Analise de Apple (AAPL)

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Vamos para mais um texto de apresentação de empresas estrangeiras. Hoje é dia de falar da Apple.

Antes de começar o texto, vou fazer aquela pergunta que causa algumas discussões e brigas entre os mais fervorosos consumidores e amantes de tecnologia no Brasil: você prefere Apple ou Samsung? Ou outra marca, como a Xiaomi?

Quando falamos de mundo, podemos incluir ainda a Huawei.

Para você ter uma segurança maior nessa resposta, fique até o final para entender tudo que envolve as operações da Apple e como seus produtos são desenvolvidos.

A companhia projeta, fabrica e comercializa smartphones, computadores pessoais, tablets, wearables e acessórios e ainda vende diversos outros serviços relacionados.

Produtos

iPhone

O iPhone é a linha de smartphones da companhia com base no sistema operacional iOS. Em setembro de 2019, a empresa lançou os três mais recentes: iPhone 11, iPhone 11 Pro e iPhone 11 Pro Max.

Mac

Mac é a linha de computadores pessoais da empresa com base no seu sistema operacional macOS. Durante 2019, a companhia lançou uma nova versão do MacBook Air e um novo Mac mini, e introduziu um Mac Pro atualizado.

iPad

O iPad é a linha de tablets multiuso da Apple. O iPad é baseado no sistema operacional iPadOS, que também foi lançado em 2019. No mesmo ano a companhia lançou duas novas versões do iPad Pro, um iPad Air, um iPad mini atualizado e um novo iPad de 10,2 polegadas.

Wearables, Home e Acessórios

Esses produtos incluem AirPods, Apple TV, Apple Watch, produtos Beats, HomePod, iPod touch e outros acessórios da empresa e de outras marcas. Os AirPods são os fones de ouvido sem fio da empresa que interagem com a Siri. Em outubro de 2019, a companhia lançou o AirPods Pro. O Apple Watch é um relógio eletrônico pessoal que combina a interface do usuário do watchOS e outras tecnologias criadas especificamente para um dispositivo menor. Em setembro de 2019, a companhia lançou o Apple Watch Series 5.

Serviços

Lojas de conteúdo digital e serviços de streaming

A Apple opera várias plataformas que permitem aos clientes descobrir e baixar aplicativos e conteúdos digitais, como livros, músicas, vídeos, jogos e podcasts. Nessas plataformas estão incluídas a App Store, disponível para iPhone e iPad, a Mac App Store, a TV App Store e a Watch App Store.

A empresa também oferece serviços de streaming de conteúdo digital com base em assinatura, como a Apple Music e a Apple TV+, que oferece programação exclusiva.

AppleCare

A AppleCare inclui AppleCare+ (AC+) e o AppleCare Protection Plan, que são serviços que estendem a cobertura do suporte para telefone e reparos de hardware. O AC+ oferece cobertura adicional para casos de danos acidentais, proteção contra roubo e perda.

iCloud

O iCloud é o serviço em nuvem da empresa, que armazena músicas, fotos, contatos, calendários e documentos, mantendo-os atualizados e disponíveis em vários dispositivos da Apple e em computadores com Windows.

Outros serviços

A companhia ainda oferece uma variedade de diversos serviços disponíveis em determinados países, como o Apple Arcade, um serviço de assinatura de jogos, o Apple Card, um cartão de crédito que atua inicialmente com iPhone e Apple Watch, o Apple News+, um serviço de notícias e revistas por assinatura, e o Apple Pay, que é a plataforma de pagamento oficial da empresa.

Para encerrar essa seção de apresentação, vamos ver como foram os desempenhos da companhia no último trimestre, por categoria:

Fonte: Apple

Indo agora para a parte de distribuição e clientes, a companhia vende seus produtos e revende os de terceiros através de suas lojas online e físicas. A companhia também possui uma variedade de canais de distribuição indireta, através de operadoras de rede celular, varejistas e revendedores.

Durante 2019, as vendas líquidas da companhia, através de seus canais de distribuição direta e indireta, representaram 31% e 69% respectivamente, do total de vendas.

Além disso, em 2019, nenhum cliente respondeu por mais de 10% das vendas.

Como demonstrado na primeira pergunta desse texto, a concorrência no setor, ainda mais por se tratar de tecnologia, é bem alta em todas as linhas de negócio da Apple.

Através dos avanços tecnológicos e da aparição de novos produtos frequentemente, o mercado da empresa está em constante evolução e sempre na busca por novos produtos e serviços.

Os principais concorrentes da Apple procuram também ganhar mercado por meio de uma estratégia de preços agressiva, por inovações tecnológicas e por estruturas de custo muito baixas.

Por isso, para conseguir se manter no padrão em que se encontra, a Apple conta com algumas vantagens competitivas, que podemos citar, por exemplo: alto desempenho, segurança, marketing e distribuição eficazes, além de uma elevada reputação e confiabilidade perante o público.

A maior parte das vendas da empresa acontece fora dos Estados Unidos, portanto, a companhia, além de correr todos os riscos internos já tradicionais, também está sujeita aos riscos das economias dos países em que atua. Como comercializa produtos de preços de venda mais alto do que seus principais concorrentes, está ainda mais suscetível a essas variações.

Podemos citar aqui como potenciais riscos: desvalorização das moedas dos países em que atua, aumento de inflação, taxas de juros mais altas, elevação de impostos e crescimento da taxa de desemprego. Esses são fatores que podem impactar negativamente a Apple.

Um ponto positivo em relação a essas incertezas é a diversidade de mercados de atuação, já que não está com alta concentração em nenhuma região externa específica.

Para ilustrar isso, vamos ver abaixo o desempenho da companhia nos mercados em que atua:

Fonte: Apple

Américas na imagem inclui América do Norte e do Sul. A Europa contempla os países europeus, a Índia, o Oriente Médio e África. Já na Grande China consta tanto a China quanto Hong Kong e Taiwan.

Essa questão de ambientes externos também pode impactar na produção da Apple, já que boa parte dos produtos é feita em regiões específicas do continente Asiático e, por isso, está suscetível aos riscos políticos dessas áreas.

Há sempre um risco maior em investir em empresas ligadas à tecnologia, já que com os avanços tecnológicos, os produtos acabam se tornando obsoletos e as companhias têm que promover outros produtos e serviços para ocuparem este lugar.

A Apple, inclusive, sofreu bastante com isso no início, como por exemplo, com o computador Apple III, Apple Lisa e o assistente digital Newton, que não tiveram retornos esperados.

Por isso, em breve lançaremos nossa carteira com análises completas tanto da Apple quanto de outras empresas listadas no exterior.

A carteira ficará pronta em agosto!

Será de um jeito ainda não visto no Brasil.

Não perca!

Abraços e bons investimentos,

Raphael Rocha.

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