Resultados de Fibria

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resultados-de-fibriaResumo dos Resultados de Fibria

FIBRIA (códigos Bovespa:FIBR3)

RESUMÃO – Resultados 4T17:

(Data de divulgação: 29 de Janeiro/2018)

(Dados retirados do site de RI)

 

Pontos POSITIVOS:

– Produção e Vendas:
No 4T17, a produção de celulose da Fibria foi de 1.659 mil t, 14% superior ao 3T17 e 36% superior ao 4T16. No acumulado do ano a produção foi 12% superior em relação a 2016. A elevação da produção é fruto principalmente da evolução da curva de produção da nova linha Horizonte 2 (expansão da fábrica em Três Lagoas(MS) inaugurada em agosto/2017), que produziu 435 mil t no período, compensada parcialmente pela redução de produção em 85 mil t na Unidade Aracruz.

O volume de vendas, incluindo a celulose proveniente da Klabin, totalizou 1.897 mil t, 29% superior ao 3T17 e 20% superior ao 4T16, devido à entrada em operação da nova linha Horizonte 2 suportada pelo bom desempenho da demanda, principalmente na Ásia.

– Receita líquida:
A receita líquida totalizou R$ 4.047 milhões no 4T17, 42% superior em relação ao 3T17, devido ao aumento de 29% no volume de vendas, aumento de 8% no preço médio líquido da celulose em dólar e da valorização de 3% do dólar médio frente ao real. Em relação ao 4T16, a receita teve elevação de 60% como resultado do aumento de 36% no preço da celulose em dólar e maior volume de vendas (+20%).

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– Custo caixa:
Custo caixa ficou em R$ 556/t, 9% e 24% inferior ao 3T17 e ao 4T16, respectivamente, principalmente em função: i) menor custo com madeira, devido a maior contribuição dos volumes de Horizonte 2, com redução do raio médio (4T17: 205 km | 3T17: 260 km), beneficiado também pela redução da produção de 85 mil t na Unidade Aracruz; ii) melhor resultado com utilidades (venda de energia), decorrente da maior geração com o ramp-up da produção de Horizonte 2; e iii) maior diluição de custos fixos como resultado do efeito de Horizonte 2, parcialmente compensados pelo impacto da parada programada para manutenção da Unidade Veracel.

– EBITDA ajustado:
O EBITDA ajustado do 4T17 totalizou R$ 1.981 milhões, com margem de 57% (excluindo a receita proveniente do contrato com a Klabin). O aumento de 58% em relação ao 3T17 é explicado pelo maior volume de vendas, maior preço médio líquido da celulose em dólar e a valorização do dólar médio frente ao real, compensados parcialmente pelo aumento do CPV base caixa, sobretudo pelo efeito volume de Horizonte 2 e maior gasto com frete. Na comparação com o 4T16, o aumento do EBITDA ajustado foi de 146%, explicado pelo aumento de 36% no preço médio líquido em dólar e maior volume de vendas, por sua vez em função da evolução do ramp-up da nova linha Horizonte 2, compensados parcialmente pelo aumento do CPV base caixa.

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– Endividamento:
O índice de alavancagem financeira, medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA, em dólar, reduziu para 2,41x e em reais para 2,49x em 31 de dezembro de 2017 (versus 3,28x em US$ e 3,24x em R$ no 3T17). A relação Dívida Líquida/EBITDA apresentou esta redução muito mais pelo aumento registrado do EBITDA do que a redução da dívida propriamente dita. Como podemos ver, o endividamento bruto em 31 de dezembro de 2017 era de R$ 19.299 milhões, representando um aumento de R$ 248 milhões ou 1% se comparado ao final do 3T17.

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Pontos NEGATIVOS:

Custo do produto vendido (CPV):

O custo do produto vendido (CPV) foi 31% superior na comparação com o 3T17 e 21% superior comparado com 4T16, em função do maior volume vendido, devido ao ramp-up de Horizonte 2 e maior volume comercializado de Klabin.

O frete por tonelada teve elevação de 19% e 16% em comparação com o 3T17 e 4T16, respectivamente, em função do mix de vendas, em decorrência dos maiores volumes para a Ásia e pelo efeito volume de Horizonte 2, por sua vez explicado pelo fato da nova planta estar localizada mais no interior do país na comparação com as outras fábricas (maior distância média até o porto).

 

Despesas com vendas, gerais e administrativas:

As despesas com vendas totalizaram R$ 185 milhões no 4T17, 48% e 37% superior em relação ao 3T17 e 4T16, respectivamente, devido principalmente ao aumento no volume de vendas e maior gasto com terminais de celulose para escoamento do volume de Horizonte 2, com a entrada em operação do terminal doméstico de Aparecida do Taboado e os esforços logísticos frente ao desempenho da nova planta acima do esperado num ambiente de demanda aquecida.

