Minério de ferro salta mais de 5% na China com recuo na produção da Vale em 2020
Os futuros do minério de ferro tiveram forte queda nesta quinta-feira, após a brasileira Vale (SA:VALE3) ter divulgado dados fracos de produção anual que mostram a companhia ainda lutando para recuperar plenamente suas operações após um desastre em uma barragem há dois anos e a pandemia de coronavírus.
O minério de ferro na bolsa de commodities chinesa de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 5,3%, a 991 iuanes (153,41 dólares) por tonelada, após dois dias de perdas.
Na bolsa de Cingapura, o material utilizado na fabricação do aço subia 5,2% no meio da sessão, para 154,50 dólares por tonelada.
A Vale registrou uma queda de 0,5% na produção de minério de ferro em 2020, para 300,4 milhões de toneladas, no limite inferior de sua meta de entre 300 milhões e 305 milhões de toneladas, embora tenha sinalizado uma potencial recuperação tanto na produção quanto nas vendas neste ano.
A empresa teve recuo de 5% na produção em comparação trimestral devido a maiores chuvas e restrições em barragens de rejeitos.
“A mineradora brasileira tem sofrido para aumentar a produção após restrições relacionadas ao vírus no ano passado”, disse o analista de commodities da ANZ, Daniel Hynes.
“Eles também estão atrasados na obtenção de aprovações de segurança para barragens depois do desastre (de Brumadinho, em 2019)”.
Os desafios da Vale contrastaram com um otimismo sobre as perspectivas de embarques de minério de ferro do Brasil neste ano, impulsionadas por dados mostrando maiores exportações em janeiro.
Já o vergalhão de aço na bolsa de futuros do Xangai avançou 2%.
Preços do petróleo sobem com cortes da Opep e redução de estoques nos EUA
Os preços do petróleo ampliaram ganhos nesta quinta-feira, depois que a aliança Opep+ de produtores manteve sua política de produção reduzida e os estoques de petróleo dos EUA caíram, ajudados ainda por otimismo sobre um novo projeto de lei de alívio da pandemia nos EUA.
O petróleo Brent subia 0,38 dólar, ou 0,65%, a 58,84 dólares por barril, às 9:17 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava 0,43 dólar, ou 0,77%, a 56,12 dólares por barril.
“Os fatores de suporte superam os desenvolvimentos negativos no momento”, disse Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, citando a alta conformidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados com cortes de produção e sua meta declarada de acelerar a redução de estoques.
“Os cortes sauditas extras de 1 milhão de barris por dia (bpd) que começaram este mês implicam em novas retiradas de estoque até pelo menos o final do primeiro trimestre”, acrescentou Varga.
A Opep+ estendeu seu pacto de restrições de oferta de petróleo nos níveis atuais na quarta-feira, sugerindo que os produtores estão felizes com os cortes, que têm drenado os estoques, enquanto seguem incertezas sobre as perspectivas de recuperação em demanda enquanto a pandemia de Covid-19 perdura.
Um documento visto pela Reuters na terça-feira mostrou que a Opep espera que os cortes na produção deixem o mercado em déficit ao longo de 2021, embora o grupo tenha reduzido sua previsão de demanda.
O mercado foi ainda mais estimulado pela notícia de que os democratas no Congresso dos EUA deram os primeiros passos para fazer avançar o plano de ajuda ao coronavírus proposto pelo presidente Joe Biden, de 1,9 trilhão de dólares.
Também apoiando os preços, os estoques de petróleo bruto dos EUA caíram em 994.000 barris na semana passada, para 475,7 milhões de barris, o nível mais baixo desde março, disse a Administração de Informação de Energia dos EUA (AIE) na quarta-feira. Analistas em uma pesquisa da Reuters previam um aumento de 446.000 barris.
Fonte: Reuters e Investing

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