Meio século depois, a NASA está retornando à Lua com seu programa Artemis. Na missão Artemis II, lançada no dia 1º de abril de 2026, quatro astronautas farão um sobrevoo do lado oculto da Lua dentro de uma cápsula tripulada: a Orion.
Mais de 50 anos é um longo intervalo, e é natural perguntar: se os americanos conseguiam chegar à Lua rotineiramente no início da década de 1970, por que demoraram tanto para tentar voltar?
A resposta não é simples. Tem pouco a ver com tecnologia e muito mais com a forma como política, dinheiro e apoio institucional funcionam. O ponto de partida é o próprio programa Apollo: seu modelo de exploração não foi construído para durar e claramente não era sustentável.
Na verdade, o orçamento da NASA atingiu seu pico em 1966 e começou a cair mesmo antes do sucesso do programa Apollo, prejudicando as perspectivas de uma exploração sustentável. O financiamento adicional foi rechaçado, missões planejadas foram canceladas e o programa Apollo chegou ao fim em 1972 — não porque tivesse fracassado, mas porque havia cumprido sua missão.
A exploração sustentável, tanto no espaço quanto na Terra, exige compromisso político estável, financiamento previsível e um objetivo claro de longo prazo. Após o Apollo, os Estados Unidos tiveram dificuldade para manter esses três aspectos ao mesmo tempo.
Os formuladores de políticas começaram a questionar qual direção a NASA deveria seguir. Em 1972, o então presidente Richard Nixon instruiu a agência espacial a iniciar a construção do ônibus espacial. Isso levou a NASA a mudar seu foco da exploração do espaço profundo para operações na baixa órbita terrestre.
Os altos custos estimados, que chegavam a centenas de bilhões de dólares, tornaram vários projetos inviáveis naquele momento. O fraco apoio no Congresso, juntamente com outros fatores, levou ao cancelamento de algumas tentativas.
Vai pousar na Lua nesse momento?
A Artemis II não vai pousar na Lua, porque essa nunca foi a função dela. A missão foi desenhada como um voo tripulado de teste em espaço profundo: validar, com astronautas a bordo, o foguete SLS, a cápsula Orion, os sistemas de suporte à vida, as operações de navegação e os procedimentos de segurança antes de qualquer tentativa de descida à superfície.
A NASA está seguindo uma lógica clássica de engenharia: primeiro provar que o transporte humano até a vizinhança da Lua funciona com segurança; só depois executar a fase muito mais arriscada de pouso e retorno.
Artemis II é um teste tripulado, não uma missão de alunissagem
A Artemis II será a primeira missão tripulada do programa Artemis e a primeira vez, em mais de 50 anos, que humanos voltarão a viajar ao redor da Lua. O objetivo oficial é realizar um voo de cerca de 10 dias, levando quatro astronautas em uma trajetória de sobrevoo lunar para verificar o desempenho real da Orion e do SLS com tripulação a bordo. Isso inclui testar suporte à vida, comunicações, propulsão, navegação e operações em ambiente de espaço profundo.
Por que a NASA não pode simplesmente pousar logo?
Porque pousar na Lua exige muito mais do que um foguete e uma cápsula. Para uma missão de alunissagem, a NASA precisa integrar camadas adicionais de complexidade.
Por que voltar à Lua, afinal?
Nas décadas de 1960 e 1970, a NASA levou 12 americanos à superfície lunar. Nem todo mundo entende por que estamos tentando fazer isso de novo.
Há várias razões para isso. Alguns formuladores de políticas nos Estados Unidos querem voltar à Lua antes que a China leve sua primeira tripulação para lá. Outros esperam que essa missão, e os pousos lunares americanos previstos para os próximos anos, reavivem um espírito de aventura visto como parte central da identidade americana.
Por que o interesse pela Lua voltou?
A última vez que o homem pisou na Lua foi em 1972, durante as missões do programa Apollo. Em 1º de abril de 2026, a missão Artemis II marcou a retomada das viagens tripuladas ao entorno do satélite.
Mas por que o interesse da humanidade pela Lua redespertou décadas depois? A resposta também passa pela viabilidade econômica.
Alguns desses minerais e elementos também são encontrados na Terra e estão em evidência mais do que nunca.
Mas o recurso mais cobiçado é o hélio-3. Ele vem sendo chamado de “ouro da Lua” ou “combustível do futuro”. É considerado por muitos uma fonte de energia eficiente, limpa e sem emissão de gás carbônico, além de ser raro na Terra.
A energia nuclear do futuro é a fusão nuclear, baseada em elementos leves que não deixam o mesmo rastro radioativo dos modelos tradicionais. E o hélio-3, isótopo presente em maior quantidade na Lua, aparece nesse debate como um material promissor.
Empresas privadas já se movimentam nesse mercado. Uma startup norte-americana, por exemplo, desenvolve tecnologias para a extração desse material diretamente na Lua.
Todo mundo já ouviu falar dos elementos de terras raras, que são muito importantes para a microinformática e para compostos eletrônicos. Grande parte da eletrônica que você usa — celular, câmera, televisão — depende desse tipo de mineral.
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Marcelo Rabinovici
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