A Opep e aliados estão trabalhando em um acordo para um corte de produção sem precedentes, equivalente a cerca de 10% da oferta global, disse uma fonte do cartel, depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter pedido às nações petrolíferas que tomassem medidas para lidar com os efeitos pandemia de coronavírus.

Uma reunião da Opep e de aliados como a Rússia foi marcada para segunda-feira, mas os detalhes ainda eram escassos sobre a distribuição exata dos cortes de produção.

Os preços do petróleo chegaram a cair para cerca de 20 dólares por barril, ante 65 dólares no início do ano, à medida que mais de 3 bilhões de pessoas entraram em um isolamento por causa do vírus, reduzindo a demanda global de petróleo em até um terço ou 30 milhões de barris por dia.

Trump disse na quinta-feira que havia falado com o presidente russo, Vladimir Putin, e com o príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman, e que eles concordaram em reduzir o fornecimento em 10-15 milhões de barris ao dia (bpd) do suprimento global total de cerca de 100 milhões de bpd.

Trump disse que não fez concessões à Arábia Saudita e à Rússia, como concordar com um corte na produção doméstica dos EUA –um movimento proibido pela legislação antitruste dos EUA.

Algumas autoridades americanas sugeriram que a produção dos EUA estava programada para um declínio acentuado de qualquer maneira devido aos preços baixos.

“Os EUA precisam contribuir com o óleo de xisto”, disse uma fonte da Opep.

A Rússia há muito expressa a frustração de que seus cortes conjuntos com a Opep estavam apenas emprestando apoio aos produtores de xisto dos EUA de alto custo.

Uma segunda fonte da Opep disse que qualquer corte superior a 10 milhões de bpd deve incluir produtores de fora da Opep+, uma aliança que inclui membros da Opep, Rússia e outros produtores, mas exclui nações petrolíferas como Estados Unidos, Canadá, Noruega e Brasil.

A segunda fonte acrescentou que a Opep+ estava de olho no resultado de uma reunião entre Trump e empresas petrolíferas ainda na sexta-feira e que um número final sobre cortes depende da participação de todos os produtores de petróleo. Jason Kenney, o primeiro-ministro de Alberta, a principal província produtora de petróleo do Canadá, disse na quinta-feira que Alberta estava aberta a se juntar a um acordo de corte de produção.

Fonte: Investing

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