TAEE11: Resumo dos Resultados de TAESA do 2T18

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TAEE11: Resumo dos Resultados de TAESA do 2T18

 

Taesa (códigos Bovespa:TAEE11, TAEE3, TAEE4)

RESUMÃO – Resultados 2T18:

(Data de divulgação: 7/Agosto/2018)

(Dados retirados do site de RI)

Pontos POSITIVOS:

– Receita Líquida IFRS:

A Receita Líquida IFRS do 2T18 foi de R$ 351,2 MM, 107,5% maior que o 2T17, devido principalmente ao crescimento da Receita de Correção Monetária do Ativo Financeiro influenciada por um maior IGP-M no 2T18. No 2T17, o IGP-M acumulado foi de -2,00% e o IPCA 0,70% (entre os meses de março, abril e maio de 2017). No 2T18, o IGP-M acumulado foi de 2,60% e o IPCA de 0,71% (entre os meses de março, abril e maio de 2018).

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– EBITDA/Margem EBITDA IFRS:

O EBITDA IFRS no 2T18 totalizou R$ 271,4 MM com margem EBITDA de 77,3%, o que representa umaumento de 137% em relação ao EBITDA IFRS do 2T17 e um aumento de 9,6 p.p. na margem EBITDA.

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– Lucro Líquido IFRS:

OLucro Líquido IFRS totalizou R$ 259,3 MM no 2T18versus R$ 72,0 MM no 2T17, um aumento anual de R$ 187,2 MM (+260%).

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– Dividendos e Juros sobre Capital Próprio:

O panorama de aumento nos índices de inflação em 2018, principalmente no IGP-M, vem possibilitando a TAESA distribuir um maior volume de dividendos e JCP.É importante ressaltar que neste mesmo período, a companhia desembolsou um valor total de R$ 413 MM, ou R$ 1,20 por Unit, a título de dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), um montante 17% maior que o pago no primeiro semestre de 2017. O Conselho de Administração da companhia inclusive aprovou,no dia 7/agosto/2018, a distribuição de R$ 164,3 MM (R$ 0,48/Unit) a título de dividendos intercalares e JCP, com base nas demonstrações financeiras intermediárias de 30/junho/2018. O pagamento referente a esta distribuição ocorrerá no dia 20/agosto/2018 com base na posição acionária de 9/agosto/2018.

-Projetos em Construção:

A TAESA possui atualmente 8 empreendimentos em construção com um investimento total de R$ 4.985 MM e uma RAP de R$ 905 MM (ciclo 2018-2019), se considerarmos apenas a participação da TAESA nessas concessões, o montante a ser investido é de R$ 3.164 MM com uma RAP proporcional de R$ 584 MM.A companhia tem trabalhado com vistas à antecipação de entrega de alguns desses empreendimentos, buscando eficiência de Capex e de financiamento, com o objetivo de alavancar ainda mais os seus retornos.

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– Ratings de crédito:

A TAESA recebeu a revisão dos ratings de crédito da S&P de brAA- para brAAA, na escala nacional. Com essa mudança, a companhia passa a deter a nota de crédito máxima na escala nacional nas três principais agências de rating (Fitch, Moody’s e S&P), atestando a sua capacidade para honrar as suas obrigações financeiras e reafirmando sua credibilidade perante o mercado.

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Pontos NEGATIVOS:

– Reduçãode50%daRAP:

Os contratos de concessão de transmissão licitados entre 1999 e 2006(CategoriaII) preveem a redução de 50% da RAP(RedeBásica) a partir do 16º ano de operação comercial das instalações. Para os ciclos 2016-2017 e 2017-2018, seis concessões da TAESA atingiram ou irão atingir o 16º ano de operação e terão redução de 50% no RAP.

– Custos, Despesas, Depreciação e Amortização IFRS:

Os Custos, Despesas e Depreciação e Amortização totalizaram R$ 81,4 MM no 2T18, 46,8% acima do registrado no 2T17. Com destaque negativo para: o aumento de 15,1% na linha de Pessoal (reajuste salarial (correção de erro sistêmico) e aumento de funcionários das SPEs) e aumento de R$ 21,3 MM na linha de Material devido ao aumento dos custos com construção, principalmente, nos empreendimentos de Miracema e Mariana e aos gastos com reforços e melhorias na Novatrans e TSN.

