Fundos de Renda Fixa ainda valem a pena com a Selic a 6% ?

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A taxa básica de juros, Selic, há exatos 20 anos batia na sua máxima histórica: 45% (em 1999).

Há menos de 3 anos, em 2016, estávamos em 14%.

Não era tarefa difícil conseguir a porcentagem mágica de 1%.

 

Selic

Neste ano de 2019, os tempos são outros. Após o último corte da Selic, chegamos a 6% e mais:

O Relatório de Mercado Focus mostrou na segunda-feira, dia 05 de agosto, que a mediana das previsões para a Selic em 2019 passou de 5,50% para 5,25% ao ano.

Para superar o Tesouro Selic, os fundos podem ter que correr mais risco, tendo em vista a Taxa de Administração a que estão sujeitos.

Em nossas conversas diárias com gestores, percebemos, em sua maioria, um grau de otimismo alto, e alguns, como o gestor do Fundo Exploritas Alpha América, Daniel Delábio, ainda acredita que nossa taxa de juros pode chegar próxima ao do Andino Chile, onde a taxa atualmente é de 2,5%. Lembrando que a especialidade desse Fundo é exatamente o investimento na América Latina, com um know how apurado nesse viés.

 

Opinião de Investidores

Desse modo, em meu perfil do twitter (@ZattarRafael), fiz uma pesquisa para saber a opinião dos investidores sobre essa questão, conforme o print abaixo:

 

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Mais da metade dos investidores acreditam que há a possibilidade de que a taxa de juros caia, ainda, de forma significativa.

O que queremos dizer com isso é: estude, arrisque na medida do seu perfil e tenha cuidado com fundos de renda fixa com taxas altas ou, então, com exposição alta em crédito privado.

 

Renda Fixa Banco do Brasil

Nos fundos há taxas e é importante que saibamos avaliar se a taxa cobrada está condizente com o tipo de fundo:

No gráfico a seguir vemos um fundo de renda fixa do Banco do Brasil que tem taxa de administração de 3%. Percebemos que basta mais uma queda da Selic para que a taxa do fundo represente mais da metade da Selic cheia.

 

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Com a Selic historicamente alta, o fundo já rende, na média, 44% do CDI. Imagina com a SELIC baixa? A poupança, que rende apenas 70% da SELIC, consegue ser bem superior ao Fundo do Banco do Brasil.

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Cotista

Você pode supor que ninguém investe em um fundo desse. Isso é um engano. Veja a quantidade de cotistas atuais:

 

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O que mais assusta é que aumenta a gama de cotistas vertiginosamente: são mais de 217 mil.

 

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Veja acima que, em 2014, o patrimônio do fundo era próximo a 2 bilhões e, neste ano, já passamos de 7 bilhões. Seria cômico se não fosse trágico.

O fundo rendeu, em 2018, apenas 3,28%. Precisaríamos ainda, no resgate, descontar o I.R., o que o deixaria com uma rentabilidade ainda inferior, inclusive, abaixo da inflação.

 

rentabilidade

 

Com a Selic baixa, precisaremos sempre observar, principalmente, as taxas dos fundos de renda fixa, que podem fazer com que a rentabilidade seja severamente comprometida.

Fazemos essas diligências em nossa Carteira Z Light, composta por 4 fundos de renda fixa, frequentemente monitorada, para que o objetivo seja alcançado. A Carteira tem risco baixo e rende, na média, desde 2018, 125% do CDI.

 

 

Carteira Z

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Twitter: @ZattarRafael

Qualquer dúvida, sugestão ou críticas serão muito bem-vindas.

Abraços e bons investimentos.

RAFAEL ZATTAR

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Rafael Zattar, Administrador de Empresas, Pós graduando em Gestão Pública e especialista em fundos de investimento. Ele se encantou pelo mundo dos fundos de investimento pela possibilidade de poder estudar as melhores gestões e selecionar a nata desse universo e, ao mesmo tempo, ajudar as pessoas a focarem em suas atividades profissionais para turbinar os aportes acompanhando as análises da Carteira Z. Apaixonado pela família, a sua avó Zenilda é o amor de sua vida e a inspiração de todos os dias. Tem como companheira de vida e parceira Stella e filho da batalhadora Silvia e sua irmã Carla, analista do Ministério Público, além de sua melhor amiga, é a revisora dos textos da Carteira Z.