Gestão de Custos

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Gestão de Custos

Uma empresa é o resultado da união de inúmeros fatores, algumas destas variáveis são de fácil mensuração, outras nem tanto. Nos negócios o foco é o resultado e o objetivo final é o lucro, mas infelizmente poucos entendem os processos necessários para chegarmos até lá.

Existem inúmeras teorias e técnicas que tem o objetivo de orientar a gestão de colaboradores nas organizações, outras inúmeras metodologias de aplicação das regras de convivência e de funcionamento dos processos, não há sombra de dúvida que existe uma oferta gigantesca de possibilidades para “fazer o negócio dar certo”.

E nesse mar de “10 passos para o sucesso”, “gestão de pessoas inovadora” , “100% produtividade “ , “ seja o único” , “ seus problemas acabaram “ ….. entre tantos outros títulos criativos , os gestores acabam perdendo o foco, a equipe acaba perdendo tempo e a empresa produtividade.

Quando uma empresa reporta lucro ou prejuízo ela está demonstrando a sua capacidade de gestão interna e externa (gestão em tempos de crise não eximem as empresas das responsabilidades em cumprir seus objetivos ) e  existem tantas teorias ensinando a “viver na crise “ nessa hora que devem ser usadas.

Competitividade

A competitividade do mercado tem criado necessidades de flexibilização nas empresas, assim uma corporação deve conhecer profundamente seus processos internos e entender como e onde incorrem seus gastos a fim de eliminar perdas e atividades que não agregam valor ao produto/serviço. Gestores e profissionais do planejamento estratégico e de custos devem saber que um produto pode ser bom para um mercado e não agradar outros, ou seja, uma marca pode ser forte aqui e fraca em outros mercados, mas só será possível analisar através de números, indicadores, ferramentas de medição, e os sistemas de custeio despontam nesse contexto como boas alternativas para mensuração do “caminho” que a empresa deve seguir.

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A contabilidade de custos surgiu com o aparecimento das indústrias, o objetivo era de calcular os custos dos produtos fabricados, surgia ali um novo instrumento para acrescentar valor aos produtos. Antes disso só existia atividade comercial e a esta se aplicava a contabilidade financeira para avaliação do patrimônio e controle de resultados

Os sistemas de gerenciamento de custos devem sempre mensurar o valor agregado ao longo de toda a cadeia produtiva, pois através dessa ferramenta é possível tomar decisões estratégicas e operacionais de forma mais ágil e coerente, seja no custeio por absorção ou custeio variável, o mais importante é primeiramente compreender o conceito básico.

 

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Métodos

Mas de nada adianta ganhar mercados, aumentar o número de clientes se você não investir nos processos para aumentar sua produtividade,  e também não analisar a possibilidade de distribuição nesse novo mercado. Ela é possível, os custos são viáveis, foram negociados os termos da Logística reversa.

Vemos com frequência no mercado análises de empresas citando que houve aumento da produção, o investidor fica feliz, mas quando descobrem que houve aumento dos custos variáveis para atender a demanda por Matéria Prima, insumos, por exemplo, já acredita que isso foi uma falha, ou então não presta atenção ao fato de existir dinheiro, ou se é possível conseguir, temos um plano para esse negócio, uma estratégia? Ou seja, não sabe o que esta fazendo, ou pior acredita que alguém sabe e então resolve seguir a “maioria”

Temos as prioridades planejadas? Sabemos utilizar nossa capacidade produtiva, e distribuí-la de acordo com a demanda dos pedidos? Sem criar gargalos e um círculo de perdas? O que vai prejudicar a rentabilidade, as margens e os lucros.

 

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Os números estão em ordem? Fazem sentido? Existe uma projeção de custos para os projetos, o retorno do investimento é adequado?

 

Apesar de tudo isso ainda existe investidores que não acreditam ser importante conhecer o funcionamento do negócio do ativo adquirido.

 

Entendendo os Métodos

Custeio por Absorção

Considerando que o método de custeio é a forma pelas quais os custos são apropriados aos seus portadores finais é preciso diferenciar que isso pode ser feito integralmente no ciclo operacional interno ou somente os custos variáveis.

No custeio por absorção é feita a absorção integral dos custos do ciclo operacional, sejam eles custos de fabricação, administração, vendas, diretos ou indiretos por rateio.  Esse método é válido para fins de balanço patrimonial e DRE. Os direcionadores de custos de fabricação mais comuns são:

  • Proporção de custos diretos
  • Proporção de custos de mão de obra direta
  • Quantidades produzidas
  • Tempo de utilização das máquinas
  • Área ocupada por linha de produção
  • Custo de matéria prima básica

 

Já o custo dos produtos vendidos são integrados por:

  • Custo de aquisição de MP e qualquer outro bem aplicado ou consumido na produção
  • Custo de pessoal aplicado na produção
  • Custos de locação, reparo, manutenção e encargos de depreciação dos bens aplicados na produção.
  • Encargos de exaustão dos recursos naturais utilizados na produção

Custeio Variável

Já no custeio variável ou marginal os custos indiretos não são levados à análise do resultado do produto, estes são avaliados por sua margem de contribuição, que por sua vez é calculada pela diferença entre preço de venda, os custos e despesas diretas. A margem de contribuição total é calculada pela diferença entre a receita de vendas brutas do produto e os custos e despesas diretas totais do produto.

Todos os demais gastos são transferidos para a apuração do resultado como despesas, sem serem apropriados aos produtos fabricados. Somente os custos variáveis de manufatura devem ser atribuídos ao produto, os custos fixos devem ser considerados como custos do período.

Apesar de ser mais fácil para os gerentes industriais entenderem o custeamento dos produtos fabricados é preciso lembrar que este é um método para decisões de  curto prazo, isso porque subestimando os custos fixos que são ligados à capacidade de produção e planejamento em longo prazo pode resultar em problemas de produção, subavaliado estoques e alterando resultados do período. E isso é um problema bem grande.

Um exemplo que demonstra à importância da gestão de custos e o método correto é o retrabalho que acontece nos processos industriais. Muitas organizações não conhecem os custos dos seus processos, de seus produtos e consequentemente não conhecem ou então não controlam os custos dos retrabalhos nos diferentes níveis, e sendo assim alguns produtos retrabalhados acabam com um custo quase equivalente ao preço de venda quando consideramos o transporte e os impostos.

 

Conclusão

Conhecer os custos da empresa é importante por inúmeras razões, entre elas a tomada de decisão adequada para aumentar o lucro resultante das operações da empresa. Quem domina os custos da empresa garante a manutenção da produtividade em níveis elevados reagindo aos fatores de risco e de oportunidade em seu segmento. Segundo Sun Tzu:

“Existem seis maneiras de levar seu exército à ruína. Nenhuma delas está ligada às condições do tempo ou geografia. Todos esses seis elementos levam o exército a morte devido exclusivamente à ignorância do comandante”

Essa lógica vale para a gestão da organização e também para o investidor. Ignorar os fatos e as circunstâncias favorece os erros que poderiam facilmente ser evitados através de atitudes sensatas, como conhecer os custos do negócio e a relevância nos resultados, antes de decidir investir no ativo.

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Patricia Rossari