KLABIN: RESUMÃO – Resultados 3T17

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Klabin (códigos Bovespa: KLBN3, KLBN4 e KLBN11)

RESUMÃO – Resultados 3T17:
(Data de divulgação: 26/outubro/2017)
(Dados retirados do site de RI: http://ri.klabin.com.br/)

– Pontos POSITIVOS:

– Volume de vendas:
O volume total, sem incluir madeira, atingiu 843mil toneladas, 7% acima do 3T16, influenciado por crescimentos nos volumes vendidos de celulose (puxado pelo aumento de vendas de celulose da Unidade Puma) e também de produtos convertidos. As vendas de celulose cresceram 5% na comparação com o 2T17 e as vendas de produtos de conversão foram 7% maior em relação ao 3T16, reflexo principalmente do bom desempenho no mercado de papelão ondulado.
– Receita Líquida:
O crescimento dos volumes vendidos em todas as linhas de produtos impulsionou o aumento da receita de vendas que no 3T17, incluindo madeira, foi de R$ 2.225 milhões, 13% acima que o 3T16.

– Mercado Externo:
O bom desempenho da economia dos Estados Unidos e da China continuam impulsionando os preços globais de alguns produtos como celulose e kraftliner impactando positivamente os resultados. O total de receita de exportação cresceu 7% na comparação com o 3T16, 18% na comparação com o 2T17 e atingiu R$ 900 milhões no trimestre.
O preço lista de celulose de fibra curta na Europa cresceu 7% na comparação com o final de junho, atingindo US$ 890/t. Os preços de kraftliner na Europa fechou o mês de setembro em US$ 804/t, 12% maior em relação ao valor verificado ao final do 2T17.
– Mercado Interno:
As maiores vendas de papeis, produtos convertidos e de fluff realizadas no Brasil também contribuíram para o aumento da receita líquida no mercado interno, que cresceu 18% na comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo R$ 1.324 milhões.

– Geração operacional de caixa (EBITDA):
O EBITDA foi de R$ 750 milhões, com margem de 34% e elevação de 28% na comparação com o 3T16, completando 25 trimestres consecutivos de crescimento considerando EBITDA anualizados.

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– Endividamento líquido:
O endividamento líquido consolidado no 3T17 totalizou R$ 11.147 milhões, redução de R$ 601 milhões em relação ao verificado em 2T17, explicado principalmente pela geração de caixa e pelo efeito da variação cambial sobre o endividamento em dólar. Reforça-se assim a trajetória de desalavancagem da Klabin, que fechou o período com relação Dívida líquida / EBITDA ajustado em 4,4 vezes, redução de 0,5 vezes quando comparada ao valor do 2T17. Mas que ainda é considerada alta.

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– Pontos NEGATIVOS:

– Custo caixa unitário de produção de celulose:
Durante o 3T17 foi de R$ 681/t, 3% superior ao 2T17, devido principalmente a custos não recorrentes que impactaram principalmente o mês de agosto. Cabe ressaltar que sobre o 3T2016 o custo caixa caiu de R$ 781/t para R$ 681/t.

– Custo dos produtos vendidos:
O custo no trimestre foi de R$ 1.652 milhões, 7% acima do mesmo período do ano passado, em linha com a elevação do volume de vendas e abaixo do aumento de receitas, o que gerou uma margem bruta maior.

– Resultado Financeiro:
As despesas financeiras foram de R$ 315 milhões no trimestre, redução de R$ 25 milhões em relação ao 2T17. As receitas financeiras atingiram R$ 149 milhões no trimestre, R$ 79 milhões abaixo do observado no último trimestre. Desta forma, o resultado financeiro no período, excluídas as variações cambiais, ficou negativo em R$ 165 milhões, contra resultado negativo de R$ 111 milhões no 2T 2017.

Conclusão sobre os resultados:

Klabin precisa ter duas principais preocupações com relação ao futuro para trazer alegria aos acionistas e ser usada como hedge (proteção) em caso de alta do dólar.

A primeira preocupação é continuar o processo de desalavancagem financeiro que começou há 3 trimestres desde a entrega do projeto PUMA. Mesmo assim, a dívida bruta da empresa ainda é superior a R$ 18 bilhões o que significa mais de 250% do Patrimônio Líquido. Além de ser 4,4 x a geração de Ebitda. Falo isso, porque diversas vezes é ventilado na mídia que a empresa já pensa em realizar outro investimento de porte como foi o de PUMA. Eu penso, que seria melhor postergar esse investimento até esses indicadores atingirem níveis menores.

A outra preocupação da empresa, tem relação com a proteção contra variações cambiais. A empresa tem atualmente apenas 40% de sua receita em dólar (46% no 3T2016), contra uma dívida em moeda estrangeira de 72%. Isso mostra que o impacto atual em caso de elevação do dólar poderia ser maléfico para a empresa. Diferente do que ocorre normalmente.

No mais, os resultados vieram de acordo com as expectativas. É uma empresa que eu gosto principalmente pelo crescimento constante e pela geração de caixa operacional. Cabe ressaltar também, que a continuação da alta do preço do papel e da celulose no mercado internacional pode impactar positivamente a empresa ainda mais no 4T2017.

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Abraços e Bons Investimentos!

Daniel Nigri (analista CNPI)
Com a ajuda de Leo Bittencourt

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