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A IA promete mudar o mundo. O petróleo e os juros seguem mudando o valor do boleto

Tecnologia no poder: Trump tem encontro previsto com líderes de IA, incluindo nomes da Nvidia e da Anthropic. No prospecto de IPO, a Anthropic aposta numa transformação maior que eletricidade, industrialização e internet. Modéstia ficou fora do valuation. “Vai revolucionar tudo, logo qualquer ação vai subir”: a falácia já está pronta para o roadshow.

Petróleo e diplomacia: EUA e Irã seguem buscando saída para sete meses de guerra, com mediadores e uma proposta revisada de sete dias. Trump negou oferecer alívio de sanções e liberação de recursos por concessões nucleares. O Morgan Stanley elevou a previsão de Brent médio em 2026 para US$ 90. A paz segue em negociação; o prêmio de risco, em cobrança.

Cotações:
Brent: US$ 105,64 (+0,34%) | WTI: US$ 92,86 (+0,26%).
Bitcoin: US$ 84.069,50 (+0,78%) | Ouro: US$ 4.170,24/onça (+0,54%).
Minério em Dalian: 811,50 iuanes, cerca de US$ 118,14 (+2,33%).

Dólar: fechou a R$ 5,2265, +0,86%, maior nível desde março. Acumula +0,90% em setembro, após +2,16% em agosto. Petróleo caro e juros americanos pressionados pesam sobre emergentes. A eleição adiciona tempero doméstico à indigesta receita externa.

EUA e China: o plano tarifário abrange US$ 60 bilhões em comércio, com redução para cerca de 90% dos itens. A soja ficou fora do alívio adicional e mantém tarifa retaliatória de 10%, apesar do compromisso chinês de comprar ao menos 25 milhões de toneladas anuais entre 2026 e 2028. Há mais duas reuniões previstas antes de 10/1/2027. Aperto de mão ainda não substitui pedido de compra.

Agro sob pressão: foram 1.990 pedidos de recuperação judicial em 2025, +56,4%, e avanço de 21,9% no primeiro trimestre de 2026. No crédito rural, R$ 207,4 bilhões 23,5% da carteira estavam em situação desfavorável, incluindo renegociações. Juros, financiamento, seguro rural e regras preocupam o setor. O juro também planta: a colheita vem no boleto.

Brasil entre exportação e pessimismo: os embarques de petróleo chegaram a 10,1 milhões de toneladas, com possibilidade de superar o recorde de 11 milhões. Já empresas consultadas pelo BC elevaram a expectativa de inflação para 2027 e pioraram a avaliação da economia pela segunda pesquisa seguida. Exportar otimismo ainda não entrou na balança comercial.

Energia em duas velocidades: na Enel, o relator da Aneel rejeita a necessidade de nova perícia; o TCU cobrou planejamento em 60 dias, diante da concessão que vence em 2028. A WEG, por sua vez, investirá R$ 840 milhões para passar de 10 a 50 geradores/dia. Alta de 400%: até a nuvem precisa de tomada.

Hypera: a Anvisa suspendeu a propaganda do Semavy ao consumidor final. O Citi já apontava risco às margens com marketing, enquanto o Ozivy, da EMS, compete com preços menores. Quem pode emagrecer nessa disputa é a margem de lucro.

Google versus UE: a empresa recorreu contra exigências de compartilhar dados de busca até janeiro de 2027 e abrir recursos do Android à IA concorrente até julho de 2027. Compartilhar fica mais difícil quando envolve o próprio mercado.

Contas externas: o investimento direto somou US$ 86,6 bilhões em 12 meses, 3,39% do PIB, diante de déficit corrente de US$ 63 bilhões, 2,47% do PIB. Em agosto, entraram US$ 7,4 bilhões. Há financiamento; equilíbrio automático é outra conversa.

Bets: associações acionaram o STF, pediram relatoria de Fux e afirmam ter identificado 833 novos sites ilegais. O governo criou comitê com 15 representantes, reuniões ordinárias semestrais e possibilidade de extraordinárias. Agora a aposta é na fiscalização.

Eleição: na Atlas de 29/9 citada no material, Lula tem 45,3% e Flávio, 42,2% no primeiro turno. No segundo, 47,7% para Flávio e 47,6% para Lula: empate técnico, com margem de 1 ponto. A desaprovação de Lula oscilou um ponto para cima. Já a Quaest mostrou 42% a 42%. Décimos rendem manchetes; não entregam faixa presidencial.

Café forte. Planilha aberta.

Certeza absoluta está sujeita a revisão. ☕️

 

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