Estrategistas, no artigo de hoje apresentaremos uma estratégia com opções sem risco e que, ao mesmo tempo, traz renda para o investidor: Borboleta sem risco ou Butterfly Riskless.

Para entendermos essa estrutura precisamos relembrar como é a montagem de uma borboleta clássica. Ela é feita da seguinte forma: compra de calls ITM ou dentro do dinheiro – strike A, venda do dobro da quantidade de calls ATM ou no dinheiro – strike B e por fim compra de calls OTM ou fora do dinheiro – strike C.

Na borboleta clássica, o investidor terá lucro se o preço do ativo-objeto, no dia do vencimento das opções, estiver entre a faixa de preços do strike A até o strike C, sendo que o ponto de lucro máximo é quando o preço do ativo-objeto for exatamente igual ao strike B. O prejuízo da operação é limitado e ocorre se o preço do ativo-objeto ficar acima do strike C (mercado bullish, ou seja, mercado em tendência de alta) ou se ficar abaixo do strike A (mercado bearish ou mercado em tendência de baixa). Todas as opções envolvidas se referem ao mesmo ativo-objeto e possuem o mesmo vencimento e a borboleta clássica é montada quando há expectativa de que o ativo-objeto oscile pouco até o vencimento das opções, ou seja, que tenha baixa volatilidade no período que a operação estiver ocorrendo.

A novidade que traremos no presente artigo é que há uma forma de montarmos uma borboleta (um pouco diferente da borboleta tradicional) que elimina o risco do prejuízo e ainda traz uma renda para o investidor. Vejamos como funciona a borboleta sem risco.

CARACTERÍSTICAS:

A borboleta sem risco é bem semelhante à borboleta clássica, mas para tornarmos a estrutura sem risco, precisamos substituir as calls compradas ITM strike A pôropções put OTM (que serão também compradas) e, além disso, faremos a compra do ativo-objeto na mesma quantidade e mesmo vencimento.

O restante da operação é igual ao da borboleta clássica: venda do dobro da quantidade de calls ATM ou no dinheiro – strike B e compra de calls maisOTM ou fora do dinheiro – strike C.

Um detalhe importante a se observar na montagem da borboleta sem risco é que a estrutura tende a ser mais rentável quando elevamos os strikes de todas as opções envolvidas. Isso acontece por conta do skew de volatilidade das puts, que apresentam uma VOL maior nos strikes mais baixos (puts mais OTM). Como iremos comprar as puts, queremos adquirir com o menor nível de volatilidade implícita possível.Desta maneira, a estrutura com put ITM e as calls OTM tende a deixar a estrutura mais vantajosa.

Outro ponto importante é que os strikes não devem ser muito distantes entre si, o que pode inviabilizar a lucratividade da operação.

O ativo-objeto é menos volátil que as opções e, tê-lo na estrutura, aliado à put comprada, elimina o risco da operação. Entretanto, toda essa segurança tem um preço: o custo da montagem fica maior, pois temos que comprar lotes do ativo-objeto. Isso não inviabiliza a operação, uma vez que podemos repetir a estratégia no ciclo seguinte e aqui já teríamos o ativo-objeto na carteira, ou ainda podemos fazer uma venda coberta com call no ciclo seguinte. Há diversas possibilidades para diferentes cenários.

CENÁRIO DESEJÁVEL: o cenário ideal para a montagem da borboleta sem risco ocorre quando uma ação se valorizou por um longo período ou, por algum outro motivo, as puts não estejam com um prêmio muito elevado. Caso as puts estejam muito valorizadas o custo da operação será elevado e assim diminuirá sensivelmente o lucro mínimo e máximo da estratégia.

TARGET DA OPERAÇÃO: a meta de lucro que o investidor deve perseguir na borboleta sem risco dependerá muito do strike e dos prêmiosda put e da calls envolvidas na operação, conforme já citamos anteriormente. Não adianta o investidor comprar calls excessivamente OTM ou comprar put muito valorizada pois diminuirá a chance de obter lucro máximo e diminuirá as chances de obter um lucro acima do lucro mínimo.

Na borboleta sem risco, um target ideal para o lucro mínimo da operação é de 0,3% a 0,4% em média. Já o target para o lucro máximo seria de 2% a 3%, isso comparado ao custo total de montagem da operação. Lembre-se que nessa operação não corremos o risco de obter prejuízo.

DESMONTAGEM DA OPERAÇÃO: na borboleta sem risco devemos levar a operação até o vencimento para assim aproveitar cada centavo da perda de valor extrínseco que as opções possuem. Caso a desmontagem ocorra um dia antes do vencimento das opções o lucro mínimo cairá um pouco e o lucro máximo terá uma significativa redução. Entretanto, em alguns casos a desmontagem um ou dois dias antes do vencimento poderá ser vantajosa se a faixa de lucro acima do mínimo estiver maior comparada ao dia do vencimento das opções.

EXEMPLO PRÁTICO:

Ativo-objeto: VALE3

Preço-Referência: R$ 75,80

Fonte: simulação realizada no site www.opcoes.net.br

Podemos observar que o custo de montagem da operação é elevado devido à aquisição dos lotes do ativo-objeto. Mas precisamos considerar que ter o ativo-objeto e a put comprada eliminam o risco de ter prejuízo.

Teremos o lucro mínimo de R$ 720,00 caso a VALE 3 estiver cotada no dia do vencimento a R$ 76,11 (strike da put) ou menos na primeira perna e na segunda perna se estiver cotada a R$ 78,11 (strike da call mais OTM) ou mais. Ocorrerá o lucro máximo de R$ 1.720,00 se VALE3 estiver cotada, no dia do vencimento, a R$ 77,11 (strike das calls vendidas).

Gráfico de Payoff:

Fonte: extraído da simulação realizada no site www.opcoes.net.br

Observe que nessa estrutura que simulamos o lucro mínimo de R$ 720,00 dará um excelente retorno de 0,95% em comparação ao custo da montagem, o que é mais que o dobro target mencionado acima de 0,3% a 0,4%. Já o lucro máximo de R$ 1.720,00 trará um retorno de 2,28% que está dentro do target ideal de 2% a 3%. Nesse cenário a operação se mostra vantajosa para o investidor visto que é uma operação que não tem possibilidade de prejuízo.

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Marcelo Meurer

Marcelo Meurer é graduado em Direito pela UFJF e graduando em Engenharia de Software pela Estácio. É especialista em derivativos e possui experiência no mercado financeiro há mais de dez anos. Fundador da Estratégia Xeque Mate, uma refinada técnica geradora de renda constante e robusta por meio de operações estruturadas com ações e opções.