-4t18-04  

 

Os itens especiais em 2018 totalizaram R$ 10.034 milhões, incluindo:

(i) ganhos com acordos assinados com o setor elétrico (R$ 5.259 milhões), (ii) resultado positivo com desmantelamento de áreas (R$ 2.365 milhões), em função do alongamento do prazo até o abandono, (iii) perdas com impairment (R$ 7.583 milhões), com destaque para campos de produção de óleo e gás no Brasil e no exterior e navios da Transpetro, (iv) perdas com contingências judiciais (R$ 7.415 milhões), principalmente, o acordo com ANP para unificação do Parque das Baleiais e a arbitragem movida pela Vantage, e (v) efeito cambial negativo sobre contingências (R$ 1.646 milhões).    

 

– Fluxo de Caixa Livre:

Em 2018, o Fluxo de caixa livre de R$ 54.600 milhões foi recorde histórico e 24% superior a 2017, refletindo o aumento de 11% da geração operacional de caixa e mantendo o mesmo nível de investimentos do ano anterior. Os investimentos totalizaram R$ 41.246 milhões, inferiores ao estimado para o ano, em função de postergações em atividades relacionadas à construção de plataformas, que levou a atraso de alguns meses na entrada em operação e postergações em perfuração e completação de poços em campos maduros. Os desinvestimentos realizados resultaram em entrada de caixa de R$ 20.218 milhões, com destaque para os projetos de parceria com a Equinor no campo de Roncador, com a Total em Lapa e Iara e com a Murphy no Golfo do México. resultados-de-petrobras-do-4t18-05  

 

– Produção de petróleo, LGN e gás natural:

A produção de petróleo, LGN e gás natural foi de 2.628 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) ficando 5% abaixo da produção de 2017 devido, principalmente, aos desinvestimentos realizados nos campos de Lapa e Roncador, ao término dos Sistemas de Produção Antecipada (SPAs) de Tartaruga Verde e Itapu e ao declínio natural da produção. Entretanto a produção de petróleo, LGN e gás natural no 4T18 em relação ao 3T18 aumentou 6%, principalmente, em função do maior volume adicionado pelas novas unidades, pela interligação de poços na P-74 e FPSO Cidade de Campos dos Goytacazes, e pelo início de operação da P-69 e P-75 na Bacia de Santos. Em fevereiro de 2019 dois sistemas de produção (P-67 e P-76) começaram a produzir no pré-sal na Bacia de Santos. resultados-de-petrobras-do-4t18-06     A produção na camada pré-sal foi responsável por 45% do total de óleo e gás, pós-sal em águas profundas e ultra profundas 39%, águas rasas 5% e campos terrestres 11% contra 40%, 43%, 6% e 11%, respectivamente, em 2017.  

 

– Custo médio de extração (lifting cost):

O custo médio de extração (lifting cost) no Brasil ficou em US$10,90 por barril, com redução de 3,3% em relação a 2017. O lifting cost médio tende a declinar na medida em que os campos do pré-sal, de custo em torno de US$7/boe continuem a aumentar sua fatia na produção total da Petrobras e as iniciativas para elevação de produtividade e corte de custos tenham mais sucesso. resultados-de-petrobras-do-4t18-07  

 

– Endividamento:

Em 31 de dezembro de 2018, o saldo de caixa e equivalentes de caixa era de R$53.854 milhões e as disponibilidades ajustadas totalizaram R$ 58.052 milhões. Os recursos proporcionados por uma geração operacional de caixa de R$ 95.846 milhões, captações de R$ 38.023 milhões e recebimentos pela venda de ativos de R$ 20.218 milhões foram destinados ao pré-pagamentos de dívidas, ao pagamento de juros e principal devidos no período e ao financiamento dos investimentos nas áreas de negócio. Destaca-se a realização dos desinvestimentos abaixo da planejada, afetada pelos processos suspensos por decisões judiciais. Em 2018, o endividamento bruto em reais recuou 10%, principalmente em decorrência da amortização de dívidas, o endividamento líquido reduziu 4% e o prazo médio de vencimento da dívida ficou em 9,14 anos (8,62 anos em 31 de dezembro de 2017). A taxa média dos financiamentos atingiu 6,1%, a mesma em relação a 2017. O índice dívida líquida sobre EBITDA ajustado reduziu de 3,67 em 2017, para 2,34 em 2018, devido, principalmente, ao recebimento dos desinvestimentos e ao fluxo de caixa livre positivo. resultados-de-petrobras-do-4t18-09   resultados-de-petrobras-do-4t18-10  

 

Conclusão sobre os resultados de Petrobras do 4T18:

Existem dois pontos principais que precisamos entender nos resultados de Petrobrás.  

  1. Operacionalmente falando, o resultado da empresa depende dos níveis de produção e de duas variáveis que ela não controla. O preço do Petróleo e o dólar. O melhor que ela pode fazer para atenuar essas variações é tentar reduzir os custos de produção e extração do petróleo, e ela tem feito isso, no entanto o Custo Brasil sempre pesou e sempre pesará nos resultados de Petrobrás. Veja abaixo a diferença do lifting cost em 2018 com e sem participações governamentais. Retirado dos resultados de Petrobras, clique aqui.

