Fala, pessoal!
Na semana passada, compartilhei com vocês os resultados de 2025: um crescimento de 19% nos meus dividendos — superando a meta do ano — e um aumento proporcional do patrimônio, mesmo em um ano repleto de experiências e decisões que envolveram gastos acima da média.
Hoje, quero dar um passo além e te mostrar o que está por trás dessa consistência. Porque mais importante do que crescer em um único ano, é manter um crescimento sustentável ao longo do tempo.
Vamos aos números:
Evolução do patrimônio desde 2019 (crescimento ano a ano):
- 2020 em relação a 2019: +14,6%
- 2021 em relação a 2020: +11,8%
- 2022 em relação a 2021: +9%
- 2023 em relação a 2022: +15,9%
- 2024 em relação a 2023: +13,7%
À primeira vista, alguém poderia olhar para esses números e pensar: “Mas não poderia ter crescido mais?”. Talvez. Mas crescer mais geralmente envolve assumir mais risco, mais volatilidade, mais incerteza. E esse não é o tipo de carteira que me interessa construir.
A minha filosofia é clara: crescer com consistência e tranquilidade. Para mim, investir é como ver a grama crescer. É um processo lento, silencioso, mas que se revela poderoso no longo prazo. Tento evitar os atalhos — porque sei que eles muitas vezes custam caro. O meu foco é garantir que a carteira esteja protegida nos momentos ruins e pronta para capturar valor nos momentos bons.
Vamos olhar o comportamento dos principais mercados nos últimos anos:
| Ano | IBOV | CAC40 | SP500 |
| 2020 | +2,92% | -7,14% | +16,26% |
| 2021 | -11,93% | +28,85% | +26,89% |
| 2022 | +4,69% | -9,50% | -19,44% |
| 2023 | +22,28% | +16,52% | +24,23% |
| 2024 | -10,36% | -2,15% | +23,31% |
Esses números mostram bem a volatilidade dos mercados — subidas expressivas seguidas de quedas relevantes. Já a minha carteira, nesses mesmos períodos, cresceu com suavidade, sem grandes tombos, mesmo em anos onde os índices apresentaram forte queda. Isso acontece porque ela foi pensada com diversificação geográfica, setorial e cambial. Uma estratégia que funciona como um amortecedor: quando o mercado balança, ela balança menos.
E essa estabilidade não significa falta de resultado. Muito pelo contrário.
Desde 2021, quando comecei a fazer o controle sistemático dos meus dividendos, eles quase triplicaram. Isso mesmo. E não foi porque acertei o ativo da moda ou fiz movimentos ousados. Foi graças à disciplina:
- Aportes regulares
- Reinvestimento consistente dos proventos
- Uma carteira bem equilibrada, com foco em geração de renda
- E uma estratégia clara, sem espaço para improviso
A verdade é que a constância silenciosa costuma ser mais poderosa do que as apostas barulhentas. Em vez de buscar o próximo grande “tiro certo”, prefiro trabalhar uma carteira que se construa como um todo, resiliente, sólida e orientada aos meus objetivos.
Se eu puder deixar uma mensagem neste fechamento de ano é: crescimento é importante, mas consistência é essencial. E para isso, é preciso ter clareza do seu plano, respeito ao seu perfil e paciência para colher os frutos no tempo certo.
Que em 2026 a gente continue crescendo — com propósito, estratégia e liberdade para fazer escolhas com consciência.
Até ano que vem!
Abraços,
Julia Bastos Chagas Priante – @julia.priante
Engenheira de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa, atua no mercado financeiro desde 2006. Com ampla experiência como Officer no Itaú Unibanco/Itaú BBA nos segmentos de Empresas, Nicho Imobiliário e Multinacionais. É Especialista em Investimentos (CEA) e Pós-graduada em Planejamento Financeiro. Auxilia famílias a alcançarem seus sonhos por meio de um planejamento financeiro estruturado e personalizado.