Focus: Mercado prevê queda de 4,11% no PIB e IPCA a 1,76% em 2020; Selic a 2,5%

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Fonte: Focus/BC

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O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (11) mais uma edição do Boletim Focus, que traz novas reduções nas estimativas do IPCA e da Selic par 2020, além de um novo corte na projeção de contração da economia brasileira neste ano, em meio aos efeitos das medidas de combate à pandemia de Covid-19.

A restrição de circulação de pessoas levou os analistas de mercado a cortar pela décima terceira semana seguida a projeção de queda do PIB brasileiro no ano. Os economistas ouvidos pelo BC agora projetam uma queda de 4,11% do PIB em 2020, contra 3,76% da semana passada. Há quatro semanas, a estimativa estava em -1,96%, dando sinais claros dos sinais de enfraquecimento do país. Para 2021, a estimativa segue em 3,20%, bem como de 2,50% para 2022 e 2023.

Os analistas também revisaram para baixo a inflação oficial, de 1,97% da projeção da semana passada para 1,76%. Há quatro semanas, a aposta era de um IPCA a 2,52% no fim do ano. A aposta para o fechamento do ano-calendário segue abaixo do centro da meta de 4,00% e abaixo do da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

Houve redução nas estimativas de inflação para 2021, com os analistas estimando o IPCA em 3,25% e não mais 3,30%. A estimativa também fica abaixo do centro da meta de inflação estipulado para o ano que vem, de 3,75%.

O Brasil registrou deflação em abril, com o índice de preços no menor patamar em mais de duas décadas, uma vez que o recuo de quase 10% dos combustíveis compensou a alta da alimentação no domicílio em meio ao isolamento diante do coronavírus.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu 0,31% em abril, ante variação positiva de 0,07% em março, de acordo com os dados divulgados na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa foi a primeira taxa negativa do IPCA desde setembro de 2019, e a variação mensal mais fraca desde a queda de 0,51% vista em agosto de 1998.

Em 12 meses, a inflação acumulada foi a 2,40%, de 3,30% antes. Assim, vai abaixo do piso da meta de inflação para este ano, de 4% com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

A deterioração das projeções do PIB e IPCA no ano suportam renovadas apostas de corte da Selic nas próximas reuniões do Copom. Seguindo a última decisão da autoridade monetária, que surpreendeu o mercado ao cortar a Selic em 0,75 ponto percentual, de 3,75% para 3,00% ao ano, os economistas consultados pelo Focus esperam o final do ciclo de ultra afrouxamento monetário em 2,50% em 2020, com mais dois de 25 pontos-base nas reunião de junho e agosto. Os economistas ouvidos pelo BC não apostam que o Copom possa fazer mais um corte adicional de 75 pontos-base devido à perspectiva de deterioração do equilíbrio em meio a aumentos de gastos durante a pandemia. Há quatro semanas, a expectativa era que a Selic fechasse 2020 em 3,25%. O texto da última decisão do BC limita o atual ciclo de flexibilização com a taxa Selic em 2,25% ao ano.

Os analistas também estimam que o ciclo da alta de juros se inicie ano que vem, com uma Selic a 3,5% no fim de 2021, em não mais em 4,25%, como na semana passada. Já para 2022 caiu de 6,58% para 5,50, e a de 2023 se manteve em 6,00%.

O Banco Central cortou na quarta-feira passada a taxa básica de juros à mínima histórica de 3% ao ano — redução de 0,75 ponto percentual, mais forte do que a prevista pelo consenso de mercado — e sinalizou uma última diminuição à frente para complementar o estímulo monetário necessário em meio aos impactos da pandemia de coronavírus na economia.

Uma pesquisa feita pela Reuters com 26 economistas mostrou que todos esperavam redução de 0,50 ponto na última reunião do Copom.

Em relação ao dólar, as apostas de 2020 foram mantidas em R$ 5,00, após encerrar 2019 a R$ 4,0195. A moeda americana iniciou o forte período de volatilidade após o Carnaval, quebrando sucessivos recordes máximos de fechamento, chegando a ultrapassar os R$ 5,80 na semana passada. Há quatro semanas, os analistas projetavam um dólar a R$ 4,60 no fim do ano. No ano que vem, as estimativas foram elevadas para R$ 4,83, depois de uma elevação na semana anterior para R$ 4,75.

Fonte: Investing

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