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Você está realmente protegido?

O investidor brasileiro já passou por muita coisa: inflação descontrolada, câmbio disparando, planos econômicos, crises políticas, troca de governo, pandemia, juros indo de 2% para quase 15% em pouco tempo. 

Nada disso é novidade e nós aprendemos a viver em meio à volatilidade.

Mas isso não quer dizer que estamos sempre prontos para o que vem pela frente e o que apareceu agora estava no radar de pouquíssimas pessoas. 

Com o nível das tarifas anunciadas pelos Estados Unidos contra o Brasil, a pergunta que fica é: até onde isso pode ir?

Talvez seja só um movimento pontual, com pouco efeito prático. Talvez não. O ponto é que ninguém sabe e justamente por isso o risco é maior. 

A combinação entre conflito comercial com os EUA, inflação acima da meta, riscos fiscais e um ano eleitoral à vista cria um ambiente de incerteza difícil de navegar. 

Isso não quer dizer que o Brasil vai explodir. 

Mas significa que quem está 100% posicionado aqui dentro está assumindo um risco maior do que talvez perceba.

E não se trata de abandonar o Brasil. Nada disso. 

O país segue com boas oportunidades, empresas bem geridas, setores resilientes, mas quando tudo o que você construiu está exposto a uma mesma economia, a mesma moeda e ao mesmo risco político, a margem de segurança fica estreita.

Investir no exterior não é só para buscar retorno, é uma forma de proteção muito eficiente. 

É poder ter parte do seu patrimônio em ativos que reagem de forma diferente ao que acontece por aqui, se beneficiar de empresas globais, que atuam em dezenas de países, com receitas em várias moedas, e que muitas vezes crescem mesmo quando o Brasil anda de lado.

A economia americana, por exemplo, segue surpreendendo positivamente, com a inflação mais sob controle, com um mercado de trabalho aquecido e as empresas listadas nas bolsas americanas, especialmente as big techs, com resultados sólidos. 

O investidor que tem parte da carteira lá fora está se protegendo, mas também está participando de uma dinâmica diferente, já que, em vez de só torcer para o Brasil dar certo, ele diversificou suas chances.

Talvez você esteja confortável hoje com a sua alocação, mas a pergunta continua válida: se o cenário piorar, se o dólar subir, se os juros aumentarem ainda mais, se o mercado interno sentir um baque maior, a sua carteira vai segurar o tranco?

Essa é a hora de rever o plano, porque proteção não se busca quando a crise já chegou e sim antes. E talvez o “antes” seja agora.

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Abraços e bons investimentos,

Raphael Rocha.

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