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Dois dias de diversão que viraram uma lição sobre seguro

Fala, pessoal! Todo ano, minha mãe vem passar cerca de um mês aqui na França comigo e com as crianças. E, também todo ano, ela viaja de volta ao Brasil um pouco antes de mim, levando o Lorenzo e o Téo, para que eles já comecem as férias de verão por lá. Funciona muito bem há alguns anos — e sempre aproveitamos os dias que antecedem essa despedida para fazer algo especial em família. No ano passado, foi Paris, fechando com um dia de Disney para as crianças. Este ano, o plano começou ainda mais bonito.

Lourdes e o parque de diversões

Fui com minha mãe passar dois dias em Lourdes, no sul da França — um dos maiores destinos de peregrinação católica do mundo, onde milhões de fiéis visitam o santuário todos os anos em busca de fé e cura. Foi uma experiência linda, mesmo enfrentando uma canicule (assim os franceses chamam as ondas de calor intensas do verão europeu). Voltamos renovadas.

Na semana seguinte, já era hora da despedida das crianças. E, como fazemos todo ano, reservamos dois dias no maior parque de diversões da Europa, que fica a menos de uma hora da minha casa: um dia no parque aquático, e outro no parque principal — o Europa Park. Foi nesse segundo dia que tudo mudou.

O plano que virou de ponta-cabeça

Minha mãe quebrou o pé dentro do parque. Precisou de cirurgia. Em questão de horas, o que era um dia de diversão em família virou hospital, exames, decisões médicas urgentes — e todo o resto do planejamento daquele mês desmoronou junto.

É clichê dizer que a gente não controla nada, mas é a pura verdade: por mais organizada que uma pessoa seja, o imprevisto não avisa e não negocia. Eu, que vivo dizendo aos meus clientes que planejamento é sobre se preparar para o que não se pode prever, me vi exatamente diante disso, na prática, com a minha própria família.

As crianças sozinhas, a viagem cancelada, e o seguro que segurou tudo

Com minha mãe impossibilitada de viajar, o Lorenzo e o Téo tiveram que embarcar para o Brasil pela primeira vez sozinhos, pelo serviço de menor desacompanhado da LATAM. Uma cena de mãe apertando o coração — mas com toda a estrutura da companhia garantindo o cuidado deles do início ao fim.

Ao mesmo tempo, eu e meu marido tínhamos uma semana de férias programada e paga na Sardenha, com tarifas sem possibilidade de cancelamento — porque, obviamente, a ideia era ir mesmo. Com a cirurgia da minha mãe e toda a reorganização necessária, precisamos cancelar em cima da hora. Enviamos a documentação médica para os hotéis, e a maioria compreendeu a situação e liberou o cancelamento. No que não foi possível cancelar diretamente, acionamos o seguro do cartão de crédito usado na compra, que está reembolsando os valores.

E aqui está o ponto que eu mais quero destacar: as passagens da minha mãe foram compradas com um cartão de crédito que incluía um seguro viagem bastante completo. Esse seguro está cobrindo todas as despesas hospitalares aqui na França, com limite de até 30 mil euros, e ainda vai arcar com toda a repatriação dela de volta ao Brasil — processo que estamos organizando agora.

O seguro que a gente espera nunca precisar usar

Ninguém contrata seguro de viagem pensando em usar. É quase um gasto que a gente faz na esperança de que tenha sido desnecessário. Mas quando o imprevisto chega — e ele chega, mais cedo ou mais tarde, para todo mundo — é exatamente esse tipo de proteção que evita que uma fratura no pé vire também uma fratura no orçamento da família inteira.

Hospital, cirurgia, repatriação: sem o seguro, cada um desses itens teria saído do nosso bolso, em um momento em que a última coisa que queríamos calcular era dinheiro. Com ele, sobrou espaço para cuidar do que realmente importava — a recuperação da minha mãe — sem a angústia extra da conta.

Fica o convite de hoje: revise os seguros que você já tem — de viagem, de vida, de saúde — e pergunte-se se, num dia ruim de verdade, eles te amparariam como deveriam. Porque o dia ruim, a gente não escolhe quando vem.

 

Julia Bastos Chagas Priante

@julia.priante

Engenheira de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa, atua no mercado financeiro desde 2006. Com ampla experiência como Officer no Itaú Unibanco/Itaú BBA nos segmentos de Empresas, Nicho Imobiliário e Multinacionais. É Especialista em Investimentos (CEA) e Pós-graduada em Planejamento Financeiro. Auxilia famílias a alcançarem seus sonhos por meio de um planejamento financeiro estruturado e personalizado.

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