 

As despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 87 milhões, 20% e 17% superior em relação ao 3T17 e ao 4T16, respectivamente, em função principalmente de maiores gastos com salários e encargos, incluindo acordos coletivos anuais, e gastos com serviços de terceiros, sobretudo relacionados a informática.

Receita financeira:

As despesas financeiras de juros sobre empréstimos e financiamentos totalizaram R$ 283 milhões no 4T17, 8% superior ao 3T17 e 29% superior ao 4T16, decorrentes principalmente do aumento do endividamento bruto e da elevação da taxa Libor.

 

A variação cambial proveniente da dívida impactou negativamente o resultado financeiro da Companhia em R$ 475 milhões no trimestre, em função da depreciação do real perante o dólar de 4,4% (4T17: R$ 3,3080 | 3T17: R$ 3,1680). No 3T17 o impacto foi positivo em R$ 464 milhões, decorrente da valorização do real perante o dólar de 4,2% (3T17: R$ 3,1680 | 2T17: R$ 3,3082).

 

Lucro líquido:

No 4T17, a Fibria apresentou uma redução no lucro líquido em relação ao 3T17, registrou R$ 280 milhões de lucro líquido, contra um resultado líquido de R$ 743 milhões no 3T17 e prejuízo de R$ 92 milhões no 4T16. O lucro líquido acumulado do ano atingiu R$ 1.093 milhões, comparado a R$ 1.664 milhões de lucro registrado em 2016.

Neste trimestre, o lucro líquido da empresa foi muito afetado pela variação cambial proveniente da dívida (-R$ 475 milhões, conforme explicamos anteriormente) e pela depreciação, amortização e exaustão (-R$ 687 milhões).

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Conclusão sobre os resultados:

A principal consideração a se fazer sobre Fibria e inclusive sobre as outras empresas do setor de papel e celulose é a dependência do comércio exterior e do dólar. Vimos nos números acima uma melhora das vendas, da produção, do custo caixa, das receitas e das margens, mas o lucro líquido da empresa se reduziu por questões de variações cambiais.

Quem é membro Gold já viu as análises de Klabin e sabe que o principal para esse tipo de empresa é analisar o Ebitda, e analisar as margens brutas e as margens operacionais da empresa. Isso porque a variação cambial não é uma saída de caixa propriamente dita. É apenas um recálculo de quanto a dívida seria em 31/12/2017 caso a dívida tivesse que ser paga naquela data.

Fibria mostra que sua expansão em Três Lagoas, foi feita em um momento oportuno, visto que existe demanda para a celulose e a empresa continua crescendo. Klabin também aproveitou o mesmo momento para construir a fábrica de Puma.

Chama atenção também o fato de que 90% das receitas da empresa sejam provenientes do mercado externo. Ou seja, Fibria é um player que tem quase a totalidade de suas receitas em dólar. Portanto, ela funcionaria bem como empresa de proteção frente a alguma catástrofe interna ou externa que leve a uma fuga de capitais do Brasil para o exterior.

A empresa ainda tem condições de melhorar os seus resultados, principalmente quando completar 4 trimestres seguidos após a expansão da capacidade produtiva e com a volta de operação da fábrica de Aracruz. Ainda mais com a possibilidade de demanda e dos preços em alta, mas o Preço/Lucro atual em 27 já está precificando parte desse crescimento.

No entanto, em algum momento, os preços da celulose devem voltar a ceder, o que deve atrapalhar a rentabilidade da companhia.

Na minha opinião, o gatilho que fez o valor da ação subir foi a possibilidade de venda da empresa para a Excelence Paper, assim como a Eldorado foi vendida há alguns meses atrás para essa mesma empresa. A divulgação de resultados teve pouca influência sobre os preços.

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Abraços e Bons Investimentos!

Daniel Nigri (analista CNPI)

Com a ajuda de Leo Bittencourt

 

Disclosure

Elaborado pelo analista independente Daniel Isaac Nigri CNPI 1810, este relatório é de uso exclusivo de seu destinatário.

Este estudo é baseado em informações disponíveis ao público nos próprios sites de RI das empresas analisadas ou comparadas, consideradas confiáveis na data de publicação.

As opiniões, aqui expressas, estão sujeitas a mudanças, por se tratarem de estimativas baseadas em fundamentos e projeções de futuro que podem ou não ocorrer.

Este relatório não representa oferta de negociação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros.

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O analista Daniel Isaac Nigri CNPI é o responsável principal pelo conteúdo do relatório e pelo cumprimento do disposto no Art. 16, parágrafo único da Instrução ICVM 483/10.