Meu objetivo com o artigo de hoje é trazer para você uma visão simples, clara e de fácil compreensão sobre o momento que vivemos no mercado financeiro. Apesar de ser um cenário completamente diferente, o que presenciamos hoje me remete bastante a 2020.

Já fazem dois anos, mas tenho certeza de que você se lembra da primeira onda de Covid-19, a qual derrubou as bolsas de valores de todo o mundo. Além disso, tratando-se do Brasil, você deve se recordar que a reação – quase imediata – do nosso Banco Central foi a redução da taxa Selic ao menor patamar histórico, 2% ao ano.

Naquele período, alguns poderiam até projetar que a taxa de juros permaneceria baixa durante algum tempo, entretanto, não poderiam imaginar que esse patamar seria sustentável no médio/longo prazo.

Sabendo disso, naquela época, por mais medo e incertezas pairando sobre o mercado, já era possível enxergar investidores maturando a ideia de que o Brasil não era compatível com taxas de juros tão baixas. Adicionalmente, uma taxa de juros a 2% ao ano só teria um caminho possível para o futuro, subir.

Fonte: BCB

Assim, tendo em vista que a maior probabilidade era uma apreciação dos juros brasileiros e que o aumento das taxas de juros tende a resultar em uma migração de capital da bolsa para títulos de renda fixa, era factível imaginar uma futura queda da bolsa.

Pois bem, ao notarmos a performance do Ibovespa ao longo de 2021, podemos inferir que o índice teve um desempenho não só abaixo da inflação como abaixo de muitos outros investimentos disponíveis. Dado que as taxas de juros estavam em alta, nada muito fora do esperado.

Hoje, depois de todo o ciclo de alta das taxas de juros, vivemos um quadro contrário ao de dois anos atrás. Atualmente, com a Selic em 13,75% ao ano, um dos maiores patamares desde 2015, a tendência também se inverte frente a 2020.

Fonte: BCB

 

Claro, caso o cenário macroeconômico continue se deteriorando (crise energética na Europa, guerra na Rússia e Ucrânia, inflação na Zona do Euro, dentre outros), pode ser que o micro piore. Por outro lado, com base nos dados econômicos brasileiros recentemente divulgados, a economia brasileira tem melhorado significativamente.

 

Inflação começando a arrefecer, desemprego em um dos menores patamares dos últimos anos, expectativa de crescimento do PIB crescendo cada vez mais e, alinhado com todos estes, o Copom decidiu não aumentar mais a taxa Selic na última reunião e mantê-la em 13,75% ao ano.

Diante desses fatores, qual a projeção mais básica que podemos fazer para o médio/longo prazo? Queda nas taxas de juros, concorda?

Portanto, tendo em vista que a baixa dos juros tende a deixar o investimento em bolsa mais atraente, subentende-se que o cenário esperado para investidores de longo prazo que estejam comprados em bolsa seja bastante positivo.

Fez sentido?

Grande abraço e bons investimentos,

João Pedro Mello

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