Fala pessoal!
Hoje quero compartilhar com vocês uma leitura que mudou profundamente a forma como eu enxergo o dinheiro, os investimentos e, principalmente, o papel da educação financeira na conquista da liberdade. Estou falando do clássico Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki.
Quando li esse livro pela primeira vez, confesso que muitas fichas caíram. Mesmo com minha formação em Engenharia de Alimentos e anos de experiência no mercado financeiro, algumas verdades que o autor apresenta me fizeram parar e refletir. Não por falta de conhecimento técnico, mas porque ele toca em algo mais profundo: nossas crenças sobre dinheiro, trabalho e riqueza.
A virada de chave: ativos x passivos
Um dos conceitos mais impactantes do livro — e que se tornou base em todos os planejamentos financeiros que elaboro — é a diferença entre ativos e passivos. Parece simples, mas poucas pessoas realmente compreendem o que isso significa.
Ativo é tudo aquilo que coloca dinheiro no seu bolso. Passivo, tudo o que tira. E o que mais vemos por aí são pessoas acumulando passivos achando que estão enriquecendo — carro financiado, imóvel que só gera despesa, gastos fixos crescentes à medida que a renda aumenta…
Esse conceito é o pilar do que eu ensino hoje. E também é o que aplico na construção do patrimônio dos clientes que acompanho com planejamento financeiro estruturado e de longo prazo.
O ciclo do dinheiro e o sistema que não nos ensina a enriquecer
Outro ponto forte do livro é a crítica ao sistema educacional tradicional. Kiyosaki afirma, com razão, que não somos ensinados a lidar com dinheiro na escola. Somos preparados para trabalhar por um salário, mas não para gerar riqueza. Isso é especialmente relevante no Brasil, onde a educação financeira ainda engatinha, apesar dos avanços.
É por isso que defendo tanto que precisamos nos tornar protagonistas da nossa vida financeira. Estudar, buscar conhecimento, entender como o dinheiro funciona. O livro mostra que os ricos pensam diferente: eles aprendem sobre impostos, usam empresas ao seu favor, investem em ativos e priorizam a educação contínua.
Os sabotadores invisíveis: medo, preguiça, arrogância…
Uma das partes mais sinceras e desconfortáveis do livro — e também uma das mais verdadeiras — é quando o autor lista os obstáculos que impedem o enriquecimento: medo, cinismo, preguiça, maus hábitos e arrogância.
Esses sabotadores silenciosos nos impedem de agir, mesmo quando temos o conhecimento necessário. O medo da perda, por exemplo, paralisa muitas pessoas. Elas preferem se manter em sua zona de conforto a correr riscos calculados que poderiam levá-las mais longe financeiramente.
Como diz o livro: “Os vencedores são inspirados pelo fracasso, enquanto os perdedores são derrotados por ele.” Aprender com os erros, se adaptar e persistir é o que diferencia quem alcança a liberdade financeira de quem permanece estagnado.
O maior ativo: sua mente
Kiyosaki reforça algo que acredito profundamente: sua mente é seu ativo mais valioso. Por isso, nunca hesito em investir em conhecimento, seja através de livros, mentorias ou cursos.
Se você quer sair da corrida dos ratos — aquele ciclo de trabalhar, pagar contas e repetir —, precisa começar mudando a forma como pensa. É por isso que sempre indico esse livro para quem está iniciando a jornada de organização e crescimento patrimonial. Ele sacode nossas certezas e nos obriga a fazer perguntas melhores:
“Como posso fazer meu dinheiro trabalhar por mim?”
“Que tipo de ativo posso adquirir este ano?”
“Como estou me preparando para o futuro?”
E agora, o que você pode fazer?
Termino esse texto com algumas recomendações práticas inspiradas pelo livro e que aplico no meu dia a dia com as famílias que acompanho:
- Reduza seus passivos e aumente seus ativos.
- Comece a pensar como dono e não apenas como trabalhador.
- Estude o sistema tributário e veja como proteger melhor seu patrimônio.
- Cerque-se de pessoas que sabem mais do que você — e aprenda com elas.
- E acima de tudo, invista no seu conhecimento. Ele é o único investimento que rende para a vida toda.
Se você ainda não leu Pai Rico, Pai Pobre, essa é a sua deixa. Mas vá além da leitura: coloque em prática. Porque como sempre digo, planejamento financeiro não é sobre planilhas — é sobre escolhas.
Até a próxima!
Abraços,
Julia
Julia Bastos Chagas Priante – @julia.priante
Engenheira de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa, atua no mercado financeiro desde 2006. Com ampla experiência como Officer no Itaú Unibanco/Itaú BBA nos segmentos de Empresas, Nicho Imobiliário e Multinacionais. É Especialista em Investimentos (CEA) e Pós-graduada em Planejamento Financeiro. Auxilia famílias a alcançarem seus sonhos por meio de um planejamento financeiro estruturado e personalizado.