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  1. A corrupção gerou muitos passivos na companhia sendo que muitos não estão contabilizados, por serem perdas possíveis e não prováveis. Assim, em alguns trimestres aparece um impairment novo, e essa questão deve ocorrer ainda por vários períodos.

 

De 2017 para 2018:

Tivemos por exemplo um aumento de R$ 27 bilhões nas provisões para processos judiciais. Mas o pior é que é humanamente impossível prever o quanto ainda pode estar escondido neste balanço. São os “esqueletos” de anos de desmandos, corrupção e acomodação operacional inflando gastos e despesas pela descoberta do pré-Sal. resultados-de-petrobras-do-4t18-12   Quem é Membro Gold Dica de Hoje sabe que eu já esperava um resultado fraco de Petrobrás. No dia 09/02/2019 em relatório eu explico os 3 pontos principais que eu esperava até mesmo um possível prejuízo pontual no 4T2018. Veja abaixo imagens retiradas do próprio relatório Dica de Hoje. resultados-de-petrobras-do-4t18-13 resultados-de-petrobras-do-4t18-14   Apesar do impairment de R$ 6,4 bilhões de ativos e de investimentos e de perdas de quase R$ 5 bilhões com contingências judiciais, a companhia conseguiu reportar um lucro líquido positivo e um resultado operacional de R$ 11,4 bilhões no 4T2018 e de R$ 62,9 bilhões em 2018 e ainda registrou o maior Ebitda da história da companhia. Superior a R$ 100 bilhões pela primeira vez. Vejam como a redução dos custos faz a companhia ficar lucrativa inclusive em cenários adversos. Este Ebitda atual de R$ 114 bilhões em 2018, é inclusive maior que o Ebitda de 2011 e 2012, quando o preço do petróleo superava os US$ 110,00 por barril.

 

O que mudou na empresa de lá pra cá?

  • O custo de extração do Pré-Sal segue em queda e a estimativa é que no longo prazo alcance US$ 7,00 a US$ 8,00 por barril.
  • O endividamento se reduziu de US$ 126 bilhões em 2015, para US$ 84,4 bilhões agora em 2018
  • O preço do peróleo Brent em alta tem ajudado a Companhia porque, embora no 4T2018 ele tenha caído ao longo dos anos este tem subido, e a companhia espera no seu próprio plano que ele se mantenha na casa dos US$ 65,00.

O que ainda ficou faltando para a companhia foi aumentar a produção de óleo e gás. Vemos que a produção atual é inferior ao que a companhia produzia em 2016 e 2015 por exemplo. Vemos abaixo que a produção diária era de 2,8 milhões de barris por dia e no início deste material vimos que em 20189 a produção média ficou em 2,63 milhões de barris por dia.  

O grande motivo para essa queda nos últimos anos foram os desinvestimentos capitaneados no início pelo ex-presidente Pedro Parente que deram essa solidez e robustez de resultados atual, inclusive em situações adversas como ocorreu no 4T2018. Alguns ativos importantes foram vendidos, e agora a companhia está pensando em um futuro promissor, mas essa parte de futuro, e de cálculo de preço justo é apenas para assinantes Membros Gold. Se você for assinante, clique aqui e acesse. Se você ainda não é assinante veja abaixo como fazê-lo lembrando sempre que se você não gostar do produto basta nos enviar um email no prazo de 29 dias da assinatura que cancelamos e estornamos o valor pago integralmente para você.  

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Veja a tabela abaixo com todos os benefícios:

Membro Bronze Carteira Z Membro Gold
Carteira PEG  Não Sim Sim
Carteira Barganhas Sim Sim Sim
Carteira P/L abaixo da Média Sim Sim Sim
Carteira Dividendos Não Sim Sim
Carteira Graham Não Sim Sim
Carteira de Greenblatt Não Sim Sim
Carteira P/VP x ROE Não Sim Sim
Carteira Z (fundos de Investimentos) Não Sim Sim
Carteira Dica de Hoje Não Não Sim
Dados de empresa Sim Sim Sim
Relatórios Dica de Hoje (ações + Fiis) Não Não Sim
Resultados de Empresas com cálculo de preço justo Não Não Sim
Panorama de Ações Sim Sim Sim
Radar de FIIs Não Não Sim
Vídeos Dica de Hoje Não Não Sim
Hangouts Não Não Sim
Descontos em Cursos Não Não Sim
Clique Gratuito R$ 239,90 anual R$ 447,00 anual

*As carteiras Membro Bronze podem ser modificadas sem aviso prévio, a qualquer momento. Confira os resultados de Porto Seguro do 4T18.

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Abraços e Bons Investimentos!

Daniel Nigri (analista CNPI)

Com a ajuda de Leo Bittencourt

 

Disclosure

Elaborado pelo analista independente Daniel Isaac Nigri CNPI 1810, este relatório é de uso exclusivo de seu destinatário.

Este estudo é baseado em informações disponíveis ao público nos próprios sites de RI das empresas analisadas ou comparadas, consideradas confiáveis na data de publicação.

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O analista Daniel Isaac Nigri CNPI é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do disposto no Art. 16, parágrafo único da Instrução ICVM 483/10.