As empresas estão repletas de pessoas infelizes!

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Gestão

De Olho na Gestão Nº4

A maioria dos homens vive uma existência de tranquilo desespero”

Thoreau

As empresas estão repletas de pessoas infelizes!

Meu objetivo como profissional é tentar encontrar novas possibilidades, promover a análise a partir de diferentes perspectivas, incentivar a descoberta do novo e do não tão novo, do ignorado pelo senso comum e pela falta de uma leitura crítica dos fatos. E aprendi, ao longo da minha caminhada, que gerenciar pessoas e processos requer uma prática inteligente e competitiva, não a adoção da ideia de que participação é a criação da ilusão de “poder ao funcionário” para distraí-lo e mantê-lo sob controle, manipulando as relações com o intuito de obter o resultado esperado, como se isso realmente ocorresse baseado nessa premissa.

Qualquer profissional, com o mínimo de conhecimento sobre o assunto, sabe que as relações de negociação baseadas no ganha-perde não são eficazes, duradouras ou produtivas. Aliás, é pela falta de compreensão desta realidade que muitas organizações estão com dificuldade em atrair profissionais competentes e qualificados, com conhecimento, atualizados e com habilidades diferenciais que contribuem para o crescimento do negócio.

Atrair o capital humano é uma tarefa que necessita de investimento em tempo e dinheiro.

 Muitos profissionais não se sentem parte da empresa, logo, não fazem questão de investir seu tempo com qualidade ao atender clientes, afinal, os clientes se tornam somente da empresa e não do profissional que está atendendo. O resultado dessa ação será: empresa perde o cliente e não sabe o motivo, e convenhamos, muitas vezes nem faz questão de saber. Inacreditavelmente, alguns ainda acreditam que os clientes “vão e vem”, “eles sempre acabam voltando porque não existe nada de melhor no mercado”.

Os gestores devem perceber que somente gerenciar e diminuir custos não é suficiente. Se fosse, poderíamos promover os analistas de custos a gestores e iríamos realmente diminuir custos.

Tenho consciência de que algumas empresas ainda adotam o sistema do século passado, uma hierarquia que possui o poder de comando baseado no controle, e isso é ineficiente e improdutivo, tanto para o profissional quanto para o investidor. Mas muitas outras já evoluíram e perceberam que estamos vivendo um momento onde os profissionais especializados estão cada vez mais requisitados e valorizados pelas organizações, ou seja, entenderam que vivemos um tempo onde a informação e o conhecimento se tornaram a base do negócio. Mas não é qualquer informação, são as informações certas na hora certa. Funciona assim no desempenho da profissão e também nos investimentos.

Negócios precisam evoluir para sobreviver, o profissional também!

E para o grupo que não enxerga valor em treinamentos, digo o seguinte: todas as   operações estão conectadas aos processos, e esse processo faz parte de uma cadeia integrada. Infelizmente, muitas vezes encontramos resistência e dificuldades em motivar e envolver os profissionais para que compreendam a necessidade desta integração, isso porque se os setores e as equipes não estiverem ajustados, o nível de produtividade será menor. Por isso existem as possibilidades apresentadas  pela gestão  de pessoas, de treinamentos, avaliações e remodelagens de políticas implantadas na empresa. Então não é “bobagem”, não é uma forma de “matar o tempo”, desde que bem pensados e executados, obviamente.

PS: subir em uma cadeira e gritar suas frustrações, não é exatamente o que eu entendo como treinamento. Se quiser fazer, faça em casa, sozinho. Na empresa, opte pela discussão adulta e consciente.

E antes que eu esqueça: postar no twitter também não ajuda.

Nunca é demais lembrar que esse processo é uma via de mão dupla: o profissional presta serviços à empresa e deve ser remunerado de acordo por esse serviço, em um local adequado, com infraestrutura, ser tratado com respeito e dignidade, assim também deverá tratar a organização para a qual presta serviços. Isso se chama ser adulto, consciente, responsável, vale para funcionário e empresa, não é ou não deveria ser tão difícil.

Tudo lindo na teoria. Mas e na prática? O que fazer?

Comece pelo óbvio, sempre:

  1. Não fale dos outros pelas costas, vulgo: pare de fofocar, não dê audiência para a rádio peão;
  2. Seja pontual, ninguém gosta de gente folgada;
  3. Elogie sempre uma boa ideia, sugestão, comprometimento, ajuda. A estrada é larga, tem lugar para todo mundo, e se não for nessa empresa, será na próxima.
  4. Não levante a voz, não permita que a emoção fale mais alto que a razão. Quem não se controla acaba se prejudicando;
  5. Use a tolerância. Ninguém é perfeito, você também não é. Afinal, ao contrário do que sua mãe dizia: você é sim “todo mundo” nesse caso.
  6. Não minta, jamais, por ninguém. As chances disso se voltar contra você são enormes.
  7. Assuma as decisões que tomar. Nunca jogue a culpa no mais fraco. Isso não é esperteza, não tem vida longa em nenhuma organização, a não ser que você seja o filho do dono. Então, errou? Não banque o mártir, não se faça de vítima, resolva e siga em frente.
  8. Não gosta de alguém da equipe? Paciência, muitos não devem gostar de você tambem, ninguém é obrigado a “morrer de amores” pelos colegas, mas isso não significa que não deva existir respeito e profissionalismo no tratamento;

Enfim, a maneira como a empresa busca os profissionais no mercado, o plano de treinamento, a estratégia de avaliaçao e recompensa, a forma como o plano de carreira é aplicado, são a estrutura do modelo, e a partir daí podemos entender a relação entre gestão e equipe, seja de uma empresa familiar Micro, Pequena, Média ou de uma multinacional.

“Desconheço fato mais encorajador que a habilidade inquestionável do homem para melhorar sua vida através do esforço consciente”

Thoreau

 

Patrícia Rossari.

Gestão & Logística.

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