 – Resultado Financeiro Líquido:

A despesa financeira líquida totalizou -R$ 54,7 MM no 2T18, 3,1% acima na comparação com o 2T17, explicada basicamente pelo aumento do IPCA, que compensou a redução da dívida e a queda do CDI.

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A variação negativa de -30,4% na Receita Financeira, na comparação entre o 2T18 e o 2T17, se deve à queda do CDI no período (1,56% no 2T18 vs 2,50% no 2T17). A queda de 32,3% dos juros incorridosse deu, principalmente, pelo menor volume de dívida bruta no 2T18, em decorrência das liquidações de algumas debêntures. Além disso, a queda do CDI entre os períodos comparados também influenciou a linha dos juros incorridos. O aumento anual de 180,8% na linha de variações monetárias e cambiais foi resultado do crescimento do IPCA entre os períodos comparados e do maior volume de dívida bruta indexada a IPCA.

– Endividamento:

No fim do 2T18, a Dívida Bruta da TAESA totalizou R$ 3.144 MM e o Caixa R$ 833 MM, resultando em uma Dívida Líquida de R$ 2.311 MM, um aumento de 6,1%em relação ao registrado no 1T18 e uma queda de 15,1% na comparação com o 2T17. Este aumento trimestral foi influenciado pelo pagamento de dividendos e JCP no montante de R$ 413,2 MM e pelo impacto dos juros na dívida bruta.Do ponto de vista positivo, considerando a dívida líquida proporcional das empresas controladas em conjunto e coligadas, a relação Dívida Líquida sobre EBITDA ficou em 1,4x no 2T18, 16,7% menor que o 1,7x registrado no 2T17.

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Conclusão sobre os resultados:

As duas grandes vantagens de se ter Taesa em sua carteira são: Os altos dividendos que ela paga (distribui 100% dos lucros IFRS) e a alta previsibilidade que ela tem no seu negócio. Lembro de ter falado que ela teria um lucro líquido de R$ 250 milhões antes dos resultados, e o lucro líquido veio de R$ 259 milhões. Esse grau de previsibilidade só é possível em empresas de transmissão de energia.

 

Algumas características do setor de transmissão de energia:

  • A companhia tem uma RAP (Receita Anual Permitida) que é corrigida anualmente por algum índice de inflação. No caso de Taesa, como ela possui contratos de linhas mais antigas, cerca de 70% de sua RAP é corrigida pelo IGP-M que está mais alto que o IPCA.
  • A empresa ganha por disponibilizar as linhas de transmissão. Logo, não importa se passar ou não energia nela. Se a linha estiver dentro da conformidade ela recebe o valor acordado, que no fundo remunera o custo de construção, manutenção e operação da linha.

 

Os contratos antigos são bons pelo fato de serem corrigidos pelo IGPM, mas trazem um problema que Taesa deve sentir agora no curto prazo. Os contratos da fase 2 de concessão (1999 a 2006) têm uma duração de 30 anos, no entanto, após 15 anos, o valor da RAP divide por dois. Ou seja a empresa passa a receber metade do que ela tinha direito no início do contrato. Esta redução de RAP nas principais linhas de Taesa está ocorrendo agora em 2018 e 2019, e o grosso dos novos projetos que vão acrescentar mais de R$ 500 milhões de novas receitas só devem entrar em operação em 2022. Como vimos acima, alguns projetos estão previstos para o ano que vem.

Cabe ressaltar ainda que a queda de RAP, afeta o fluxo de caixa da companhia, mas não afeta os dividendos que são distribuídos a partir do lucro líquido IFRS, que já foi linearizado desde o início do contrato.

E para finalizar, as projeções para os resultados de Taesa são tão otimistas quanto no trimestre anterior, visto que o IGPM de Junho, Julho e Agosto foram inclusive maiores que o do trimestre anterior. (1,87%; 0,51% e 0,70% respectivamente).

Agora dia 27/09 pode ser um dia chave para Taesa, porque haverá um leilão de linhas de transmissão da Eletrobrás, vamos ficar atentos.

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Confira também os resultados do segundo trimestre de Carrefour.

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Abraços e Bons Investimentos!

Daniel Nigri (analista CNPI)

Com a ajuda de Leo Bittencourt

 

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